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Análise: Tasso Jereissati têm chances de se lançar como alternativa no Senado

Por Gabriel Barbosa

27 de dezembro de 2020 : 10h33

Por Gabriel Barbosa

Após os holofotes terem se voltado para o lançamento da candidatura do deputado federal, Baleia Rossi (MDB-SP), pelo bloco de Rodrigo Maia (DEM-RJ) na Câmara, de agora em diante, as atenções devem ser reservadas para a disputa pela presidência do Senado.

Até o momento, o nome do senador Rodrigo Pacheco (DEM-MG) têm sido patrocinado nos bastidores pelo presidente da Casa, Davi Alcolumbre (DEM-AP). Porém, nos últimos dias, as articulações em torno do congressista mineiro enfraqueceram e sua candidatura tornou-se uma incógnita.

Governista de primeira hora, o presidente do Congresso tenta emplacar um sucessor com as bençãos do presidente Jair Bolsonaro, mas o próprio chefe do executivo comunicou no almoço que teve na semana passada, com Alcolumbre e Pacheco, de que não deve interferir ou fechar compromisso na eleição do Senado.

No entanto e para além de Alcolumbre, existe um grupo de senadores que já atua para emplacar uma candidatura alternativa que garanta o equilíbrio e a independência do Senado. Em outras palavras, um senador ou senadora que tenha pulso firme para proteger a Casa das investidas de Bolsonaro contra a institucionalidade.

Com isso, o nome do senador Tasso Jereissati (PSDB-CE) é um dos cotados para ser o postulante dessas bandeiras. Governador do Ceará por três vezes, o tucano é conhecido por manter uma postura equilibrada, mas não titubeia um confronto quando necessário.

Além disso, Tasso têm a unanimidade da bancada tucana, com sete senadores, e mantém uma boa relação com os colegas do PT e PDT. Dois congressistas do PSL também estão interessados na possível candidatura do tucano cearense e outros 18 senadores da bancada “independente” podem aderir ao bloco.

Discreto mas influente, Jereissati ainda mantém a articulação em torno de seu nome distante do holofote de outras pré-candidaturas. Porém, o seu desejo de ocupar a cadeira da presidência do Senado é evidente e natural, pois o lugar na linha de sucessão é cobiçado pelos 81 senadores.

Gabriel Barbosa

É jornalista com passagens pelo Grupo de Comunicação O POVO (Ceará), RedeTV! e Band News FM. Atualmente é Chefe de Redação do Cafezinho e pós-graduado em Comunicação e Marketing Político.

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11 comentários

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sidneig

26 de janeiro de 2021 às 09h00

A notícia é velha, mas não posso deixar de apontar no que o Cafezinho está se transformando…apoiar Ciro implica elogiar Tasso Jereissati????? E como se não bastasse, alteram depois o título da matéria, que originalmente era “Análise: Equilibrado e influente, Tasso Jereissati têm chances de se lançar como alternativa no Senado”. Ora: ou acham que é equilibrado e influente, e mantém o título, ou jamais poderiam lançar essa matéria lamentável dessa maneira que foi feita.

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Sebastião

28 de dezembro de 2020 às 19h05

Esse cara faz parte do baraonato que Ciro tanto fala. É dono de TV e rádio no Ceará, o que deveria ser proibido por lei. Faz autopromoção, e ainda faz perseguição política aos adversários políticos. Fazendo uso dos meios de comunicação que é dono.

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Batista

28 de dezembro de 2020 às 08h23

Como ‘o mesmo’ pode ser alternativa?

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Marco Vitis

28 de dezembro de 2020 às 00h42

É preciso que o Senado escolha um presidente que não seja subalterno a Bolsonaro.
Alcolumbre NUNCA defendeu o Senado em momentos decisivos. Porém, ele não tem a força política que julga ter. E está em franca queda. Um sintoma: seu irmão foi derrotado para a prefeitura de Macapá.
Não sei qual é a potência da candidatura Tasso Jereissati. Só sei que o candidato de Alcolumbre precisa ser derrotado.

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Ricardo JC

27 de dezembro de 2020 às 14h27

E ainda amenizaram o título da chamada, por que realmente “sensato” e “equilibrado” (ou algo similar…) estava demais, até para quem frequenta O Cafezinho.

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Ricardo JC

27 de dezembro de 2020 às 14h23

É isso mesmo? Agora nós, progressistas, estamos sujeitos a fazer campanha para um tucano? E dos piores, diga-se de passagem. Me desculpem, mas isto extrapola qualquer nível de racionalidade que eu possa considerar. Ah, já sei…ele é amiguinho do Ciro Gomes.

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Paulo

27 de dezembro de 2020 às 12h55

Enfim, uma boa notícia (pena que longe de se tornar realidade):

https://www.terra.com.br/noticias/brasil/politica/datafolha-brasileiros-sao-contra-obrigatoriedade-do-voto,946c22e874f6206d2c44a1f90f0423dc4p4liwly.html

Povo deixando de ser gado. Mas ainda há um longo processo até que S. Exªs nos permitam deixar cair por terra o arreio e nos furtarmos às chibatadas e ao matadouro…

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Paulo

27 de dezembro de 2020 às 12h36

Por que não? Um malandro na Câmara, outro no Senado…

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Alexandre Neres

27 de dezembro de 2020 às 12h22

Só essa que me faltava. O que mais o senador coca-cola iria privatizar em proveito próprio?

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JOHN JAHNES

27 de dezembro de 2020 às 12h15

QUANDO O DESTINO NÃO DEIXA ALTERNATIVA E TORNA-SE NECESSÁRIO ESCOLHER DUAS COISA MUITO RUINS, O melhor a fazer é escolher o ladrão que já roubou mais do queria e talvez não precise roubar mais, pois os outros ainda vão ter muito tempo para roubar e se enriquecer até se igualarem a este que pode ser o menos ruim]. na escala de 0 a 10, este já deve estar no 5 decrescente e outros estão 6 crescente.

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    O Demolidor

    27 de dezembro de 2020 às 22h42

    Esse que você falou aí….seria o Tasso Gomes?

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