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Foto: Cristiano Mariz / Agência O Globo

Aprovação de Bolsonaro fica abaixo de 20% na pesquisa Atlas

Por Redação

29 de novembro de 2021 : 08h17

Nesta segunda, 29, o instituto Atlas divulgou nova pesquisa que aponta o derretimento da aprovação de Jair Bolsonaro.

O levantamento feito entre 23 e 26 de novembro revela que apenas 19% dos brasileiros dão nota ótimo/bom ao ex-capitão.

É a primeira vez que a avaliação positiva do governo fica abaixo de 20%. Em 2020, Bolsonaro chegou a ter, em algumas ocasiões, mais de 30% de apoio.

A consequência direta é o alto índice de rejeição. Cerca de 60% dos entrevistados avaliam o inquilino do Planalto como ruim/péssimo, outros 20% como regular.

A Atlas coletou avaliações online de 4.921 eleitores. A margem de erro é de 1 ponto para mais ou para menos.

Quando perguntado simplesmente se aprova ou não, 65% responderam que desaprovam o desempenho do presidente Jair Bolsonaro.

É o mesmo índice da crise de prestígio enfrentada pelo governo em abril e maio de 2020, quando a pandemia chega ao Brasil e o presidente reage com negacionismo.

A aprovação, por sua vez, caiu para 29%, o que é um nível inferior a qualquer outro momento da administração.

A pesquisa também mediu a imagem de líderes políticos nacionais. O líder com melhor imagem positiva é o ex-presidente Lula, com 48% de positivo. Os outros tem imagem positiva em torno de 30 a 32%.

Outra questão relevante trazida pela pesquisa foi sobre o apoio popular a um eventual impeachment do presidente Jair Bolsonaro. Segundo a Atlas, 56% dos entrevistados responderam que são a favor, e 39% que são contra.

Também se perguntou sobre a prisão do ex-presidente Lula. A divisão é equilibrada: 45% para cada lado, a favor e contra.

Um dado negativo para o governo Bolsonaro é a percepção de 65% da população de que a criminalidade no país continua aumentando.

Como Bolsonaro se elegeu com a bandeira de combater o crime, essas respostas podem significar que a maioria das pessoas entende que a promessa não foi cumprida.

Mas há também uma outra maneira de ler o gráfico, que também deveria preocupar a oposição: problemas relacionados a segurança pública ainda são vistos como longe de terem uma solução adequada por parte do Estado, e o candidato que oferecer a melhor resposta a isso será bem visto pelo eleitor.

Outro gráfico bastante negativo para o governo é o que mede a percepção dos entrevistados sobre a situação econômica e o mercado de trabalho.

Uma maioria esmagadora (72%) avalia negativamente a situação do Brasil nesses dois temas. Isso explica, aliás, a deterioração do prestígio do governo Bolsonaro e o declínio das intenções de voto no presidente.

Baixe a pesquisa completa aqui.

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3 comentários

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Tiago Silva

29 de novembro de 2021 às 18h48

Interessante é que as figuras públicas que tem as piores imagens positivas para o eleitorado são os políticos do PSDB (e Paulo Guedes que tenta acentuar a política tucana da época de FHC e Temer).

A sociedade está muito polarizada desde 2014 e Lula consegue ser visto como melhor representante do polo da esquerda… E com essa polarização que está ainda a todo vapor (vide o gráfico sobre a prisão do Lula), afagar ou se aproximar do Centrão ou Direitão (tanto para Bolsonaro como para Lula) é a certeza de que se vai perder o eleitorado para candidatos que se mostrem mais viáveis/coerentes para o polo da Esquerda (Ciro se desgastou muito desde 2018, mas não duvidaria que Boulos pudesse ocupar esse polo da esquerda como ocorre recentemente em vários países da América do Sul) ou para o polo da Direita (e essa fragilidade de Bolsonaro é a possibilidade de ascensão de Moro ou Gentili ou outro que se mostre mais bolsonarista/neofascista que o próprio Bolsonaro).

Daí, colocar Alkimin como vice de Lula parece até sugestão de João Santana com a intenção de desgastar a imagem do PT para que Ciro ocupe o polo da esquerda… Kkkkk

O pior é que a foto entre Lula e Maluf (com Haddad atrás) que serviu de munição para o antipetismo na década de 2010, vai se repetir com a foto de Lula e Alkimin (com Haddad de novo atrás, como já está com a golpista Marta Suplici) para servir de munição para a narrativa antipetistas de que PT e PSDB seriam a mesma coisa e representantes do sistema (e com essas imagens e aproximações fica difícil discordar).

Se for para ter mais eleitorado para o Lula (que se coloca como um Bidden Brasileiro), bastaria colocar o Paulo Paim (Obama Brasileiro) ou Djamila Ribeiro (poderia ser simbolicamente uma Kamala Harris Brasileira) contra o Bolsonaro (Trump Brasileiro)… E nisso se conseguiria tanto os votos de eleitores da região Sul como os votos de eleitores de SP (e de centrais sindicais) nessas regiões em que o PT perdeu eleitores e perdeu credibilidade – muito em função da debilidade do PT de SP.

Dilma colocar Joaquim Levi como Ministro da Economia para apaziguar possíveis golpistas é o mesmo que colocar Alkimin ou outro do Centrão/Direitão (mesmo que camuflado em um partido que se diz de esquerda), pois perderia credibilidade, perderia engajamento e perderia eleitores (como aconteceu com Dilma que ficou sem base ou com a base apática sem o mesmo engajamento e que nunca conquistaria os conservadores que só esperam um “fraquejar” para aplicar golpes).

O Golpe está aí… Só cai quem quer!

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Marco Vitis

29 de novembro de 2021 às 11h30

Parece que a farsa da ´inevitável polarização´ entre Lula e Bolsonaro está derretendo antes do tempo. Ainda faltam 11 meses pra eleição e Bolsonaro já está abaixo de 20/100. Se Bolsonaro ficar inviável, a genial estratégia de Lula irá pro esgoto.
Agora vamos aguardar a fértil criatividade dos propagandistas do PT e observar qual será a próxima narrativa pra enganar os de boa fé.

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Valeriana

29 de novembro de 2021 às 10h41

A aprovaçào de Bolsonaro é 1% e Lula ganha as eleiçoes no primeiro turno com 109% dos votos.

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