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O bom momento de Lula segundo a Quaest

Lula está com uma aprovação boa, dado o contexto atual, 40% de aprovação é excelente. Vejam que a aprovação é positiva mesmo em regiões e extratos de renda majoritariamente bolsonaristas. E não só Lula e seu governo são bem avaliados. Seu entorno também é bem avaliado. Com menos de 2 meses de governo, já há […]

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Lula está com uma aprovação boa, dado o contexto atual, 40% de aprovação é excelente. Vejam que a aprovação é positiva mesmo em regiões e extratos de renda majoritariamente bolsonaristas.

E não só Lula e seu governo são bem avaliados. Seu entorno também é bem avaliado.

Com menos de 2 meses de governo, já há quem avalie o governo Lula como pior do que esperava. Lula não promoveu nenhuma mudança significativa na economia, segurança ou saúde. E até o momento só arrumou a bagunça deixada pelo presidente anterior. Principalmente no orçamento.

Já nessa outra pesquisa podemos achar o tamanho da famigerada terceira via. Quando perguntados se na comparação com o governo Bolsonaro, o governo Lula será melhor o pior, o “igual”, tem apenas 8%.

Além disso, maioria dos entrevistados aprovam a maneira como Lula se comporta. Se comparado com os percentuais de voto do segundo turno (Bolsonaro 49% e Lula 50%), dá para dizer que temos eleitores do Bolsonaro aprovando o comportamento do Lula. Também mostra que parcela significativa da sociedade estava extremamente cansada do comportamento buliçoso do ex-presidente. 

Lembra quando falei da terceira via? Aqui temos ela mais uma vez ao lado do bolsonarismo julgando o Lula mais radical. Maioria dos brasileiros acreditam que Lula está até mesmo mais moderado. Mesmo com a gritaria desonesta de setores da imprensa.

Além disso, maioria dos brasileiros acreditam que Lula se importa com eles. E como sempre, a parcela radicalizada não enxergar isso. Normal já que para eles Lula é um inimigo. Além disso, esse pensamento também pode ser oriundo de parcelas mais abastadas da sociedade.

Economia e questões sociais ficam lado a lado entre os principais problemas segundo os eleitores. Até mesmo a corrupção despencou ainda mais como preocupação. Um péssimo cenário para a bancada da lava jato.

É normal que com menos de 2 meses, as pessoas ainda achem que a economia ficou do mesmo. Isso é compensado com uma grande expectativa de melhora do cenário nos próximos 12 meses.

Maioria dos eleitores acreditam que o poder de compra irá aumentar e o desemprego diminuir, porém maioria também acredita que a inflação irá aumentar.

Na gritaria do embate entre Lula e RCN, o principal fato é: maioria dos brasileiros sequer sabe quem define a taxa de juros no Brasil. Quase 70% dos brasileiros sequer sabem das discussões entre governo e Banco Central. O que demonstra a relevância do tema perante a sociedade brasileira.

Ou seja, a turma que acha que iria conseguir incendiar o Brasil com a pauta ou as dezenas de “economistas” que fazem gritaria por aí, estão falando sozinhos.

Logo, há espaço na sociedade para disputar a discussão. Não há um discurso hegemônico dominando as discussões. E porque eu digo isso? Maioria dos eleitores sequer sabem que o presidente do Banco Central é indicação do Bolsonaro.

Maioria da sociedade acredita também que Lula está certo em brigar pela redução da taxa de juros. O que mostra que realmente a gritaria de certos setores da imprensa não encontra eco na sociedade em geral.

Por outro lado, maioria das pessoas reprova e já sabe dos ataques do 8 de janeiro. Maioria da sociedade também acredita no envolvimento do Bolsonaro na situação.

Além disso, o discurso de “radicais bolsonaristas” pegou e com isso maioria da população crê que eles não representam o bolsonarismo.

Porém, é unânime a percepção de que Lula saiu mais forte do 8 de janeiro. Maioria dos eleitores também acredita que o ato tinha sim intenções golpistas.

Vejam também como Bolsonaro continua tendo um quarto do eleitorado. O que reforça que o bolsonarismo não está morto, embora enfraquecido.

E o que reforça isso também é o fato de que quase todos os eleitores não mudariam o seu voto.

Resumindo: o bolsonarismo ainda é uma força a ser considerada, a discussão envolvendo o banco central é de exclusividade de quem já acompanha a política e que tanto a esquerda quanto a Faria Lima ainda podem conseguir espaço na sociedade. 

Também mostra que nenhum dos dois conseguiu cativar a sociedade para o seu lado.

E isso é bem ruim já que a principal preocupação da sociedade é economia. 

E por fim, Lula vive um bom momento no seu início de governo e tem muita oportunidade de atingir as mesmas margens históricas de aprovação.

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Cleber Lourenço

Defensor intransigente da política, do Estado Democrático de Direito e Constituição. | Colunista n'O Cafézinho com passagens pelo Congresso em Foco, Brasil de Fato e Revista Fórum | Nas redes: @ocolunista_

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