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Ciro classifica Bolsonaro como “cachorro acuado”

O vice-presidente Nacional do PDT, Ciro Gomes, classificou o presidente Jair Bolsonaro como “cachorro acuado” após uma série de demissões anunciadas nesta segunda, 29. Ainda na noite de hoje, Bolsonaro anunciou mudanças em seis ministérios, refletindo a crise política profunda que atravessa o seu governo. De acordo com Ciro, o Centrão “quer mandar no governo […]

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O vice-presidente Nacional do PDT, Ciro Gomes, classificou o presidente Jair Bolsonaro como “cachorro acuado” após uma série de demissões anunciadas nesta segunda, 29.

Ainda na noite de hoje, Bolsonaro anunciou mudanças em seis ministérios, refletindo a crise política profunda que atravessa o seu governo.

De acordo com Ciro, o Centrão “quer mandar no governo e em suas verbas e em seus cargos, mas não quer carregar a alça do caixão do enterro do Bolsonaro. É uma questão de tempo.”

Leia o texto do ex-ministro na íntegra!

Cachorro acuado, mesmo covarde, sempre tenta sair mordendo

A crise brasileira está se transformando na tempestade perfeita. Pandemia fora de controle anuncia recordes de mortes e de lentidão na vacina. Óbvia consequência de um ano de incompetência, irresponsabilidade e conduta genocida. Economia em degringolada geral.

Pelo lado dos pobres, desemprego e informalidade recordes, menor poder de compra do salário-mínimo dos últimos 15 anos, suspensão irresponsável do socorro emergencial e o imperativo isolamento social que destrói rendas, negócios e empregos ante um governo absolutamente incompetente em sequer entender a extensão da crise, seu diagnóstico e suas soluções.

Pelo lado dos ricos, 35 anos de rendimento sem trabalho, na renda fixa, interrompidos por uma taxa de juros negativa (menor que a inflação); a lotação das UTIs da rede hospitalar privada e a vedação imposta por 138 países da entrada de brasileiros.

O comportamento tresloucado e sócio minoritário do genocídio na condução da política exterior do País, além da trágica política ambiental do governo, nos transformou em um país marginal da ordem internacional com consequências fatais na questão das vacinas, mas também na crescente restrição ao agronegócio brasileiro.

Quando se juntam os ricos e os pobres e a classe média contra o governo, o presidencialismo brasileiro não sabe resolver crises.

Por enquanto, temos um governo desautorizado completamente pela oligarquia política, que chamamos de centrão. Este, por sua vez, não rasga dinheiro. Quer mandar no governo e em suas verbas (vocês não têm ideia do que esta gente fez com a lei do orçamento, mas falo disto depois) e em seus cargos, mas não quer carregar a alça do caixão do enterro do Bolsonaro. É uma questão de tempo.

E Bolsonaro? Bem, Bolsonaro é um fascista de quinta categoria, iletrado, incompetente e despreparado. Assim, enquanto enfraquece a olhos vistos, é humilhado pelos seus sócios da politicagem mais antiga do Brasil, tenta uma saída de cachorro hidrófobo posto em um canto de parede.

Manda seus amalucados derradeiros tentar acender um pavio de pólvora das frações “amiliciadas” das polícias militares a partir de uma tragédia humana ocorrida em Salvador, anuncia a iminência do caos, fala em estado de sítio, e demite, sem cortesia ou mínimo respeito, o general que colocou no ministério da defesa, porque este não endossou sua escalada terrorista contra o povo brasileiro, suas federações, suas instituições, sua constituição.

A tentativa é de assumir e demonstrar um poder violento que, a seu comando, viesse em socorro de seu governo falido, genocida e corrupto.

Tenhamos prudência e cautela, mas hoje Bolsonaro está mais perto de um impeachment do que de arrastar as forças armadas para uma quartelada ao modo boçal bolsonarista de ser.

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Comentários

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Netho

30/03/2021 - 16h49

Ciro vê o cenário como o cego do Millôr: ”O pior cego é aquele que quer ver”. O Jair das Milícias já almoçou o Parlamento e o STF. Agora vira a ponta do prego: faz soar o toque de ordem unida do Forte Apache sob o seu estribo e arreio.
O Jair das Milícias já pode dizer, de fato e de direito, que tem um exército, uma marinha e uma aeronáutica para chamar de ”Minhas Forças Armadas”.
Há uma intervenção no meio do caminho.
Estamos muito mais perto de uma quartelada.
E nunca estivemos tão longe de um impeachment.
Foi esse tipo de erro de avaliação – igualzinha à tese da ”desidratação” do Jair -, que aplainou o cenário para a chegada do Messias.
O Jair das Milícias já almoçou o Parlamento e o Judiciário.
Agora jantou as Forças Armadas.
O Jair segue firme a sua marcha batida para consolidar a República das Milícias e garantir a continuidade do projeto de poder milico-miliciano em 2022.

Alexandre Neres

30/03/2021 - 13h11

Cachorro acuado, fragilizado, desesperado e sem dentes

Maciel do Zap Zap

30/03/2021 - 11h29

Palhaço acuado.

Luan

30/03/2021 - 11h07

O cachorro do Lula entende do assunto…kkkkkkkkkkkkkkkk

Hilario

30/03/2021 - 10h59

O centrao està forçando a barra para ver até onde pode chegar.

Pazuello nao quis intermediarios na hora de enviar dinheiro a estados e municipios.

Ernesto Araujo nao era alinhado com Cuba, Bolivia, Venezuela e porcarias afins que a midia militante adora e nao quis dar ouvido a lobby do Senado para o 5G chines….o resto sao invençoes, os negocios com o resto do Mundo continuam aos mesmos.

As outras trocas jà foram anunciadas tempo atràs pelo Presidente da Republica.

Valdeci Elias

30/03/2021 - 10h02

O Brasil passa pela situação parecida, com a de uma casa , em que por causa da violência urbana , o cara pega um cão rottweiler , já adulto e agressivo. E convence a mulher que não precisa se preocupar, com a possibilidade de o cachorro atacar os filhos ou ela, pois ele vai manter o cão sobre controle . Se o cara manter o cão na coleira, a casa fica segura. Se o cachorro se soltar , ataca filhos, empregada, sogra etc. O rottweiler seria Bolsonaro, o cara seria a Elite brasileira , a mulher seria Mídia brasileira, os filhos a Sociedade brasileira .

Renato

30/03/2021 - 09h45

Que o brasileiro não permita que tenhamos esses dois estrumes governado, um deles novamente, o Brasil !

General de Pijama

30/03/2021 - 08h36

Tá mais pra jumento acuado.

Tony

30/03/2021 - 08h12

Já chegamos ao ponto dos poderes estarem escanteando e até mesmo ignorando a bozolândia, o centrão agora manda e nem esconde isso. A desesperada tentativa de colocar algum medo nos demais poderes com uma tentativa, que beirou o ridículo, de algo parecido com um golpe, naufragou lindamente, ninguém caiu, nem mesmo os generais da própria bozolândia.
Quanto ao bozo, esse é um defunto politico que começa-se a duvidar se terá força suficiente pra chegar no segundo turno. Lembrando que ainda há 1 ano e 9 meses de sangria.
O palhaço sangra.

Marco Vitis

29/03/2021 - 23h45

Uma parcela dos brasileiros queria a volta dos militares.
Pois conseguiram. Bolsonaro é um governo de militares.
Estão satisfeitos com os militares no poder executivo ?

Bernardo melo

29/03/2021 - 22h25

Forças Armadas não acatarão ordens da Familícia !

Paulo

29/03/2021 - 21h50

Concordo praticamente com tudo o que Ciro disse. Bolsonaro é um pária, um sujeito cujo único argumento é a caneta Bic. Argumento que o Centrão usará muito até decidir que chega…


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