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Municípios cobertos pelo EPICOVID19. Foto: reprodução / UFPEL.

EPICOVID19: Brasil pode ter até 7 vezes mais infectados que o notificado

Por Redação

06 de julho de 2020 : 17h09

A coordenação do Estudo de Prevalência da Infecção por Coronavírus no Brasil (EPICOVID19-BR) e a secretaria executiva do Ministério da Saúde apresentaram os resultados finais das três fases da pesquisa sobre o Coronavírus no Brasil na última quinta-feira (2).

O estudo teve três fases e atingiu 133 cidades espalhadas por todos os estados do Brasil, sendo o estudo epidemiológico com maior número de indivíduos testados do mundo para o coronavírus, com uma amostra total de 89.397 pessoas entrevistadas e testadas.

Na primeira fase, foi possível completar 200 ou mais das 250 entrevistas e testes previstas em 90 das 133 cidades.

Na segunda fase, 200 ou mais entrevistas e testes foram obtidos em 120 das 133 cidades.

Na terceira fase, foi possível realizar 200 ou mais entrevistas e testes em todas as 133 cidades participantes da pesquisa.

A primeira fase foi realizada entre os dias 14 e 21 de maio, totalizando 25.025 entrevistas e testes.

A segunda fase realizou-se entre os dias 04 e 07 de junho, tendo sido conduzidas 31.165 entrevistas e testes.

A terceira fase ocorreu entre os dias 21 e 24 de junho, totalizando 33.207 entrevistas e testes.

Proporção de testados e positivos em relação à etnia declarada. Fonte: EPICOVID19. Universidade Federal de Pelotas.

Em relação à cor da pele autorrelatada, houve maior proporção com anticorpos entre as populações indígenas em comparação aos demais grupos étnicos.

A população que se autodeclarou branca foi a que apresentou menor proporção de exposição ao vírus. Ressalte-se que o estudo não incluiu populações aldeadas.

Segundo o estudo, a diferença entre o número de casos notificados e o número de pessoas com anticorpos estimado pela pesquisa varia entre 6 e 7 vezes.

Em cada fase, esse cálculo foi obtido da seguinte forma: divisão do número estimado de pessoas com anticorpos nas cidades pelo número de casos notificados nas mesmas cidades no dia imediatamente anterior ao início da coleta de dados. 

O EPICOVID19-BR também avaliou a adesão da população as recomendações de distanciamento social.

O percentual das pessoas que relatou sair de casa diariamente aumentou de 20,2% na fase 1 (14-21 de março) para 23,2% na fase 2 (04 a 07 de junho) e para 26,2% na fase 3 (21 a 24 de junho).

Adesão ao isolamento social nas 3 fases do estudo. Fonte: EPICOVID19. Universidade Federal de Pelotas.

No outro extremo, o percentual de pessoas que relatou ficar em cada todo o tempo diminuiu de 23,1% na fase 1 para 20,5% na fase 2 e para 18,9% na fase 3.

O estudo levantou ainda que as diferenças por regiões são expressivas.

Na primeira fase, de 14 a 21 de maio, nenhuma região do Brasil, exceto o Norte, apresentava percentual da população com anticorpos superior a 1%.

Nas fases subsequentes, o Norte manteve os percentuais mais elevados, mas chamou atenção o crescimento acelerado no Nordeste, e tendências de crescimento também no Sudeste e no Centro-Oeste.

Percentual de pessoas testadas com anticorpos em cada fase. Fonte: EPICOVID19. Universidade Federal de Pelotas.

Por outro lado, na Região Norte, não houve diferenças entre os resultados da segunda e da terceira fases da pesquisa, indicando uma possível desaceleração da pandemia naquela região. 

O relatório completo dos dados coletados pelo estudo aqui.

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1 comentário

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Jerson7

06 de julho de 2020 às 18h30

Tem pelo menos 10x mais pessoas que contriramo virus como em qualquer outro lugar do Mundo.

A taxa de letalidade nos paises que mais testaram mal chegou a 0,5%

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