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Indústria brasileira desaba em julho

O saudoso Paulo Henrique Amorim, editor do blog Conversa Afiada, diria que Paulo Guedes é… uma potência. O ministro da economia, Paulo Guedes, é um Rei Midas ao contrário. O rei da lenda transformava em ouro tudo que ele tocava. O que inicialmente parecia uma maravilha, era na verdade uma maldição, porque ele não conseguia […]

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O saudoso Paulo Henrique Amorim, editor do blog Conversa Afiada, diria que Paulo Guedes é… uma potência.

O ministro da economia, Paulo Guedes, é um Rei Midas ao contrário. O rei da lenda transformava em ouro tudo que ele tocava. O que inicialmente parecia uma maravilha, era na verdade uma maldição, porque ele não conseguia mais sequer se alimentar, pois até a comida que tocava virava ouro.

No caso de Guedes, tudo que ele toca se desfaz. É uma potência negativa.

Fazer a produção industrial brasileira ficar abaixo do nível pré-pandemia é uma desgraça que poucos países conseguiram.

A China, por exemplo, experimenta uma recuperação vigorosa de sua economia. E especialmente sua indústria.

Outros países, idem.

A produção industrial brasileira vinha crescendo até dois meses atrás. A partir de junho, voltou a cair, situação que se repete em julho.

Com isso, as projeções que se faziam de uma vigorosa recuperação econômica este ano e em 2022 mais uma vez se frustram.

Com isso, a participação da indústria brasileira de transformação no PIB brasileiro caiu ainda mais. Os últimos dados sobre a participação da indústria de transformação no PIB, calculados pelo IPEA, informam que essa caiu para 11,3% em 2020, o menor da história.

O Brasil tem sido o país que mais se desindustrializa no grupo dos Brics.

***

Produção industrial cai 1,3% em julho e fica abaixo do patamar pré-pandemia

Editoria: Estatísticas Econômicas | Caio Belandi
02/09/2021 09h00 | Atualizado em 02/09/2021 09h00

Agência IBGE — A produção industrial apresentou queda de 1,3% na passagem de junho para julho, após retração de 0,2% no mês anterior. Com o resultado, a indústria acumula queda de 1,5% em dois meses, após alta de 1,2% em maio. Os dados são da Pesquisa Industrial Mensal (PIM), divulgada hoje (2) pelo IBGE. No ano, a indústria acumula alta de 11% e, em doze meses, de 7%. Com o resultado de julho, a produção industrial ficou 2,1% abaixo do patamar pré-pandemia, de fevereiro de 2020.

O recuo de julho alcançou duas das quatro grandes categorias econômicas e 19 dos 26 ramos pesquisados. “Em linhas gerais, o comportamento de julho não difere muito do que a gente vem observando ao longo desse ano, já que dos sete meses, em cinco houve queda”, explica André Macedo, gerente da pesquisa. De acordo com Macedo, esse resultado permanece ligado aos efeitos da pandemia da Covid-19. “No início do ano, houve fechamento e restrições sanitárias maiores em determinadas localidades, que afetaram o processo de produção. Com o avanço da vacinação e a flexibilização das restrições, a produção industrial agora sente os efeitos do encarecimento do custo e do desarranjo de toda cadeia produtiva”, observa, lembrando que em janeiro de 2021, a produção industrial chegou a estar 3,5% acima do patamar pré-pandemia.

Os efeitos da demanda doméstica também contribuem para o resultado. Uma das influências negativas mais importantes da produção industrial de julho foi do setor de bebidas, que caiu 10,2%, interrompendo três meses de taxas positivas consecutivas, quando acumulou alta de 11,7%. Outro setor que pressionou o resultado foi de produtos alimentícios, com queda de 1,8%, a segunda seguida, acumulando perda de 3,8%.

“Há dificuldade das pessoas em obter emprego, com um contingente importante fora do mercado de trabalho, a precarização do emprego e a retração na massa de rendimento, como mostrou a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD) Contínua, divulgada na terça-feira (31) pelo IBGE”, enumera Macedo, ressaltando também a contribuição do processo inflacionário que vem diminuindo a renda das famílias e o consumo no dia a dia, conforme expôs o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), divulgado há algumas semanas pelo IBGE. “O resultado da indústria está no escopo dos resultados de renda, emprego e inflação mostrado pelas demais pesquisas”, observa.

Outras contribuições negativas importantes para o resultado da PIM de julho foram dos setores de veículos automotores, reboques e carrocerias (-2,8%), de máquinas e equipamentos (-4,0%), de outros equipamentos de transporte (-15,6%) e de indústrias extrativas (-1,2%). Já entre as sete atividades com crescimento na produção, coque, produtos derivados do petróleo e biocombustíveis (2,8%) exerceu o principal impacto positivo, com o terceiro mês seguido de avanço e acumulando, nesse período, 10,2% de aumento.

Entre as grandes categorias econômicas, houve quedas em bens de consumo duráveis (-2,7%) e bens intermediários (-0,6%), com a primeira marcando o sétimo mês seguido de queda e acumulando nesse período (perda de 23,4%) e a segunda recuando 3,2%, no quarto mês consecutivo de queda. Os setores de bens de capital (0,3%) e de bens de consumo semi e não-duráveis (0,2%) tiveram resultados positivos, com o primeiro marcando a quarta expansão seguida (total de 5,9% no período) e o segundo devolvendo pequena parte do recuo de 1,7% em junho.

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Miguel do Rosário

Miguel do Rosário é jornalista e editor do blog O Cafezinho. Nasceu em 1975, no Rio de Janeiro, onde vive e trabalha até hoje.

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