Análise da reunião ministerial de Bolsonaro

Lideranças de oposição denunciam crimes de Bolsonaro e pedem renúncia imediata

Por Redação

30 de março de 2020 : 12h17

Nomes que assinam o documento: Carlos Siqueira, presidente nacional do PSB, Carlos Lupi, presidente nacional do PDT, Ciro Gomes, ex-candidato a Presidência pelo PDT, Edmilson Costa, presidente nacional do PCB.
Fernando Haddad, ex-candidato à Presidência pelo PT, Flavio Dino, governador do estado do Maranhão, Guilherme Boulos, ex-candidato a Presidência pelo PSOL, Gleisi Hoffmann, presidenta nacional do PT, Juliano Medeiros, presidente nacional do PSO, Luciana Santos, presidenta nacional do PC do B, Manuela D’Avila, ex-candidata a Vice-presidência (PC do B).
Roberto Requião, ex-governador do Paraná, Sonia Guajajara, ex-candidata à Vice-presidência (PSOL), Tarso Genro, ex-governador do Rio Grande do Sul

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No PSOL

Líderes da oposição denunciam crimes e pedem renúncia imediata de Bolsonaro
30/03/2020

Na manhã desta segunda-feira (30), líderes do PSOL e diversos partidos de oposição, como PT, PCdoB, PDT e PSB, se reuniram em Brasília e apresentaram um manifesto que denuncia os crimes cometidos por Jair Bolsonaro durante sua condução irresponsável da crise da pandemia do novo coronavírus e pede a renúncia imediata do presidente.

“Jair Bolsonaro é o maior obstáculo à tomada de decisões urgentes para reduzir a evolução do contágio, salvar vidas e garantir a renda das famílias, o emprego e as empresas”, afirma trecho do manifesto, que é assinado por figuras como Guilherme Boulos e Sônia Guajajara, que representaram o PSOL nas eleições de 2018, além de Juliano Medeiros, presidente nacional do partido. Lideranças de outros partidos de oposição, incluindo governadores e ex-presidenciáveis, também assinam o pedido de renúncia imediata do presidente.

O manifesto também lista uma série de medidas emergenciais a serem tomadas para que o Brasil lide com a crise econômica, sanitária e social decorrente da pandemia do novo coronavírus. Proibição de demissões, taxação de grandes fortunas, suspensão da cobrança de serviços essenciais como água, luz e gás, aplicação imediata da Renda Mínima emergencial, entre outras propostas constam no texto apresentado pela oposição ao governo Bolsonaro.

Leia o manifesto na íntegra:

O BRASIL NÃO PODE SER DESTRUÍDO POR BOLSONARO

O Brasil e o mundo enfrentam uma emergência sem precedentes na história moderna, a pandemia do coronavírus, de gravíssimas consequências para a vida humana, a saúde pública e a atividade econômica.

Em nosso país a emergência é agravada por um presidente da República irresponsável. Jair Bolsonaro é o maior obstáculo à tomada de decisões urgentes para reduzir a evolução do contágio, salvar vidas e garantir a renda das famílias, o emprego e as empresas. Atenta contra a saúde pública, desconsiderando determinações técnicas e as experiências de outros países. Antes mesmo da chegada do vírus, os serviços públicos e a economia brasileira já estavam dramaticamente debilitados pela agenda neoliberal que vem sendo imposta ao país. Neste momento é preciso mobilizar, sem limites, todos os recursos públicos necessários para salvar vidas.

Bolsonaro não tem condições de seguir governando o Brasil e de enfrentar essa crise, que compromete a saúde e a economia. Comete crimes, frauda informações, mente e incentiva o caos, aproveitando-se do desespero da população mais vulnerável. Precisamos de união e entendimento para enfrentar a pandemia, não de um presidente que contraria as autoridades de Saúde Pública e submete a vida de todos aos seus interesses políticos autoritários. Basta! Bolsonaro é mais que um problema político, tornou-se um problema de saúde pública. Falta a Bolsonaro grandeza. Deveria renunciar, que seria o gesto menos custoso para permitir uma saída democrática ao país. Ele precisa ser urgentemente contido e responder pelos crimes que está cometendo contra nosso povo.

Ao mesmo tempo, ao contrário de seu governo – que anuncia medidas tardias e erráticas – temos compromisso com o Brasil. Por isso chamamos a unidade das forças políticas populares e democráticas em torno de um Plano de Emergência Nacional para implantar as seguintes ações:

-Manter e qualificar as medidas de redução do contato social enquanto forem necessárias, de acordo com critérios científicos;

-Criação de leitos de UTI provisórios e importação massiva de testes e equipamentos de proteção para profissionais e para a população;

-Implementação urgente da Renda Básica permanente para desempregados e trabalhadores informais, de acordo com o PL aprovado pela Câmara dos Deputados, e com olhar especial aos povos indígenas, quilombolas e aos sem-teto, que estão em maior vulnerabilidade;

-Suspensão da cobrança das tarifas de serviços básicos para os mais pobres enquanto dure a crise,

-Proibição de demissões, com auxílio do Estado no pagamento do salário aos setores mais afetados e socorro em forma de financiamento subsidiado, aos médios, pequenos e micro empresários;

-Regulamentação imediata de tributos sobre grandes fortunas, lucros e dividendos; empréstimo compulsório a ser pago pelos bancos privados e utilização do Tesouro Nacional para arcar com os gastos de saúde e seguro social, além da previsão de revisão seletiva e criteriosa das renunciais fiscais, quando a economia for normalizada.

Frente a um governo que aposta irresponsavelmente no caos social, econômico e político, é obrigação do Congresso Nacional legislar na emergência, para proteger o povo e o país da pandemia. É dever de governadores e prefeitos zelarem pela saúde pública, atuando de forma coordenada, como muitos têm feito de forma louvável. É também obrigação do Ministério Público e do Judiciário deter prontamente as iniciativas criminosas de um Executivo que transgride as garantias constitucionais à vida humana. É dever de todos atuar com responsabilidade e patriotismo.

ASSINAM (por ordem alfabética):

Carlos Siqueira, presidente nacional do PSB.
Carlos Lupi, presidente nacional do PDT.
Ciro Gomes, ex-candidato a Presidência pelo PDT.
Edmilson Costa, presidente nacional do PCB.
Fernando Haddad, ex-candidato à Presidência pelo PT.
Flavio Dino, governador do estado do Maranhão.
Guilherme Boulos, ex-candidato a Presidência pelo PSOL.
Gleisi Hoffmann, presidenta nacional do PT.
Juliano Medeiros, presidente nacional do PSOL
Luciana Santos, presidenta nacional do PC do B.
Manuela D’Avila, ex-candidata a Vice-presidência (PC do B).
Roberto Requião, ex-governador do Paraná.
Sonia Guajajara, ex-candidata à Vide-presidência (PSOL)
Tarso Genro, ex-governador do Rio Grande do Sul

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17 comentários

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Mascherano

01 de abril de 2020 às 07h22

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Luiz

31 de março de 2020 às 13h48

Os infectologistas recomendam tomar um “cafezinho” solitário ?

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Alexandre Neres

31 de março de 2020 às 11h14

Caro Miguel, cadê a matéria com o Lula elogiando a assinatura com o Ciro Gomes? Em que pesem as divergências, é hora de baixar as armas. Chega de fogo amigo no campo democrático e popular, vamos dispensar uns aos outros um tratamento respeitoso. E concentrar nosso foco no inepto Capitão Corona e nos ratos que só agora estão querendo pular do barco que tá fazendo água.

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Lupin

31 de março de 2020 às 07h00

Mandar todo mundo ficar em casa é fácil demais na Alemanha, na Itália, na Espanha…eu quero ver é um bilhão e meio de indianos que mal tem o que comer quando trabalham ficar em casa quetos….

OBS: muita gente assintomática na Itália por exemplo se trancou em casa e contaminou quem estava sadio e fez explodir o número de casos.

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    Ananindeua

    01 de abril de 2020 às 07h24

    Nem aniversário do Marcola ou do PCC tem reunião de tanto bandido junto, tá de parabéns!

    Responder

Lucas Sales

30 de março de 2020 às 21h02

E as últimas recomendações da OMS sobre o lockdown em países do terceiro Mundo ?

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Andressa

30 de março de 2020 às 20h59

Cadê os comentários Cafezinho ?

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Andressa

30 de março de 2020 às 15h19

Faltou o Dória.

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    Alan C

    30 de março de 2020 às 18h37

    Faltou o Dória, o Witzel, o Casagrande (ES), o Gladison (AC), o Renan (AL), o Valdez (AP), o Wilson (AM), o Rui Costa (BA), o Ibaneis (DF), o Camilo (CE), o Caiado (GO), o Mauro (MT), o Azambuja (MT), o Barbalho (PA), o Azevedo (PB), o Ratinho (PR), o Câmara (PE), o Dias (PI), a Fátima (RN), o Eduardo (RS), o Rocha (RO), o Moisés (SC), o Chagas (SE), o Carlesse (TO), a Janaína Paschoal, o Frota, o Kataguiri, a Joyce Hasselman, o Maia, o Alcolumbre, etc, etc….

    Gente a favor da vida e contra o retardado mental não tá faltando, com STF, com tudo.

    Responder

      Andressa

      30 de março de 2020 às 20h29

      Gente a favor da vida….kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk

      Acho que agora tem as bases para mais um pedido de “impixment”, sò nao vale copiar o do Frota viu, façam outro…kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk

      Responder

        Alan C

        31 de março de 2020 às 11h20

        O desespero de estar sozinho bate à porta, rs.

        Responder

      Ganassa

      31 de março de 2020 às 06h48

      Combina com os brasileiros agora….boa sorte.

      Responder

      gaspar

      31 de março de 2020 às 09h36

      Quer dizer que se alguem tem opiniao diferente da sua, do Doria e do Frota é a favor da morte ?

      Responder

    putin

    31 de março de 2020 às 11h33

    fevereiro desemprego 11.6% (janeiro era 11.2)

    Responder

Alexandre Neres

30 de março de 2020 às 15h17

Enfim, vislumbra-se uma luz no fim do túnel. Fico feliz de ver tanto bamba junto! Só assim podemos colocar o Capitão Corona no seu devido lugar.

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Wellington

30 de março de 2020 às 12h56

Realmentes uma reuniào de mentes superiores….kkkkkkkkkk

Se juntar essa gente toda nao da 1/3 de um lider de verdade mas no assunto fanfarronice batem qualquer recorde mundial.

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Ronei

30 de março de 2020 às 12h53

E’ pra rir mesmo ou fingir que nao vimos nada ?

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