PARIS CAFÉ: Lula volta ao jogo e polariza com Bolsonaro. Quais os novos desafios?

Dino sobre 2022: “É errado excluir o PDT e uma liderança como Ciro Gomes desse processo”

Por Redação

18 de março de 2021 : 11h17

O governador do Maranhão, Flávio Dino (PC do B), falou sobre a participação do ex-ministro Ciro Gomes e do PDT numa possível articulação das esquerdas para 2022.

“Sob o aspecto programático, certamente ele é mais próximo da esquerda. A visão dele de Brasil o coloca no nosso campo. Eu insisto que é errado excluir o PDT e uma liderança como Ciro Gomes desse processo. Até porque não o vejo como o candidato desse centro, como o candidato da Faria Lima. O ideal seria buscarmos uma aliança já no primeiro turno. Ciro já foi ministro de Lula, eu não fui. Não é possível que desse casamento só sobraram mágoas, tem que ter algum vestígio de amor ali”

Dino também ressaltou que existe sinais de uma frente ampla contra Bolsonaro.

“Todos os dias temos visto sinais. Veja o caso aqui do meu vice-governador, Carlos Brandão. Tinha sido obrigado a sair do PSDB por me apoiar e foi convidado agora a voltar e a comandar o partido no Maranhão. Essas alianças já ocorreram nas eleições municipais do ano passado. No Pará, por exemplo, Helder Barbalho (MDB) apoia o governo do PSOL em Belém. Em Fortaleza, Tasso Jereissati (PSDB) apoiou Sarto Nogueira (PDT). No Rio, todos votamos contra a reeleição de Marcelo Crivella (Republicanos). As coisas estão andando”, disse no Estadão.

Apoie O Cafezinho

Crowdfunding

Ajude o Cafezinho a continuar forte e independente, faça uma assinatura! Você pode contribuir mensalmente ou fazer uma doação de qualquer valor.

Veja como nos apoiar »

7 comentários

Os comentários aqui postados são de responsabilidade exclusiva de seus autores e não representam a opinião do site O CAFEZINHO. Todos as mensagens são moderadas. Não serão aceitos comentários com ofensas, com links externos ao site, e em letras maiúsculas. Em casos de ofensas pessoais, preconceituosas, ou que incitem o ódio e a violência, denuncie.

Escrever comentário »

Luís Spadoni

19 de março de 2021 às 00h55

A situação a que chegamos com o avanço da extrema direita e do fascismo não só no Brasil como no mundo, leva-nos a fazermos obrigatoriamente , urgentemente uma análise madura e a realista não apenas do que está em jogo mas principalmente a estratégia certa a adotar pra reconquistarmos a democracia e um minimo de lucidez e responsabilidade na condução do país. A construção de uma FRENTE AMPLA ANTI-BOLSONARO E PRÓ-DEMOCRACIA ( embora não seja a frente de nossos sonhos…..) deve abarcar não apenas os partidos de esquerda como necessariamente partidos/ forças e/ou politicos de CENTRO sim. O que importa agora é articular um grande acordo nacional com um projeto minimo de País que preserve pelos menos os direitos já conquistados e resgate a dignidade do nosso povo. Não é hora de discutir nomes, é hora de construir um projeto comum. O PT não necessariamente tem que ser cabeça de chapa ou estar na chapa o que poderia minimizar o desgaste e mostrar que o PT sabe recuar no momento certo, com humildade abrindo espaço para uma ampla coalizão nacional de centro-esquerda que com certeza tem todas as ferramentas para se tornar vitoriosa.

Responder

Maicon Rosa

19 de março de 2021 às 00h18

O Brasil é grande demais pra caber apenas na esquerda. Há pessoas lá no lado direito que amam este país, tanto quanto o lado da esquerda. Não me refiro a elite aristocrática, mas o povo que ainda não sabe o que é esquerda e direita, historicamente falando, há pessoas humildes na direita que querem um país melhor. Precisamos pegar as duas pontas e fazer um laço, porque os extremos são bem perigosos…

Responder

Batista

18 de março de 2021 às 16h53

Narciro perdeu o trem em 2018 e tanto sabe disso, que vem daí o desespero à procura de novo trem que possa leva-lo até a estação Planalto.

Todo dia passa em sua cabeça a estação, a recusa em embarcar, o trem passando e Paris, perdendo a chance derradeira da baldeação na estação seguinte, não mais de maquinista, mas que poderia coloca-lo com prioridade na fila de espera para condução dos próximos trens, porém não.

Agora Narciro vaga daqui para lá, tentando uma vaga no trem da classe dominante que tentará chegar a penúltima estação antes da estação Planalto, para medir forças com o trem da Esquerda, antes do trem do maquinista Bolsonaro.
Força Ciro e não esqueça: PT NUNCA MAIS! (Os dominantes adoram…).

Responder

Alexandre Neres

18 de março de 2021 às 16h18

Corroborando com o Dino, não há por que Ciro ser excluído da nossa frente progressista. Ciro é do nosso campo, mostrou sua integridade sobretudo pela defesa intransigente do estado democrático de direito, tanto no golpe de 2016 quanto no processo stalinista do qual Lula fez parte, ao criticar os arbítrios e desmandos da força-tarefa. Houve muita querela política desnecessária, mas é hora de pensar pra frente, deixar isso pra lá. Para mim, PSB e Marina são limítrofes. O PSB, na minha opinião, costeou o alambrado, mas dá para tentar uma última vez. Marina está no limite do nosso campo, apesar do lavajatismo, de ter se deixado usar pelos conservadores quando se fazia necessário usar alguém de dentro para criticar o PT e do apoio vexatório ao Aécio, temos de relevar um pouco por ela ter apanhado demais em 2014 e por ter apoiado o Haddad em 2018. Pra mim, nossa candidatura no primeiro turno terminava aí. Alguns apoios de conservadores democratas, o que é difícil em nosso país, seria bem-vindo no segundo turno. Mas não integrariam o núcleo duro do governo, restrito ao PSOL, PCdoB, PT, PDT, PSB e Rede. Ciro Gomes seria um bom nome para ser Ministro da Fazenda, com grande autonomia, diferentemente do posto ipiranga que é um lixo, tá mais perdido do que cego em tiroteio, mesmo contando com o apoio da imprensa amiga. Não por acaso Pedro Malan e Pérsio Arida tacharam Guedes de tchutchuca.

Responder

Netho

18 de março de 2021 às 15h27

Até o mundo protozoário sabe que a dupla de filhotes da ditadura chegou ao Planalto por uma única razão. A tática eleitoral e a estratégia política liderada por Lula e conduzida pelo PT em 2018. Ambas representaram erros crassos que galvanizaram e ampliaram a avalanche anti-petista responsável pela vitória acachapante da extrema-direita. A varredura do PT de todas as prefeituras das capitais em 2020 reforçou o fato de que o anti-lulo-petismo não ‘desidratou’; ao contrário.
Dino sabe que as chances e o riscos de reeleição dos filhotes da ditadura aumentam de forma diretamente proporcional à repetição em 2022 do quadro eleitoral do segundo-turno de 2018.
Não será com a mesma formulação política liderada pelo PT em 2018 que o resultado eleitoral de 2022 será distinto. Em política a física quântica não funciona. A política é newtoniana!

Responder

EdsonLuiz.

18 de março de 2021 às 14h14

Então Dino, se interessa a forças diversas, por que obrigar Ciro a uma aliança apenas ‘de esquerda’?

Responder

Alexandre Neres

18 de março de 2021 às 12h04

Boulos disse mais ou menos o mesmo no JB.

“Onde o Ciro Gomes entra nessa equação?

Espero que ele entre. Temos conversado com várias lideranças do campo progressista. Eu e o Juliano Medeiros, presidente do PSOL, conversamos recentemente com o (Carlos) Lupi, presidente do PDT. Tenho conversado com a Marina Silva (Rede), Gleisi (Hoffmann), presidente do PT, (Fernando) Haddad. Flávio Dino (PCdoB) e outras referências do campo progressista. O que eu defendo é uma unidade do campo progressista em geral. Espero que o Ciro possa fazer parte dela, mas isso depende hoje muito mais de gestos e da disposição dele do que da nossa em acolher.

Essa postura belicosa do Ciro Gomes em relação ao PT e ao Lula atrapalha essa aproximação?

Esse é o momento de todos do campo progressista colocarem a bola no chão. Tem que ter juízo e responsabilidade política de colocar os projetos pessoais em segundo plano diante da necessidade de o País superar este pesadelo.”

Responder

Deixe uma resposta