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Chico D’Angelo: a história do Dia dos Professores

Por Redação

15 de outubro de 2020 : 08h34

Por Chico D’Angelo, deputado federal (PDT-RJ)

Foi no dia 15 de outubro de 1827, por decreto do Imperador D. Pedro I, que se criou no Brasil o Ensino Elementar. A lei estabelecia a necessidade de se criar escolas de primeiras letras em todas as cidades do país, regulamentava os conteúdos que seriam ensinados e as condições de trabalho dos professores. Em 1963, o presidente trabalhista João Goulart aprovou o decreto 52.682, oficializando a data de 15 de outubro como o Dia do Professor.

Nos dias atuais, infelizmente, a situação das professoras e professores brasileiros é dramática. Baixa remuneração, excesso de trabalho, quantidade exorbitante de tarefas fora da sala de aula (elaboração de planos de aula, testes, provas, correções, etc.) agravadas pelo ensino remoto durante a pandemia, precariedade das condições de trabalho, assédio moral, inexistência de incentivo para a reciclagem profissional, são alguns dos problemas que a categoria sofre.

No final de 2019, revelou-se que apenas no estado de São Paulo a média de professores afastados de sala por transtornos mentais ou comportamentais no ano letivo chegou a 111 por dia. Entre março e agosto daquele ano, a rede pública do estado mais populoso do Brasil apresentava 27 mil licenças médicas de educadores por motivos como depressão, transtorno de ansiedade, etc.

A grande homenagem que os professores podem receber pelo seu dia vai muito além de congratulações formais. Recuperar a dignidade do magistério, valorizar os profissionais da educação, inclusive do ponto de vista da remuneração salarial, enfatizar a prioridade da escolaridade como elemento de transformação social, estimular reciclagens para professores, reduzir a carga de trabalho fora da sala de aula, melhorar os equipamentos de ensino, adotar políticas públicas de apoio à saúde dos profissionais do magistério, etc. deveria ser um compromisso assumido nas esferas federal, estadual e municipal.

O projeto de destruição da educação pública vem de longe no Brasil, e hoje ganha contornos sinistros com o atual governo federal e a gestão do MEC. Mais que uma data comemorativa, por tudo que professores e professoras representam para o Brasil, o Dia dos professores é cada vez mais um marco que impele à luta do magistério. Os comprometidos com a transformação social que o Brasil almeja sabem que não há mudança viável sem educação, e não há educação viável sem professores com dignidade e liberdade para exercer suas funções.

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4 comentários

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Luiz

15 de outubro de 2020 às 17h10

RESPEITEM A HISTÓRIA DOS PROFESSORES.

Por favor me digam onde se situa o jornalismo nesse artigo?

Chico D’Angelo merece todo respeito, mas essa reportagem é limitada e, diria, até ofensiva aos professores.

Onde se encontra o nome de Antonieta Barros?
https://brasil.elpais.com/opiniao/2020-10-15/antonieta-de-barros-a-parlamentar-negra-pioneira-que-criou-o-dia-do-professor.html

Tudo bem, ninguém é obrigado a pesquisar a história…. Mas nem falar de Paulo Freire???

Vamos combinar pessoal, eu sei q o Ciro toma todo o tempo do blog e q existe um acórdão Cafezinho e Ciro desde uns 3 ou 4 anos atras.

Desse tempo até então, me chama atenção o descaso com qq assunto q não diga respeito à Ciro e família, direta ou indiretamente.

E ate aí, tudo bem,, cada um amarra seu burro onde acha melhor…. (temos blogs ligados ao PT q fazem a mesma coisa, e até Globo e Jornalões q defendem seus interesses).

Mas então, não falem dos professores, e se decidirem falar, falem corretamente.

Com uma reportagem integra e completa q lhes faça homenagem.

Professores merecem respeito e estão acima de politicagens e partidarismos.

Eu q venho de uma familia de professores tb já fui um, me senti ofendido pelo descaso.

Jornalismo se faz com informação, pesquisa e um mentalidade inquisitiva.

Espero mais sempre de blogs, pq acho q o futuro da informação está aqui, mas desse jeito dá um desânimo danado.

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Galinzé

15 de outubro de 2020 às 09h29

Nos dias atuais, infelizmente, a situação das professoras e professores brasileiros é dramática. Baixa remuneração, excesso de trabalho, quantidade exorbitante de tarefas fora da sala de aula (elaboração de planos de aula, testes, provas, correções, etc.) agravadas pelo ensino remoto durante a pandemia….comovente, nao sei se rir ou chorar !!!!

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Efrem Ventura

15 de outubro de 2020 às 09h28

Obrigado aos professores brasileiros pelas maravilhas da educaçào brasileira que o Mundo nos inveja…

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Ronei

15 de outubro de 2020 às 09h23

Nas salas de aulas tem um professor com seus alunos….ninguem mais.

A pergunta que fica é…porque os moleques saem das escolas analfabetos e semi-analfabetos ainda em 2020 ?

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