Bahia: Refinaria privatizada provoca desabastecimento de Gás de Cozinha

Imagem: Reprodução

Deputados condenam tragédia humanitária dos Yanomami e acusam governo anterior de genocídio

Por Redação

24 de janeiro de 2023 : 08h37

Parlamentares condenaram nas redes sociais, nesta segunda-feira (23), a situação vivida pelos povos indígenas Yanomami em Roraima. Cerca de 570 crianças, além de adultos, morreram nos últimos quatro anos por fome, desnutrição e outras doenças que poderiam ser tratadas, como malária. O Ministério da Saúde declarou emergência de saúde pública para enfrentar a calamidade sanitária.

No Twitter, o deputado Glauber Braga (Psol-RJ) afirmou que houve 21 pedidos de socorro ignorados pelo ex-presidente. “A situação encontrada em Roraima já havia sido denunciada mais de uma vez por ativistas e lideranças indígenas ao governo Bolsonaro, mas nenhuma providência foi tomada”, lembrou.

A deputada Jandira Feghali (PCdoB-RJ) cobrou punição para os culpados pelas mortes, doenças e destruição nas terras Yanomami. “Suspeitas levam até a desvios de verbas de remédios. A triste realidade veio à tona”, disse ela.

O deputado Mauro Benevides Filho (PDT-CE) afirmou que as imagens são chocantes. “O Brasil está chocado com a morte de crianças e registros de adultos com desnutrição extrema e malária, agravados pelo garimpo ilegal. Os culpados por essa lamentável situação precisam ser punidos urgentemente.”

Já o deputado Arlindo Chinaglia (PT-SP) compartilhou o relato de um médico que descreveu o ocorrido como “a pior situação humanitária já vista”. “Houve ‘ação’ ou ‘omissão dolosa’ do governo Bolsonaro.”

Representação
A bancada do PT na Câmara dos Deputados apresentou ao Ministério Público uma representação solicitando a responsabilização criminal e civil do ex-presidente Jair Bolsonaro e da ex-ministra Damares Alves pela tragédia humanitária dos povos indígenas Yanomami, em Roraima. “Crianças e adultos em situação de elevada subnutrição, cadavéricas, numa realidade que não deveria existir num país que ano após ano tem recordes na sua produção agrícola e alimenta diversas nações e povos”, diz o documento.

O líder do partido, deputado Zeca Dirceu (PT-PR), informou que o documento foi protocolado no domingo (22). “A tragédia Yanomami em Roraima é mais um capítulo de um genocídio anunciado e sequencial em nossa história. As vítimas fazem parte da omissão criminosa orquestrada e conduzida pelo governo Bolsonaro”, afirmou.

A deputada Maria do Rosário (PT-RS) também chamou de genocídio a morte das crianças indígenas. “Não pode ficar impune! Ingressamos com representação para responsabilidade civil e criminal de Bolsonaro, Damares Alves e dos ex-presidentes da Funai entre 2019 e 2022, por genocídio”, disse.

Bolsonaro se defende
Deputados alinhados ao ex-presidente não se manifestaram em suas redes sociais sobre o assunto. O próprio Bolsonaro saiu em sua defesa publicando um texto no Telegram, intitulado “Contra mais uma farsa da esquerda, a verdade”.

“De 2020 a 2022, foram realizadas 20 ações de saúde que levaram atenção especializada para dentro dos territórios indígenas. Os cuidados com a saúde indígena são uma das prioridades do governo federal. De 2019 a novembro de 2022, o Ministério da Saúde prestou mais de 53 milhões de atendimentos de Atenção Básica aos povos tradicionais, conforme dados do Subsistema de Atenção à Saúde Indígena do SUS, o SasiSUS”, disse ele.

“Um marco está no enfrentamento da pandemia entre os povos tradicionais. O Plano de Contingência Nacional para Infecção Humana pelo novo Coronavírus em Povos Indígenas é o legado de um planejamento que atendeu os 34 Distritos Sanitários Especiais Indígenas (Dsei) e englobou diversas iniciativas a partir de 2020. Assim, foi possível ampliar 1,7 mil vagas no quadro de profissionais na saúde indígena e a contratação de 241 profissionais”, acrescentou. O texto do ex-presidente prossegue apontando diversas ações do seu governo em prol das comunidades indígenas.

A ex-ministra Damares, que foi eleita senadora por Brasília, também se defendeu por meio de suas redes sociais. “Minha luta pelos direitos e pela dignidade dos povos indígenas é o trabalho de uma vida”, afirmou ela, listando uma série de iniciativas relacionadas ao tema, como distribuição de cestas básicas durante a pandemia e a formulação de um plano de enfrentamento à violência infantil.

Fonte: Agência Câmara de Notícias

Apoie O Cafezinho

Crowdfunding

Ajude o Cafezinho a continuar forte e independente, faça uma assinatura! Você pode contribuir mensalmente ou fazer uma doação de qualquer valor.

Veja como nos apoiar »

5 comentários

Os comentários aqui postados são de responsabilidade exclusiva de seus autores e não representam a opinião do site O CAFEZINHO. Todos as mensagens são moderadas. Não serão aceitos comentários com ofensas, com links externos ao site, e em letras maiúsculas. Em casos de ofensas pessoais, preconceituosas, ou que incitem o ódio e a violência, denuncie.

Escrever comentário »

GENOCIDA PRESO

26 de janeiro de 2023 às 20h51

quero ver o ex-presidente fujão/cagão ficar na papuda na mesma cadeia do daniel silveira

tic tac

sua hora vai chegar

e o ex-tenente terrorista ainda ficará inelegível igual ao parça de cela. huashuashuas

Responder

Nelson

24 de janeiro de 2023 às 21h41

Diante da situação dos yanomamis não seria absurdo concluirmos que houve uma política deliberada de extermínio, com o fim de desocupação do território, para benefício de alguns entes privados.

Declarações do próprio ex-presidente nos levam a tal conclusão.

Porém, ainda que a coisa toda esteja exposta, de forma bem explícita, o bolsonariado, absorto pelo fanatismo fundamentalista opta, uma vez mais, pela “cegueira intencional”.

Responder

Zulu

24 de janeiro de 2023 às 17h00

Concordo plenamente com o Tony.

Nada que uma inchada e uma foice não resolvam, o que não falta na Amazônia são terra fértil, água, sol, peixes, etc…

A reserva Yanomami é enorme, bastante conhecida e facilmente acessível tanto é que a delegação do lavador de dinheiro público chegou lá facilmente e em pouco tempo.

Se há garimpo ilegal é certamente uma parte microscopica a respeito do tamanho da área que corresponde facilmente a um estado pequeno do Brasil ou até de países.

Basta levar sementes para plantar, galinhas, porcos (não dá raça de Lula possivelmente) e vacas.

É estranho que mostrem somente crianças e idosos, onde são os jovens que deveriam trabalhar para sustentar os próprios filhos ?

Cadê os pais dessas crianças ? A responsabilidade de alimentar os próprios filhos é deles e ninguém mais.

As ONG servem para que se nem sementes para plantar batata e tomates essa gente tem ?

Tem cheiro de podre da Globo e dos Petralhoides imundos nessa história…

Responder

Glauco

24 de janeiro de 2023 às 14h49

Apaga essa imundice que da tempo ainda o seu Imbecil!!
Pelas palavras que regurgita pode-se logo notar que faz parte do Bando de canalhas que se alto intitulam defensores da família, da moral e dos bons costumes.
Deixe de ser Escória ou mais dia, menos dia a vida vai se incumbir de te mostrar que misoginia pode ser prejudicial a sua saúde física e eu espero firmemente que isso ocorra com você seu lixo!!

Responder

Tony

24 de janeiro de 2023 às 08h43

Terra, água e sol para plantar é o que não falta.

Peixe é o que não falta.

Temos certeza que estes índios não são na realidade bahianos ?

Responder

Deixe um comentário