Jornal da Forum: Lula quer reindustrializar o Brasil!

Imagem: Agência Brasil

Moro sobre Lula e Bolsonaro: “são muito parecidos”

Por Redação

14 de dezembro de 2021 : 11h05

Em entrevista a Rádio CBN de Goiânia, o ex-juiz e pré-candidato a presidência Sérgio Moro (Podemos) defendeu a tese de que sua candidatura é um diferencial pelo “real compromisso” no combate a corrupção.

Ele também foi questionado se sua candidatura seria “um bolsonarismo sem Bolsonaro” e como resposta sugeriu que tanto o ex-presidente Lula (PT) quanto Jair Bolsonaro são “muito parecidos” porque, segundo ele, os dois são contra o combate a corrupção.

“Eu sou muito diferente tanto do Bolsonaro quanto do Lula, a gente tem até visto os dois muito parecidos. O Bolsonaro foi criticar a Lava-Jato, mentir contra o Deltan Dallagnol que foi o procurador da força-tarefa, é a mesma coisa que o Lula faz. Ambos são contra o combate a corrupção”.

Em seguida, Moro tentou ressuscitar a tese lavajatista de que os governos petistas patrocinaram o “maior esquema de corrupção da história”.

“Um teve lá o maior esquema de corrupção da história [referindo-se a Lula e o PT] e o presidente atual desmantelou o combate a corrupção. Eu respeito muito a Polícia Federal, mas hoje ela não é a mesma da época da Lava-Jato. O combate a corrupção foi estancado. Então, a minha proposta é totalmente diferente”, afirmou.

Ouça a entrevista completa clicando aqui.

Apoie O Cafezinho

Crowdfunding

Ajude o Cafezinho a continuar forte e independente, faça uma assinatura! Você pode contribuir mensalmente ou fazer uma doação de qualquer valor.

Veja como nos apoiar »

2 comentários

Os comentários aqui postados são de responsabilidade exclusiva de seus autores e não representam a opinião do site O CAFEZINHO. Todos as mensagens são moderadas. Não serão aceitos comentários com ofensas, com links externos ao site, e em letras maiúsculas. Em casos de ofensas pessoais, preconceituosas, ou que incitem o ódio e a violência, denuncie.

Escrever comentário »

Paulo

14 de dezembro de 2021 às 23h40

Sim, mas com viés trocado. As duas faces da mesma moeda, como se diz…

Responder

Alexandre Neres

14 de dezembro de 2021 às 11h49

Eis o que o renomado sociólogo português Boaventura de Sousa Santos pontuou sobre a candidatura de Serjo Morto: “Causa surpresa nos meios internacionais que o pré-candidato Sergio Moro esteja transformando a sua entrada na política eleitoral num manifesto de defesa da luta contra a corrupção. É demasiado evidente que o seu propósito é tentar lavar o seu infame legado nesta matéria. O fracasso da luta contra a corrupção no Brasil não começou com Moro, mas aprofundou-se de tal maneira com a conduta deste magistrado e dos seus acólitos de Curitiba que qualquer intento de o superar tem forçosamente de significar uma ruptura com tudo o que foi e significou a Lava Jato. À primeira vista, só por cegueira ou patética ignorância se pode imaginar que Moro queira centrar o seu crédito político na sua desastrosa e nefasta conduta.

Sendo a corrupção algo endêmico nas sociedades governadas por neoliberalismo radical, como é o caso do Brasil neste momento, a luta contra a corrupção deve ser uma bandeira importante de qualquer candidato que pretenda propor uma alternativa, mesmo moderada, ao neoliberalismo reinante. Mas para que tal proposta tenha a mínima credibilidade é essencial que ela signifique uma total ruptura com o desempenho lavajatista e uma crítica radical dos seus protagonistas. Aliás, tenho defendido que o lugar destes no atual momento, e depois de tudo o que se soube e provou, não devia ser na política, mas nas malhas da justiça criminal. Esta seria a única maneira de reestabelecer a credibilidade do sistema judicial brasileiro e uma contribuição importante para travar o deslize autoritário da democracia para o qual os prosélitos de Curitiba tão decisivamente contribuíram.”

Vejam também o que disse a jornalista Míriam Leitão na sua coluna de domingo n’O Globo sobre Moro: “O problema em torno de Sergio Moro é o quase nada que se sabe sobre suas ideias em várias áreas. Nos 16 meses que ficou no Ministério da Justiça, Moro barrou demarcações de terras indígenas, mandou o fracassado pacote anticrime para o Congresso, embutindo nele o excludente de ilicitude, apoiou indiretamente um motim de policiais no Ceará e abonou os sinais de desvios éticos no governo Bolsonaro, quando começaram a surgir.”

Responder

Deixe um comentário

O 2021 de Bolsonaro O 2021 de Ciro Gomes O 2021 de Lula Parlamentarismo x Semipresidencialismo: Qual a Diferença? Fernanda Montenegro e Gilberto Gil são Imortais na ABL: Diversidade