PARIS CAFÉ: Lula volta ao jogo e polariza com Bolsonaro. Quais os novos desafios?

Nos estados, PT aposta em alianças com legendas de centro e centro-direita

Por Redação

12 de abril de 2021 : 11h15

Com a volta do ex-presidente Lula ao xadrez eleitoral de 2022, a cúpula nacional do Partido dos Trabalhadores busca abrir dialogo com legendas que até outrora eram adversários após o impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff.

Partidos como MDB, PP, PL e PSD entraram no radar e o partido vai tentar pelo menos esvaziar – caso não consiga formar alianças regionais – o apoio dessas legendas a reeleição de Bolsonaro ou uma candidatura de terceira via.

De acordo com O Globo, algumas lideranças do MDB como o ex-ministro de Michel Temer, Moreira Franco, enxergam com bons olhos a candidatura de Lula. Contudo, o presidente nacional do MDB, Baleia Rossi (SP), já declarou publicamente que o seu partido não deve embarcar na candidatura de Lula ou Bolsonaro.

Em alguns estados como Minas Gerais, o PT vai buscar aproximação com Alexandre Kalil (PSD), possível candidato ao governo estadual, através do deputado estadual e presidente da Assembleia Legislativa, Agostinho Patrus (PV).

A reconciliação entre PT e MDB em Minas Gerais já existe e provavelmente os emedebistas devem indicar um vice para Kalil ou uma candidatura ao Senado.

Em outros estados como no Amazonas, o PT aposta na reaproximação com o senador Eduardo Braga (MDB) que foi ministro de Minas e Energia do governo Dilma e votou favorável ao impeachment da petista.

O atual vice-presidente da Câmara, Marcelo Ramos (PL-AM), também é outro parlamentar que o partido de Lula tenta aprofundar o diálogo. Ramos compõe a base de Bolsonaro, mas ocupou cargo no governo petista.

Já no Ceará, o ex-senador Eunicio Oliveira (MDB) é um dos entusiastas da candidatura de Lula e planeja voltar ao Congresso Nacional com o apoio do líder petista. Oliveira foi presidente do Senado no governo de Michel Temer e foi um dos líderes do MDB que votou favorável a derrubada do PT em 2016.

No estado vizinho, Paraíba, o ex-ministro do governo Dilma, Aguinaldo Ribeiro (PP), também é cogitado pelos petistas. Contudo, para que a costura tenha sucesso, será necessário uma reaproximação com o ex-governador Ricardo Coutinho (PSB), rompido com o PT e com o governador João Azevedo (Cidadania).

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6 comentários

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Francisco*

13 de abril de 2021 às 14h39

Começou o ano de 2020 anunciando estar consolidando a união de diversos partidos para constituírem uma frente para liderar a esquerda, isolando o PT e com Lula ‘carta fora do baralho’, e aproximarem-se do centro e da ‘centro direita’, com vistas a 2022.

Ao final de março de 2021, praticamente sem espaço à esquerda, cujo provável candidato que a representará avança para o centro de tal forma que, acuado, passa a costear o alambrado à direita, de propriedade da golpista classe dominante, com Globo-Marinho e tudo, para concorrer a vaga de candidato representante dessa direita golpista, repaginada como ‘Terceira Via’ na velha ‘Farsa dos Extremos’, prima irmã das caquética, “Combate a Corrupção” e “Ameaça Comunista”, que tanto a classe média brasileira adora ser enganada.

Passando o traço:
Uma coisa é representar a esquerda e se aproximar do centro e mesmo da direita quando atarantada, para criar condições de governabilidade, outra coisa é candidatar-se a candidato representante da direita da classe dominante, amputada da extrema direita, cooptada às ‘falangilícias’ de Bolsonaro.

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Alan C

12 de abril de 2021 às 15h18

Ciro, seu parisiense dos infernos!!!

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rocha

12 de abril de 2021 às 14h15

ESSE É UM DOS CANAIS MAIS ISENTOS EM RELAÇÃO AOS PERSONAGENS DE ESQUERDA!! UMA AULA DE JORNALISMO!! PARABÉNS!!!

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    Washington F O

    14 de abril de 2021 às 01h54

    Você defende essa direita mais podre principalmente esse presidente genocida não se preocupa com saúde pública para combater contra coronavírus estão matando muitos brasileiros ,ele vive na base das mentiras ,não temos vacinas para maioria dos brasileiros ,o presidente se preocupa com as eleições e não salvar vidas das pessoas principalmente a economia vai muito mal,você defende esse miliciano.

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rocha

12 de abril de 2021 às 13h40

quando é o CIRO dialogando com a direita os petistas o colocam como um direitista!! agora quando é o LULA o colocam como um estrategista!! haja cinismo!!!

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    Edibar

    12 de abril de 2021 às 19h53

    E ele é um estrategista. Um estrategista cínico. Tudo pelo poder. Pilantra.

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