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Empregados da Caixa pedem a presidente do Senado celeridade em PL que inclui bancários no grupo prioritário de vacinação

Por Redação

29 de junho de 2021 : 17h18

Documento, assinado por Federação Nacional das Associações do Pessoal da Caixa Econômica Federal (Fenae) e Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf), é encaminhado a senador Rodrigo Pacheco. Entidades pontuam que mortes entre trabalhadores da Caixa mais que triplicaram no mesmo período da pandemia

Brasília, 29/06/2021 — A Federação Nacional das Associações do Pessoal da Caixa Econômica Federal (Fenae) e a Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf) encaminharam ofício ao presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (DEM-MG). O documento, entregue nesta segunda-feira (28), pede celeridade na votação do projeto de lei que inclui os bancários no grupo prioritário para a vacinação contra a covid-19 pelo Plano de Imunização (PNI) do Sistema Único de Saúde (SUS).

A inclusão dos empregados da Caixa e de outros bancos no grupo prioritário foi aprovada pela Câmara dos Deputados, dia 18 deste mês, por meio de emenda e destaque ao Projeto de Lei 1.011/2020. Como lembra a Fenae, o Decreto 10.329, de abril do ano passado, incluiu os serviços bancários entre as atividades essenciais no país.

No ofício ao presidente do Senado, as entidades sindicais ponderam que incluir a categoria entre o público prioritário na vacinação contra a covid-19 contribuirá para o controle da disseminação do novo coronavírus, dado o atendimento ocorrer em ambiente fechado e haver frequente contato com cédulas, além de documentos e caixas eletrônicos manipulados por diversas pessoas.

“É preciso que o público que frequenta as agências bancárias encontre o ambiente mais protegido possível”, ressalta o ofício, assinado pelos presidentes da Fenae, Sergio Takemoto, e da Contraf, Juvandia Moreira.

“A vacinação dos bancários da Caixa, que permanecem à frente do pagamento do auxílio emergencial e de outros benefícios sociais para mais da metade da população, tem sido solicitada ao governo federal desde o início da pandemia”, destaca Takemoto. Só este ano, a Fenae enviou dois ofícios ao Ministério da Saúde reforçando o pedido.

A federação observa que estudo feito pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos (Dieese), a pedido da Fenae, revelou que número de mortes de empregados da Caixa mais que triplicou: percentual de aumento de óbitos chega a 253% quando comparados os primeiros quadrimestres de 2020 e 2021.

Embora o levantamento não atribua as mortes à contaminação pelo novo coronavírus, a quantidade de óbitos de trabalhadores da estatal cresceu exponencialmente durante a pandemia: foram 46 falecimentos nos primeiros quatro meses deste ano contra 13 no mesmo período de 2020.

De janeiro do ano passado a abril deste ano, um total de 108 bancários da Caixa perderam a vida. O estudo do Dieese mostrou também que o maior pico de mortes de empregados da Caixa ocorreu no último mês de abril: 16 óbitos.

“Vamos continuar batalhando pela aprovação do projeto de lei pelos senadores, em defesa da vacina para todos, em defesa da vida”, afirma Sergio Takemoto, ao chamar a atenção para os primeiros resultados do “Dossiê Covid” entre os bancários da Caixa Econômica.

De acordo com o levantamento, cerca de 70% dos empregados do banco público ouvidos na pesquisa “Covid-19 como uma doença relacionada ao trabalho” atuam em agências e outras unidades da empresa onde faltam ventilação, janelas ou abertura para o ambiente externo. Os bancários também informam que há contato próximo com colegas e clientes, em menos de dois metros de distância. Há, ainda, registros de falta de máscaras em número suficiente para trocas periódicas.

O dossiê é produzido por pesquisadores das universidades de São Paulo (USP), Estadual Paulista (Unesp) e Federal do Pará (UFPA) por meio de acordo de cooperação entre a Fenae e a Associação de Saúde Ambiental e Sustentabilidade (Asas). Na Caixa, 628 trabalhadores já foram entrevistados pela pesquisa nacional, cujo objetivo é dar visibilidade à relação entre a atividade profissional e o adoecimento por contaminação pela covid-19.

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