Analista da Ideia fala sobre “voto útil” dos eleitores de Ciro a Lula no 1° turno

Foto: Reprodução/Rolling Stones (Foto: Reprodução/Rolling Stones)

Análise: nova pesquisa reforça importância de unidade em torno de Lula

Por Miguel do Rosário

21 de fevereiro de 2022 : 15h08

Em 2018, a campanha de Ciro Gomes conseguiu atrair alguns setores da classe média, especialmente em grandes cidades do sul e sudeste, com o argumento de que, segundo as pesquisas, apenas ele tinha condições de derrotar Jair Bolsonaro num eventual segundo turno.

O antipetismo atingira o seu auge. Lula estava condenado pela Lava Jato, preso em Curitiba, e barrado pela Ficha Limpa, lei que ele mesmo havia sancionado quando presidente.

Diante das circunstâncias, o argumento parecia fazer sentido, tanto que valeu a Ciro um bocado de votos. O pedetista teve mais votos que o PT em capitais importantes, como Rio de Janeiro, Belo Horizonte e Florianópolis.

Dessa vez, no entanto, essa mesma estratégia se volta contra Ciro, e com muito mais força que antes. O perigo agora é maior.

Bolsonaro não é apenas uma ameaça, como era em 2018. Hoje ele é o presidente da república eleito, construiu uma base social altamente mobilizada, suas redes sociais são maiores que a dos outros candidatos, e ele terá, seguramente, apoio da poderosa e bilionária extrema-direita norte-americana.

Não importa que o atual presidente dos EUA, Joe Biden, seja um democrata vinculado a correntes progressistas que vêem Bolsonaro como uma figura grotesca e odiosa. Os interesses econômicos do imperialismo sempre falam mais alto. A doutrina ultraliberal e antinacionalista de Bolsonaro tem sido altamente vantajosa para setores estratégicos dos Estados Unidos, entre eles a indústria americana de petróleo, que vê o Brasil como um submisso mercado comprador de seus produtos. Não é por coincidência que, entre os principais financiadores de grupos norte-americanos de extrema-direita, como o Tea Party, estão os irmãos Koch, donos de refinarias de petróleo.

E o petróleo, importante ressaltar, voltou a ser o principal produto de exportação dos Estados Unidos.

A pesquisa CNT/MDA divulgada hoje (íntegra aqui) traz diversos cenários de segundo turno, e apenas Lula venceria com folga o presidente Bolsonaro.

Num embate direto entre Lula e Bolsonaro, o petista ganharia por 53,2% X 35,3%, o que corresponderia a 18 pontos de vantagem.

Já um segundo turno entre Bolsonaro e Ciro, a vantagem do pedetista seria de apenas 4 pontos.

Na pesquisa espontânea, que muitos analistas consideram ser a mais importante quando se está ainda relativamente distante do pleito, o ex-presidente Lula cresceu 3 pontos e já está com 32,8%, ou seja, um terço dos votos totais.

Como o Brasil tem hoje 147,1 milhões de cidadãos registrados no TSE, aptos a votar, isso significa que Lula tem 48 milhões de eleitores espontâneos, decididos a votar no petista.

Entretanto, a mesma pesquisa também mostra que Bolsonaro cresceu de 20% para 24,4% na votação espontânea. Esse percentual corresponde a um eleitorado de 36 milhões de bolsonaristas “espontâneos”, sendo que, por ser mais forte na classe média e hiper-ativo em redes sociais, é um eleitorado perigoso, que faz muito barulho e possui uma capacidade impressionante de espalhar notícias negativas contra os adversários.

Ciro e Moro ainda pontuam menos de 3%, cada um, na votação espontânea.

Ambos tinham esperança de que Bolsonaro perdesse votos, abrindo uma vaga à direita no segundo turno.

A pesquisa CNT/MDA é um banho de água fria nessa possibilidade.

Ao invés de cair, Bolsonaro subiu.

Na estimulada, Lula se mantém na liderança isolada, com 42,2%, sem alteração expressiva sobre a última pesquisa, de dezembro.

Bolsonaro, porém, ganhou 2,4 pontos e agora tem 28%.

Sergio Moro quebrou a película de gelo por onde caminhava e afundou na água gelada. Como é um movimento confirmado por outras pesquisas, sinaliza um derretimento acelerado de sua candidatura, e que acontece justamente no momento em que sua campanha se intensificou.

A conclusão é fatal: assim como uma pessoa que pisa em areia movediça, quanto mais o ex-juiz se movimenta, mais afunda.

A recuperação de Bolsonaro impede Ciro de comemorar os 2 pontos que ganhou, e que o levaram a 6,7%.

De qualquer forma, ainda é um número muito distante de representar ameaça ao presidente Bolsonaro.

Em junho de 2021, o presidente nacional do PDT, Carlos Lupi, disse que tinha esperanças de que Ciro tivesse de 15% a 20% em março de 2022. Bem, falta uma semana para março…

“Nas últimas eleições ele já teve cerca de 13% dos votos válidos. [Portanto,] não é difícil chegar a 15% ou 20%”, disse Lupi em conversa com CartaCapital.

Se a pesquisa sugerisse uma tendência de declínio de Bolsonaro, aí sim, qualquer pequena oscilação positiva de Ciro poderia ser vista com otimismo. Não é o caso.

Entretanto, o maior desafio de Ciro será impedir o movimento de voto útil em Lula, que ganha força a cada vez que Bolsonaro demonstra resistência ou mesmo capacidade de recuperação.

Os quase 7% de Ciro poderiam ser determinantes para uma vitória de Lula no primeiro turno. Em votos válidos, Lula tem 48% e Ciro, 8%. Os eleitores somados corresponderiam a 56%, bem acima do necessário para encerrar a eleição já no início de outubro.

Uma das perguntas da pesquisa CNT/MDA foi sobre o segundo voto do eleitor. O eleitorado de Lula e Ciro Gomes tem pontos de convergência. Segundo a pesquisa, 40% dos eleitores de Ciro votariam em Lula como segunda opção, outros 17% votariam branco ou nulo, 11% em Sergio Moro e 9% em Doria.

Esses números confirmam que, no desenrolar da campanha, Ciro pode perder eleitores para Lula, na medida em que for caindo a ficha de que sua candidatura tem pouquíssimas chances de ocupar o lugar de Bolsonaro no segundo turno, e que uma vitória folgada de Lula no primeiro turno  seria uma excelente maneira de colocar um ponto final nos devaneios bolsonaristas de tumultuar as eleições.

A pesquisa trouxe vários gráficos e tabelas sobre a aprovação do governo e do presidente, e todos convergem para dois fatores: a estabilidade na aprovação de Bolsonaro, uma modesta queda em sua rejeição, mas tudo isso num quadro ainda fortemente negativo para o governo.

O desempenho pessoal do presidente Bolsonaro é desaprovado por 61% dos brasileiros, ao passo que 34% o aprovam.

Um dos fatores que, certamente, contribuem para o mau desempenho de Bolsonaro nas pesquisas foi a sua postura irresponsável e negacionista durante a pandemia. Para 54% dos entrevistados na pesquisa CNT/MDA, o presidente Bolsonaro “prejudicou a campanha nacional de vacinação”.

Outro dado importante da pesquisa é que, apesar das campanhas de fake news disseminadas por bolsonaristas, uma maioria esmagadora de brasileiros, 79%, se disse favorável a vacinas contra a Covid-19, inclusive para crianças.

Entretanto, foi expressivo o estrago provocado pela campanha negativa liderada por bolsonaristas, especialmente contra a vacinação infantil: 15,4% dos entrevistados responderam que são favoráveis a vacinas, mas apenas para adultos, e 4,4% responderam que são contra, tanto para adultos quanto para crianças.

Entretanto, não é apenas a vacina. É também a economia, estúpido.

A inflação, especialmente a que pesa sobre os preços dos alimentos, tem corroído a renda e o humor dos eleitores, e Bolsonaro paga um alto preço por isso. Segundo a CNT/MDA, 93% dos entrevistados responderam que os preços no supermercado “aumentaram muito”.

Outra tabela da pesquisa mostra que, para 60% dos entrevistados, a economia durante o governo Bolsonaro vai pior do que em governo anteriores. É uma avaliação fatal para qualquer governo, particularmente em ano de eleição, e mais ainda quando o principal adversário apresenta, como seu principal trunfo, ter encerrado seu governo com forte crescimento econômico. A economia brasileira cresceu 7,5% em 2010, último ano do governo Lula.

Interessante notar que 96% dos entrevistados da pesquisa CNT/MDA responderam que já ouviram “falar da existência de notícias falsas (fake news) criadas para confundir o leitor”. Isso sugere um eleitorado mais “vacinado” contra campanhas de notícias falsas, e essa “imunidade” pode ser um fator importante nas eleições de 2022.

Conclusão

Todos os números dessa pesquisa, assim como de outras, convergem para um cenário de fortíssima polarização. A chamada terceira via não vingou, e a tendência, hoje, é que seus eleitores refluam para os dois principais candidatos.

A maioria do eleitorado de Moro deve retornar a Bolsonaro, o que aliás é o que já está acontecendo. A recuperação de Bolsonaro nessa pesquisa se deu, aparentemente, às custas de Moro.

O eleitorado de Ciro, por sua vez, especialmente aqueles 40% que tem Lula como segunda opção de voto, se sentirá inclinado a dar um voto útil para Lula, para esmagar o fascismo bolsonarista logo no primeiro turno.

Miguel do Rosário

Miguel do Rosário é jornalista e editor do blog O Cafezinho. Nasceu em 1975, no Rio de Janeiro, onde vive e trabalha até hoje.

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16 comentários

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Ari Barreto

22 de fevereiro de 2022 às 09h41

Vencer o fascismo deveria ser mote de todos os democratas, mas não é bem assim. Muitos democratas, tal como Ciro, preferem seus projetos pessoais. Lula já deu mostra q aceitará muito recuo pra vencer o Bozo. Alckmin é o maior exemplo . Espero q Ciro acorde, desista da sua candidatura em prol a Lula e entre no governo pq seria muito bom pra nação. Lula poderiam já dizer q não será candidato a reeleição, além disso falar q vai acabar com isso. Assim seria mais fácil aglutinar a esquerda e o centro esquerda, além de ter a aceitação dos conservadores democratas. Talvez seja o único caminho pra vencer já no primeiro turno.

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marco

22 de fevereiro de 2022 às 09h12

Como Ciro já dizia lá atrás, “unidade é o “cacete” .
Desta vez são os eleitores de Ciro que irão para París, não aceitaremos o “privateiriro” Alckimin na linha sucessória de jeito nenhum.
Aliás a escolha monstra bem a falta de compromisso do Lula e do Pt com o destino do Brasil, pois o povo brasileiro rejeita os “tucanalhas ” desde a eleição de 2002,

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DR

22 de fevereiro de 2022 às 03h59

Muito pelo contrário! Todos sabemos que é IMPOSSÍVEL Lula vencer no 1ª Turno! A campanha eleitoral nem começou e a diferença entre Lula e Bolsonaro está diminuindo cada vez mais. Quando começar a campanha eleitoral, Lula será bombardeado por todos os lados e o ANTIPESTIMO voltará com toda a força; e os partidos que estiverem aliados ao PT, vão se sujar também. A pandemia, provavelmente, terá acabado; se a economia melhorar um pouco, a rejeição de Bolsonaro tenderá a diminuir. Veja que, com tudo o que aconteceu na pandemia, Bolsonaro nunca caiu abaixo de 20%; a não ser que aconteça outra catástrofe, é quase impossível que, em outubro, a economia esteja pior do que hoje.
O ideal e o mais seguro para o bem do País, seria votarmos em Ciro para que Lula e ele fossem para o 2ª turno; mas, dificilmente, Bolsonaro perderá no 1º turno. E é aí que o bicho pega!
A chance de Bolsonaro vencer Lula, apesar do que a fotografia das pesquisas mostram hoje, é muito grande. O 2º turno é outra eleição! Bolsonaro já venceu o PT uma vez e pode vencer de novo; ainda mais com a máquina governamental na mão. O PT ainda está muito vulnerável e bastará um estopim para despertar o ANTIPETISMO adormecido na população; e Bolsonaro e seus militares estrategistas têm um monte deles escondidos nas mãos e sabem como usá-los contra o PT.
Já contra Ciro, Bolsonaro teria muito mais dificuldade de enfrentá-lo. Ciro seria a surpresa desta eleição; e não há muito o que falar dele e do PDT (que nunca governou o Brasil), além de ser “coroné” e destemperado; ou seja, Ciro e o PDT não têm “calcanhar de Aquiles” como Lula e o PT têm. Além da paúra que Bolsonaro teria de enfrentá-lo num debate.
Portanto, se Lula realmente for um estadista, se ama de verdade o nosso país e preza pela sua própria reputação de Ex-Presidente do Brasil; penso que ele NÃO deveria se candidatar nesta eleição. Mesmo porque, se perder para Bolsonaro, será muito humilhante para ele e para a sua biografia; e, se vencer, pegará um país em frangalhos e, provavelmente, jamais conseguirá superar os feitos de quando foi Presidente; já que, naquela época, teve também a sorte de pegar o boom da commodities e do pré-sal. Se fracassar, ficará para a história como um derrotado e não como um dos maiores presidentes que o Brasil já teve; seria como o Pelé continuar jogando e não conseguindo fazer mais gols; ou seja: é melhor parar enquanto está vencendo!
Mas, depois do que ocorreu em 2018 e de tudo que fez para sabotar a campanha do Ciro, percebo que Lula é narcisista e extremamente competitivo, encara a eleição como uma competição pessoal, como uma partida de futebol. Não pensa como um verdadeiro estadista, não pensa no conjunto do País e no que é melhor para os brasileiros; mesmo que, para isso, tenha que desistir e dar lugar a outro. Parece que só quer vencer, custe o que custar, por uma mera vaidade pessoal; e que o Brasil e os brasileiros que se lasquem. Como fez em 2018, sabendo SIM que o Haddad não teria nenhuma chance contra Bolsonaro; não se preocupou nem com seus irmãos nordestinos, que sabíamos que seriam os mais prejudicados no governo do BolsoNero. E agora, pelo que tudo indica, fará a mesma coisa!
E, o pior, é que a grande maioria do povo brasileiro age da mesma forma; pensa nas eleições como se fosse um jogo de futebol, um FLA x FLU; não pensa o quanto uma eleição pode influenciar a sua própria vida, a dos outros e o futuro do País. Se apaixonam pelos seus candidatos (independente se esses têm competência, experiência ou se já administraram um boteco de esquina) e pelos seus partidos preferidos, como se fossem seus times de futebol, como se fossem uma mera competição de vencer ou perder; como se não fossem suas próprias vidas e o futuro de seus filhos e do País que estivessem em jogo.
Ambos já tiveram a sua chance: Bolsonaro, já vimos o desastre que foi e que está sendo; Lula, o quê fará que não teve a chance de fazer em 14 anos de governo do PT? A famigerada tomada de 4 PINOS com 3 BITOLAS?
Em 2018, quando o Ciro Gomes apresentou a proposta de limpar os nomes sujos do SPC de 60 milhões de brasileiros, pensei comigo mesmo: “Que ideia genial, tá eleito no 1ª turno!”. Porém, como vimos, o resultado foi o oposto; o pessoal endividado jogou fora a única chance que teriam de limpar seu nome; por alguma razão, totalmente irracional, acabaram não acreditando e votando nele. A partir daí, percebi que Ciro Gomes, provavelmente, jamais chegará à Presidência (a não ser que João Santana seja realmente um gênio milagreiro do marketing eleitoral); pois, simplesmente, não tem carisma suficiente para vencer as eleições presidenciais (assim como o Alckmin); por mais inteligente, competente e experiente que seja, a grande maioria do povo brasileiro não vai com a cara dele e pronto; a não ser para uns 12% do eleitorado que vota mais com a razão do que por paixão.
Mesmo assim, ainda penso que o Brasil deveria SIM se dar a chance de votar em Ciro Gomes; pelo menos, para saber se seu PND daria certo ou não! Se der certo, ÓTIMO para o Brasil e para os brasileiros; senão, daqui há 4 anos, tentamos outro de novo.
O PIOR MESMO é continuar nessa INSANIDADE de ficar insistindo (de 4 em 4 anos) nos mesmos erros, nos mesmos partidos e nos mesmos candidatos, esperando resultados diferentes! Ficar “brincando de futebol” enquanto “Lá vai o Brasil descendo a LADEIRA da história…”.

Eis o meu DESABAFO!

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Batista

22 de fevereiro de 2022 às 02h02

Canastra, querlon, galinzé, saulo, william, ronei, kleiton, e por aí seguem seis dos dez a quinze pseudônimos utilizados pelo bolsominion de plantão no Cafezinho, visando dar volume ao besteirol replicado da campanha de 2018, sem dar-se conta que ‘o Mundo gira, a Lusitana roda’ e consequentemente, parados no tempo, os minions mostram-se cada vez mais tontos tocando as mesmas imbecilidades, nas mesmas vitrolas sociais, falando para os mesmos, como ele, porém hoje tão menos.

Mas o que causa maior espanto é, a mancada explicita, que revela-os xucros a enésima, ao utilizarem apenas um ou dois pseudônimos femininos e acreditarem que com esse ‘profundo e criativo’ plantão no Cafezinho, irão convencer ou confundir alguém que seja, além deles, que precisam continuar acreditando na gororoba bolsonazzi replicada para não entrarem em depressão diante da realidade não paralela, que as vezes tarda, mas sempre chega.

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Santana

21 de fevereiro de 2022 às 23h34

O hit do momento é: apologia ao fascismo, ao neoliberalismo, a extrema direita e ao antinacionalismo.

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Bassam

21 de fevereiro de 2022 às 23h31

Pesquisa mostra que o genocida deve tentar vaga na Câmara ou fugir para Suíça como ele mesmo aventou em Agosto 2021. E Ciro crescendo pode vencer Lula pelo potencial bem alto e rejeição baixa!!! O resto é manipulação

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otto.bajaga

21 de fevereiro de 2022 às 22h24

Pela sua análise Lula chegou ao teto. A eleicao dele no 1 turno depende do eleitor do Ciro. Te pergunto, Miguelito, o que o PT tem feito para desidratar Bolsonaro? Hoje a conversa do Lula é a portas fechadas em gabinetes, poderia ter apoiado o impedimento, mas resolveu acreditar no oportunismo do MITO fraco.

Miguel, a campanha pra valer ainda nao comecou, Lula vai tomar tanta voadora, tanto chute no saco que vai cair alguns pontos. Bolsonaro fará uma campanha ainda mais suja que em 2018.

Ou a campanha caminha para a politizacao ou Bolsonaro chegará ao segundo turno, sim.

Eu sou Cirista, acredito no meu candidato e ficarei com ele até o fim.

Que Lula pare com esse papo idiota de cerveja e picanha e venha discutir futuro de país.

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Alexandre Neres

21 de fevereiro de 2022 às 19h42

As pesquisas vão se sucedendo e os cenários vão sendo descortinados no decorrer do tempo.

Saindo do campo da análise e entrando no da opinião, muito comentarista já decretou a queda de Bolsonero, cujo momento parece ser de ascensão. Ignoram a força da máquina. Desde que o instituto da reeleição fora aprovado de forma fraudulenta, beneficiando seu autor indevidamente, nenhum presidente no cargo perdeu um pleito. O eventual ocupante do Palácio do Planalto tem muitos meios, legítimos e ilegítimos, para lançar mão durante a campanha.

No mundo dos sonhos, ou dos pesadelos, tais comentaristas evocam Serjo Morto, Eduardo Leite, Simone Tebet, Ciro Gomes, João Doria, Alessandro Vieira, Joaquim Barbosa etc., mas no mundo real a disputa se dará entre Bolsonaro e Lula. Até hoje não se deram conta de que precisamos de um político que entenda do ofício, não de um redentor ou da volta de Dom Sebastião.

Seria despiciendo aduzir isso, mas em virtude de tudo que Bolsonaro representa, causa-me espécie o fato de que alguns comentaristas em pleno desgoverno filofascista centram fogo na candidatura de Lula. Essa aversão atávica a tudo que é popular, típica de uma sociedade forjada no escravagismo, salta aos olhos, mas os conservadores vão querer dissimulá-la, não raro invocando o mote da corrupção, pretexto recorrentemente utilizado em ocasiões assim pelos udenistas da época contra Getúlio Vargas, JK, Jango e quejandos.

Vamos pegar o Cristóvam Buarque. É adversário ferrenho do PT, mas se apercebeu de como é bom nessa quadra a existência da figura de Lula, que torna mais pláusivel a possibilidade de derrota do Bolsonaro, já que, caso Lula não concorresse, provavelmente seria reeleito. Até Lula sair da prisão, ninguém fazia frente a Bolsonaro, que seguia perpetrando seus absurdos e ficava por isso mesmo. Cristóvam disse que em 2026 deverá estar do lado oposto de Lula, que espera que até lá o segmento com o qual se identifica já esteja minimamente organizado, mas ainda bem que temos Lula no páreo nas atuais circunstâncias.

Quem, em um momento como o atual, passa o tempo inteiro a atacar o único candidato com chances do espectro progressista, pode até não saber a que papel se presta, mas está a fazer o jogo da extrema-direita, facilitando as coisas para o Jair Messias. De há muito observa-se Isentões e falsos democratas que, em momentos cruciais, divisores de água, votam nulo ou em branco, pois para eles tanto faz como tanto fez, eximindo-se de responsabilidade. Bem mais digna do que eles é a população carente, que sente na pele, no dia a dia, o quanto a afeta as decisões tomadas pelo governo de plantão, conquanto não possua instrução formal nem retórica empolada. Este ódio a tudo que emana do povo turva a vista, de sorte que, quando acordarem dessa hibernação longeva, corre-se o risco de não existir país nenhum!

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canastra

21 de fevereiro de 2022 às 18h54

“…e ele terá, seguramente, apoio da poderosa e bilionária extrema-direita norte-americana.”

Quem ficou sem o dinheiro roubado aos brasileiros para se eleger foi a esquerda.

Responder

    Thiago

    22 de fevereiro de 2022 às 10h40

    “Hoje ele é o presidente da república eleito, construiu uma base social altamente mobilizada, suas redes sociais são maiores que a dos outros candidatos, e ele terá, seguramente, apoio da poderosa e bilionária extrema-direita norte-americana.”
    Dá para vê nos comentários aqui que essa militância bolsonarista não tem o que fazer, só entram em sites da esquerda fazendo um monte de comentário só trocando os nomes de perfil…kkkk

    Responder

Querlon

21 de fevereiro de 2022 às 18h50

Quer dizer que segundo essas “pesquisas” Bolsonaro perde para Cirolipa no segundo turno…? Kkkkkkk

Mas se ees tal de Bolsonaro perde tao facil porque tod a merdalha da velha politica vem se juntando para atirar contra ele…? Nao precisa…

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Galinzé

21 de fevereiro de 2022 às 17h18

A esquerda não arranjou um sequer voto de 2018 pra cá.

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Saulo

21 de fevereiro de 2022 às 17h16

As vacinas nunca faltaram e a partir do momento em que as farmacêuticas deram entrada na Anvisa o Brásil começou a vacinar e nunca parou.

Vacinar crianças é inútil, mais ainda com uma vacina que não teve testes a longo prazo.

O resto são narrativas no estilo Circense da CPI.

Responder

William

21 de fevereiro de 2022 às 17h12

O resumo da análise é o seguinte: de 2018 prá cá não mudou nada.

As “pesquisas” que tentam criar o voto arrependido para Bolsonaro em 2018 para tentar arrastar alguém nesse lado são um claro sinal.

Bolsonaro em 2018 ganhou a eleição da época e a de 2022 ao mesmo tempo.

O que mudará será a abstenção maior e nada mais.

Em breve as “pesquisas” serão obrigadas a se alinhar com o que passa na frente das pessoas e parar de tentar empurrar o candidato que gostariam fosse eleito.

Responder

Ronei

21 de fevereiro de 2022 às 17h06

A “esquerda” (receptáculo de canalhas camuflados de políticos) era uma imposição de cima.para baixo aos coitados dos brasileiros….de 2018 a música mudou radicalmente.

Responder

Kleiton

21 de fevereiro de 2022 às 15h26

É muito amor do Miguel do Rosário para o Lula…tentou desfarçar até que não deu mais.

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