Paris Café Extra: Finanças Funcionais, uma revolução copernicaniana na economia

Médicos denunciam omissão do CFM e cobram posicionamento sobre genocídio de Bolsonaro na pandemia

Por Redação

15 de janeiro de 2021 : 09h05

Nesta quinta-feira, 14, ex-presidentes e ex-conselheiros do Conselho Federal de Medicina (CFM) publicaram uma carta denunciando a omissão da atual gestão da entidade e cobraram um posicionamento sobre o genocídio liderado pelo presidente Jair Bolsonaro na pandemia.

Leia a carta na íntegra!

CARTA AO CONSELHO FEDERAL DE MEDICINA E AOS MÉDICOS E MÉDICAS DO BRASIL.

Somos mais de 500.000 médicos e médicas trabalhando para a população brasileira. Estamos nas emergências; nas UTIs; nos Postos de Saúde; nos hospitais e nas casas dos nossos pacientes. Estamos onde o povo está a necessitar do nosso trabalho e cuidados. E a ele não faltaremos.Mas onde está o Conselho Federal de Medicina (CFM)? Onde está a entidade máxima da categoria médica no Brasil?

Até agora sabemos o endereço, mas não sabemos a sua posição frente a essa tragédia sanitária e humana que assola o Mundo e em especial o nosso País.

Nós médicos e médicas olhamos em sua direção e não vemos nada. Só o silêncio. Parece que tudo está em paz. Paz essa que sequer existe hoje nos cemitérios nacionais, onde reina absoluto o choro distante de mais de 200.000 famílias enlutadas.

Frente a essa eloquente omissão do nosso principal órgão representativo é que nós, ex-Presidentes do CFM e outros ex-Conselheiros Federais, conclamamos o CFM a que se manifeste publicamente em defesa da vida da nossa gente; em defesa do exercício de nossa profissão; e em defesa dos milhares de médicos e médicas, bem como de seus companheiros das equipes de saúde, que estão cumprindo os seus deveres profissionais e arriscando suas vidas.

Conclamamos, por ser um imperativo ético:

Que o CFM se manifeste pública e enfaticamente, a favor da vacinação para todos aos quais está indicada, vacinas que serão licenciadas pela ANVISA, com base em sua segurança e eficácia, e que garantirão, desde que a cobertura vacinal seja adequada, uma acentuada diminuição no número de casos e, eventualmente, o controle da pandemia.

Que o CFM enfatize a continuidade da adoção das outras medidas de controle reconhecidas cientificamente, como distanciamento social, higiene pessoal e uso de máscaras.

Que o CFM exija das autoridades públicas as garantias de um atendimento correto e protetor para a nossa população enferma.

Que o CFM oriente a população médica brasileira quanto ao adequado comportamento ético a ser adotado nesta pandemia evitando o uso de condutas terapêuticas sem respaldo científico; bem como a disseminação de informações falsas sobre a doença, tudo no estrito cumprimento do Código de Ética Médica.

É isso que a Boa Medicina ensina. É disso que o nosso Povo necessita. É isso que precisa ser feito sem demora.

Brasil, 14 de janeiro de 2021.

Ex-Presidentes do CFM: Dr. Gabriel Wolf Oselka; Dr. Francisco Álvaro Barbosa Costa; Dr. Ivan de Araújo Moura Fé;Dr. Waldir Paiva Mesquita; Dr. Edson de Oliveira Andrade.

Ex-Conselheiros Federais: Nei Moreira;Evilázio Teubner Ferreira; Nilo Fernandes Rezende Vieira; Antônio Henrique Pedrosa Neto; Sérgio Ibiapina Ferreira Costa; Júlio Cezar Meireles; Wilson Seffair Bulbol; Genário Alves Barbosa; Gerson Zafalon Martins; Antônio Clementino da Cruz Junior; Rafael Dias Marques Nogueira; Frederico Henrique de Melo; Mauro Brandão Carneiro; Waldir Cardoso.

Apoie O Cafezinho

Crowdfunding

Ajude o Cafezinho a continuar forte e independente, faça uma assinatura! Você pode contribuir mensalmente ou fazer uma doação de qualquer valor.

Veja como nos apoiar »

Nenhum comentário

Os comentários aqui postados são de responsabilidade exclusiva de seus autores e não representam a opinião do site O CAFEZINHO. Todos as mensagens são moderadas. Não serão aceitos comentários com ofensas, com links externos ao site, e em letras maiúsculas. Em casos de ofensas pessoais, preconceituosas, ou que incitem o ódio e a violência, denuncie.

Escrever comentário »


Deixe uma resposta