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Imagem: Agência Câmara

Líder do PDT afirma que negociação de precatórios teve a ‘concordância’ de governador petista

Por Gabriel Barbosa

05 de novembro de 2021 : 08h58

O líder do PDT na Câmara, deputado Wolney Queiroz (PE), detalhou para a sua bancada as tratativas que levaram o PDT a votar pela aprovação da PEC dos Precatórios.

Um dos parlamentares mais atuantes da Casa, o pernambucano também reagiu ao ultimato de Ciro Gomes que “suspendeu” sua candidatura ao Palácio do Planalto se o PDT não mudar de posição no segundo turno da votação da PEC, marcada para acontecer na próxima terça, 9.

Primeiramente, Wolney disse no texto enviado aos seus colegas de partido que apesar do posicionamento da orientação do PDT ser pública, Ciro Gomes não fez contato para falar sobre a decisão.

“Importante ressaltar uma coisa: a votação dessa PEC 23 (Precatórios) era assunto predominante nos noticiários em todas as TVs, portais, blogs e jornais do Brasil. A imprensa especializada já anunciava que PDT e PSB poderiam votar a favor da PEC. Apesar disso, não recebi do presidente Ciro um telefonema, um e-mail, uma mensagem, um recado. Nada. Rigorosamente nenhuma orientação”.

Wolney também falou sobre o papel decisivo do deputado André Figueiredo (PDT-CE), um das lideranças mais próximos de Ciro. Nas palavras do deputado, André liderou as tratativas com a Frente Norte Nordeste em Defesa da Educação “que pertencem ao PCdoB”. O movimento entrou nas tratativas graças ao deputado Idilvan Alencar (PDT-CE), muito ligado ao setor da educação.

Na reta final das negociações, André almoçou com o presidente do PDT, Carlos Lupi, “cientificando-se da tendência que se avizinhava”. Mas antes disso, Wolney diz que a categoria deu sinal verde para negociar o pagamento de precatórios com garantia de percentuais de 40%, 30% e 30% entre 2022 e 2024.

Outro detalhe citado pelo líder do PDT foi que a negociação dos precatórios foi levada para o senador Cid Gomes (PDT-CE) e também ao governador do Ceará Camilo Santana, do PT. Segundo Wolney, os termos da negociação tiveram a concordância de Cid e do governador petista.

“Não tenho detalhes dos termos da conversa mas voltaram com a concordância do senador Cid (PDT) e do governador Camilo (PT), que lá estavam”.

Em vídeos que foram divulgados nas redes sociais na noite de ontem, o deputado André Figueiredo também explicou o seu voto favorável a proposta.

O parlamentar disse que houve acordo com a categoria dos professores da Bahia, Ceará e Pernambuco sobre o pagamento dos precatórios destinados ao Fundef, o parcelamento em 240 vezes da dívida previdenciária dos municípios e o ‘sinal verde’ dos governadores Camilo Santana (PT-CE), Paulo Câmara (PSB-PE) e Rui Costa (PT-BA) com esse substitutivo.

Com informações do O Globo.

Gabriel Barbosa

Jornalista com passagens pelo Grupo de Comunicação O POVO (Ceará), RedeTV! e Band News FM.

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10 comentários

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Marco Vitis

06 de novembro de 2021 às 15h56

Os deputados do PDT foram tapeados pelo Lira. Pensaram que haveria um novo tratoraço, e tentaram mitigar as perdas para os professores. Mas o resultado provou que Lira blefou.
Penso que os deputados do PDT deveriam MUDAR o voto, porque corrigir um erro é nobre. Além disso, tem também a decisão da Ministra Rosa Weber que é uma bomba atômica nas falcatruas do Lira.

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eu

05 de novembro de 2021 às 12h49

E AGORA RAPÁ ???

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Valdemir Silva de Almeida

05 de novembro de 2021 às 12h21

A bancada do pt votou unida contra essa PEC.Esse deputado,está querendo justificar o seu voto culpando os governadores.

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José Carlos

05 de novembro de 2021 às 12h04

Mais um pouco e a culpa pelos 15 votos do PDT para Bolsonaro será do PT.

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Bandoleiro

05 de novembro de 2021 às 12h01

O PT votou contra a liberaçào de dinheiro para os pobres…?

Como assim, nao sao eles que fingem se preocupar com os tais de pobres ou é sò hipocrisia politiqueira de quinta serie…?

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Alexandre Neres

05 de novembro de 2021 às 12h00

Não faz o menor sentido querer envolver o PT nessa querela.

O relevante da notícia é que pelo visto Cid e Ciro Gomes estavam a par das tratativas. Portanto, o chororô do Ciro foi apenas para inglês ver.

Nenhum deputado do PT/CE foi favorável a tal proposta esdrúxula.

Espero que o Camilo Santana já tenha entendido, mas sempre é bom reforçar. Quando for participar de uma votação com temas caros ao partido, poderá ter suas convicções e defender suas posições no debate prévio, porém na hora de votar terá que se submeter às orientações partidárias, senão pode caçar rumo e procurar outra freguesia, como qualquer outro filiado.

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Tony

05 de novembro de 2021 às 11h27

Dividas monstruosas criadas pelo governos esquerdoides podres.

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Batista

05 de novembro de 2021 às 11h17

Deixando os ‘entretantos’ e indo aos ‘finalmentes’, os FATOS mostram que no PDT, com bancada de 24 deputados, 15 votaram a favor da PEC dos Precatórios, 6 contra e 3 ausências, ou seja 15 votos a mais e nove votos a menos, em relação aos 308 votos exigidos à aprovação da PEC, enquanto na bancada do PT, com 52 deputados, ZERO votaram a favor, 44 contra e 8 ausências, ou seja 52 votos a menos e ZERO votos a mais.

O resto é como chuva em Lima.

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Railton Melo

05 de novembro de 2021 às 10h17

Pra falar a verdade, ´´é um grande balaio de gato´´ , menos o povo

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Cláudio

05 de novembro de 2021 às 09h17

Faltou culpar o Lula kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk

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