Cafezinho das 3: por que as manifestações de domingo floparam?

Foto: Scarlett Rocha

Após STJ conceder habeas corpus, Paulo Galo está livre

Por Redação

05 de agosto de 2021 : 16h14

Nesta quinta-feira, 5, o Superior Tribunal de Justiça (STJ) concedeu habeas corpus ao líder dos trabalhadores informais, Paulo Galo. Ele foi preso por envolvimento no incêndio contra a estátua de Borba Gato nas últimas manifestações em São Paulo.

“Sou integrante da Revolução Periférica. O ato que foi feito no Borba Gato foi para abrir um debate. Em nenhum momento aquele ato foi feito para machucar alguém ou querer causar pânico na sociedade”, disse a imprensa antes de ser preso.

Ele teve prisão decretada de forma preventiva no dia 28 de julho após se apresentar espontaneamente ao 11º Distrito Policial de Santo Amaro, em São Paulo. A esposa do líder, Gessica, também teve sua prisão decretada na mesma data por envolvimento no ato.

O escritório Jacob e Lozano foi quem entrou com recurso no STJ. De acordo com a defesa de Galo, foi “uma prisão ilegal, prisão tortura”. Paulo Galo comemorou a decisão nas redes sociais.

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3 comentários

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EdsonLuiz.

06 de agosto de 2021 às 13h39

Lava Jato, mesmo com o equívoco de cometer descumprimento de ritos processuais, MAS SEM INVENTAR PROVAS CONTRA CRIMINOSOS, buscou punir corruptos. Principalmente empresários e políticos corruptos.

É previsível que corruptos ou seus cupinchas se revoltem contra quem quer puní- los e interromper seus crimes.

Você não quer ser punido, não se corrompa!
Você não quer ser punido, não roube o dinheiro do povo!

A questão Paulo Galo e o incêndio do Borba Gato é outra coisa diferente de corrupção.

A questão do incêndio e de Paulo Galo precisa, para ser enxergada, da lamparina que acende a história. A questão que causa indignação em Paulo Galo, mas também indigna a mim e a você que é consciente da humilhação histórica do escravismo envolve a política colonial do antigo império português e o abuso de escravizar pessoas. Estátuas referentes a estes escravizadores são um deboche à dignidade das pessoas humilhadas e sua exposição precisa, no mínimo, de uma abordagem que as contextualize para servirem de marcos de conscientização ao abuso cruel e perverso que foram as escravizações. Eu prefiro essas estátuas retiradas da rua e das praças.

Terem incendiado a estátua não deve servir para estimular novos atos incendiários, mas deve também servir para que a sociedade exija uma solução para esse deboche contra humilhados e ofendidos que essas estátuas representam.

Devemos compreender Paulo Galo e sua atitude como um grito contra a humilhação. Que cupinchas de corruptos não tentem se aproveitar de atitudes desesperadas de humilhados para denunciar a continuação da humilhação que foi o escravagismo em forma do deboche, que são estas estátuas, e misturá-lo com interesses inescrupulosos de corruptos.

Um VIVA! para quem combate corruptos.
Outro VIVA! para que luta contra todo tipo de humilhação.

Uma vaia bem grande para quem ataca ou para quem tenta se aproveitar desses combatentes.

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franco

05 de agosto de 2021 às 18h32

Asno Livre !!

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Alexandre Neres

05 de agosto de 2021 às 16h43

Chega de Estado de Exceção, processo que cresceu exponencialmente com as práticas espúrias da nada saudosa Lava Jato. Galo livre!

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