Análise em vídeo das manifestações do 2 de outubro e as vaias a Ciro

Estudo do Ipea mostra concentração de altas remunerações no judiciário federal

Por Redação

21 de maio de 2021 : 15h53

Nota técnica publicada em caráter preliminar, nesta quinta-feira (20/5), pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), avalia as desigualdades salariais existentes no funcionalismo público brasileiro. As informações levantadas indicam que há uma concentração de maiores remunerações na esfera do judiciário federal. Entre as dez ocupações mais bem pagas, sete são federais e nove estão no Judiciário ou no Ministério Público (MP), sendo que, nas carreiras jurídicas estão os maiores vencimentos.

Fonte: IPEA
Fonte: IPEA

Esta representação, porém, se inverte quando são avaliados os salários da base da pirâmide remuneratória do funcionalismo. No Poder Executivo, estão todas as dez ocupações com menores remunerações médias em 2018, sete destas no nível municipal e três no nível estadual. Desta forma, o estudo revela que há concentração de altas remunerações em ocupações da área jurídica, como procuradores, promotores, advogados e juízes e em ocupações vinculadas à tributação.

“Ambas as áreas são mais próximas da gestão interna do Estado. Ocupações relacionadas à prestação de serviços sociais, como saúde e educação, quase não figuram entre os maiores salários nas esferas federal e estadual. O município é uma exceção a esse padrão: especializações médicas constam entre as maiores remunerações”, conclui o levantamento de autoria dos pesquisadores Felix Garcia Lopez, Bruno Portes Costa de Castro, José Teles Mendes, Ulisses Carlos Silva Ferreira, Leonardo Souza Silveira, Erivelton Pires Guedes, Pedro Henrique Elgalye e Ademar Pires Guedes.

Eles avaliam, portanto, que há no setor público segmentos com perfis remuneratórios bastante distintos, com a preponderância do Judiciário e do MP entre as ocupações com os altos salários do funcionalismo público.

Fonte: IPEA

Também inferem que o nível federal apresenta as ocupações com remunerações médias mais elevadas, seguido do estadual, enquanto a esfera municipal ocupa a base da pirâmide. Além disso, há predomínio das ocupações ligadas ao Direito e à área de finanças e tributação entre os maiores salários, enquanto os menores estão vinculados a atividades operacionais e prestação de serviços manuais.

Apoie O Cafezinho

Crowdfunding

Ajude o Cafezinho a continuar forte e independente, faça uma assinatura! Você pode contribuir mensalmente ou fazer uma doação de qualquer valor.

Veja como nos apoiar »

2 comentários

Os comentários aqui postados são de responsabilidade exclusiva de seus autores e não representam a opinião do site O CAFEZINHO. Todos as mensagens são moderadas. Não serão aceitos comentários com ofensas, com links externos ao site, e em letras maiúsculas. Em casos de ofensas pessoais, preconceituosas, ou que incitem o ódio e a violência, denuncie.

Escrever comentário »

Paulo

21 de maio de 2021 às 22h00

Só para complementar: esse estudo do IPEA é inútil e não corresponde à realidade. Antes, a distorce. Tudo dentro do teto constitucional. Os mais bem aquinhoados são os parlamentares, desde sempre. Uma verdadeira mamata que não termina…

Responder

Paulo

21 de maio de 2021 às 21h56

Vamos ver depois da malfadada Reforma Administrativa! Se imaginam criar na União cargo para juiz federal ou procurador da República com vencimentos iniciais de $ 5 merréis, esqueçam! A União, que tem os melhores quadros, iria passar vergonha diante dos MP’s e Judiciários estaduais. Ademais, os excelentíssimos parlamentares não querem melindrar o Judiciário e nem, muito menos, os seus próprios servidores. Vai sobrar para a imensa massa dos servidores do Executivo, que, embora sejam os que ganham menos, pelo número, são os que mais salivam a boca e produzem esfregar de mãos dos empresários, pelo volume total de servidores…

Responder

Deixe um comentário