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Lula defende que Haddad seja candidato em 2022

Por Redação

05 de fevereiro de 2021 : 09h46

O ex-presidente Lula defende que Fernando Haddad seja novamente candidato a presidência da República em 2022 caso o Supremo Tribunal Federal (STF) negue a restituição dos seus direitos políticos.

De acordo com a Folha, a dupla petista se encontrou no último sábado (30) e decidiram que devem começar a viajar pelo país, juntos ou separados.

Nos últimos dias, Haddad esteve em Brasília para se reunir com deputados, senadores e a presidente Nacional do partido, Gleisi Hoffmann.

Fonte: Reprodução

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6 comentários

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Miramar

05 de fevereiro de 2021 às 14h36

Parafraseando Breno Altman: nos aproximaremos mais uma vez de um segundo turno ideal, afinal, apesar da maioria absoluta da população de todas as ideologias detestar o PT, a maior parte dela votará em qualquer porcaria para evitar o bandido Bolsonaro (só esse final não é ironia).

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Ronei

05 de fevereiro de 2021 às 13h44

Candidato a que…? Kkkkkkkkkkkkkkkk

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Batista

05 de fevereiro de 2021 às 12h11

Queria o que Redação, que defendesse a ego candidatura do ‘Omisso em Paris’?

De se por satisfeito por estar a atender os pedidos para que fizesse como Cristina na Argentina, Haddad candidato a presidente e ele vice, ambos do PT, como na Argentina, ambos do PJ.

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    Miramar

    05 de fevereiro de 2021 às 14h19

    Não nos juntamos com quadrilha. De nenhum tipo.

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Netho

05 de fevereiro de 2021 às 10h49

Nem na cadeia, Lula e PT compreenderam que a sigla e seus próceres foram desmoralizados de forma acachapante e serviram de esteira para que dois filhotes da ditadura subissem a rampa do Planalto.
Não aprenderam nada, não esqueceram nada, como ensinava Talleyrand.
Aliás, há algo de fundo psicopatológico na decisão de Lula.
Lula e o PT gostam de apanhar na cara e esquecer os batedores de carteira.
Outra vez, e mais um, dos erros crassos do lulo-petismo.
Nem é preciso dizer que não se pode, pelo menos na física newtoniana, repetir o mesmo experimento e lograr obter um resultado diferente.
Sempre é bom lembrar que na política nacional não há lugar para a física quântica quando se trata de lidar com as direitas, o Forte Apache e a Casa Grande.

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    Alexandre Neres

    06 de fevereiro de 2021 às 00h13

    Mesmo sem tempo, ao ler tanta asneira não consigo deixar de me indignar. Vamo lá, tenho que responder ao pretenso progressista lavajatista, que além de tudo admira Prestes. Talvez no período da Coluna Prestes teve algum valor. Seu papel como lacaio de Moscou foi patético. Suas críticas ao trabalhismo de verdade, o dos anos 50/60, adotando até com posições próximas da ditadura, é de lascar. Se tem alguém que prestava no PCB, que não conseguiu ficar no imobilismo, foi Marighella.

    Como neotrabalhista, deveria pelo menos ter uma certa noção pelo que passaram Vargas e Jango, mesmo JK que era mais liberal enfrentou golpes. Para entender a casa grande, é fundamental entender aquele período e entender que se repetiu em 2016 como farsa. Tal como Prestes, em momento crucial você estava do lado errado. Já te disse aqui, adoraria ver o Ciro presidente só pra ler seus comentários, pena que ele não tem voto. O problema no Brasil é estrutural, de um jeito ou de outro o presidente vai ter de lidar com congressistas famintos, ora com mais poder, ora com menos. O pior momento do PT foi quando era o partido portador da bandeira da ética, pois tal papel cabe às instituições e não a qualquer partido que seja. Remete à banda de música da UDN nos anos 50 e você está nessa até hoje. O PT deu todas as condições e autonomia para os órgãos de controle e eles se utilizaram disso para partirem pra cima do PT, afinal são originários de uma elite tacanha, membros legítimos da casa grande de um estado de merda provinciano.

    Ir para a prisão em um processo a jato, que foge à normalidade, que foi mais rápido seu trâmite do que um julgamento de habeas corpus para a suspeição do juiz ladrão, que tem preferência pelo fato de ser o remédio heroico, é um orgulho pra qualquer um. Ter sua vida esquadrinhada e ser condenado sem provas, forçando a barra prendendo os outros até que o passarinho cantasse o que os membros do conluio queriam ouvir. Se Lula fosse como diz a sua visão simplória porque foi vítima de um ataque diuturno pela casa grande, sobretudo a Globo? Nem Brizola passou por nada parecido. Mas Lula é torneiro mecânico, retirante nordestino, não um Coronel, desses que desde antanho é sangrado e ressangrado no país. O símbolo é muito forte, tudo que a elite tacanha abomina. Viu como o procuradorzinho se referiu a ele por ser povo? Viu a procuradorazinha dizendo que TRF-4, Moro, Globo, todos teriam um orgasmo múltiplo quando Lula fosse preso? Mas você não pondera, não comenta sobre os inúmeros arbítrios da força-tarefa, como se Lula tivesse sido condenado pelos seus mal-feitos. Seria o conjunto da obra? Você é o tipo de progressista para o qual a culpa por ter sido estuprada é da saia curta da menina.

    Vou te dar uma ajuda para compreender o Brasil, sei que não devia. Tentei colocar o link de outras vezes, como não consegui, vou replicar matéria da Revista Época que foi retirada do site, de autoria de Gerson Camarotti quando ainda fazia jornalismo. Vale a pena ler para se dar conta do deboche que é o Brasil. Um abraço.

    “FHC passa o chapéu

    Presidente reúne empresários e levanta R$ 7 milhões para ONG que bancará palestras e viagens ao Exterior em sua aposentadoria

    Gerson Camarotti

    Foi uma noite de gala. Na segunda-feira, o presidente Fernando Henrique Cardoso reuniu 12 dos maiores empresários do país para um jantar no Palácio da Alvorada, regado a vinho francês Château Pavie, de Saint Émilion (US$ 150 a garrafa, nos restaurantes de Brasília). Durante as quase três horas em que saborearam o cardápio preparado pela chef Roberta Sudbrack – ravióli de aspargos, seguido de foie gras, perdiz acompanhada de penne e alcachofra e rabanada de frutas vermelhas -, FHC aproveitou para passar o chapéu. Após uma rápida discussão sobre valores, os 12 comensais do presidente se comprometeram a fazer uma doação conjunta de R$ 7 milhões à ONG que Fernando Henrique Cardoso passará a presidir assim que deixar o Planalto em janeiro e levará seu nome: Instituto Fernando Henrique Cardoso (IFHC).

    O dinheiro fará parte de um fundo que financiará palestras, cursos, viagens ao Exterior do futuro ex-presidente e servirá também para trazer ao Brasil convidados estrangeiros ilustres. O instituto seguirá o modelo da ONG criada pelo ex-presidente americano Bill Clinton. Os empresários foram selecionados pelo velho e leal amigo, Jovelino Mineiro, sócio dos filhos do presidente na fazenda de Buritis, em Minas Gerais, e boa parte deles termina a era FHC melhor do que começou. Entre outros, estavam lá Jorge Gerdau (Grupo Gerdau), David Feffer (Suzano), Emílio Odebrecht (Odebrecht), Luiz Nascimento (Camargo Corrêa), Pedro Piva (Klabin), Lázaro Brandão e Márcio Cypriano (Bradesco), Benjamin Steinbruch (CSN), Kati de Almeida Braga (Icatu), Ricardo do Espírito Santo (grupo Espírito Santo). Em troca da doação, cada um dos convidados terá o título de co-fundador do IFHC.

    Antes do jantar, as doações foram tratadas de forma tão sigilosa que vários dos empresários presentes só ficaram conhecendo todos os integrantes do seleto grupo de co-fundadores do IFHC naquela noite. Juntos, eles já haviam colaborado antes com R$ 1,2 milhão para a aquisição do imóvel onde será instalada a sede da ONG, um andar inteiro do Edifício Esplanada, no Centro de São Paulo. Com área de 1.600 metros quadrados, o local abriga há cinco décadas a sede do Automóvel Clube de São Paulo.

    O jantar, iniciado às 20 horas, foi dividido em dois momentos. Um mais descontraído, em que Fernando Henrique relatou aos convidados detalhes da transição com o presidente eleito, Luiz Inácio Lula da Silva. Na segunda parte, o assunto foi mais privado. Fernando Henrique fez questão de explicar como funcionará seu instituto. Segundo o presidente, o IFHC terá um conselho deliberativo e o fundo servirá para a administração das finanças. Além das atividades como palestras e eventos, o presidente explicou que o instituto vai abrigar todo o arquivo e a memória dos oito anos de sua passagem pela Presidência.

    A iniciativa de propor a doação partiu do fazendeiro Jovelino Mineiro. Ele sugeriu a criação de um fundo de R$ 5 milhões. Só para a reforma do local, explicou Jovelino, será necessário pelo menos R$ 1,5 milhão. A concordância com o valor foi quase unânime. A exceção foi Kati de Almeida Braga, conhecida como a mais tucana dos banqueiros quando era dona do Icatu. Ela queria aumentar o valor da ajuda a FHC. Amiga do marqueiteiro Nizan Guanaes, Kati participou da coleta de fundos para a campanha da reeleição de FHC em 1998 – ela própria contribuiu com R$ 518 mil. “Esse valor é baixo. O fundo poderia ser de R$ 10 milhões”, propôs Kati, para espanto de alguns dos presentes. Depois de uma discreta reação, os convidados bateram o martelo na criação de fundo de R$ 7 milhões, o que levará cada empresário a desembolsar R$ 500 mil. Para aliviar as despesas, Jovelino ainda sugeriu que cada um dos 12 presentes convidasse mais dois parceiros para a divisão dos custos, o que pode elevar para 36 empresários o número total de empreendedores no IFHC.

    Diante de uma platéia tão requintada, FHC tratou de exercitar seus melhores dotes de encantador de serpentes. “O presidente estava numa noite inspirada. Extremamente sedutor”, observou um dos presentes. Outro empresário percebeu a euforia com que Fernando Henrique se referia ao presidente eleito, Lula da Silva. “Só citou Serra uma única vez. Mas falou tanto em Lula que deu a impressão de que votou no petista”, comentou o convidado. O presidente exagerou nos elogios a Lula da Silva. Revelou que deixaria a Granja do Torto à disposição do presidente eleito. “Ele merece”, justificou. “A transição no Brasil é um exemplo para o mundo.” Em seguida, contou um episódio ocorrido há quatro anos, quando recebeu Lula no Alvorada, depois de derrotá-lo na eleição de 1998. O presidente disse que na ocasião levou Lula para uma visita aos aposentos presidenciais, inclusive ao banheiro, e comentou com o petista: “Um dia você ainda vai morar aqui”.

    Na conversa, Fernando Henrique ainda relatou que vai tentar influir na nomeação de alguns embaixadores, em especial na do ministro do Desenvolvimento, Sérgio Amaral, para a ONU. Antes de terminar o jantar, o presidente disse que passaria três meses no Exterior e só voltaria para o Brasil em abril. Também revelou que pretende ter uma base em Paris. “Nada mal!”, exclamou. Ao acabar a sobremesa, um dos convidados perguntou se ele seria candidato em 2006. FHC não respondeu. Mas deu boas risadas. Para todos os presentes, ficou a certeza de que o tucano deseja voltar a morar no Alvorada, projeto que FHC desmente em conversas mais formais.

    Embora a convocação de empresários para doar dinheiro a uma ONG pessoal possa levantar dúvidas do ponto de vista ético, a iniciativa do presidente não caracteriza uma infração legal. “Fernando Henrique está tratando de seu futuro, e não de seu presente”, diz o procurador da República Rodrigo Janot. “O problema seria se o presidente tivesse chamado empresários ao Palácio da Alvorada para pedir doações em troca de favores e benefícios concedidos pelo atual governo.”

    O IFHC não será o primeiro no país a se dedicar à memória de um ex-presidente. O senador José Sarney (PMDB-AP) criou a Fundação Memória Republicana para abrigar os arquivos dos cinco anos de seu governo. Conhecida hoje como Memorial José Sarney, a entidade está sediada no Convento das Mercês, um edifício do século XVII, em São Luís, no Maranhão. Pelo estatuto, é uma fundação cultural, sem fins lucrativos. Mas também já foi alvo de muita polêmica. Em 1992, Sarney aprovou no Congresso uma emenda ao Orçamento que destinou o equivalente a US$ 153 mil para seu memorial. Do total, o ex-presidente conseguiu liberar cerca de US$ 55 mil.

    CLUBE DOS EMPRESÁRIOS AMIGOS
    Doadores formam elite empresarial

    Benjamin Steinbruch
    Um dos donos da CSN

    Lázaro Brandão
    Homem forte do Bradesco

    Emílio Odebrecht
    Controlador do grupo Odebrecht

    Pedro Piva
    Senador e sócio do grupo Klabin”

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