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Derrubada do veto de Lula à lei das ‘saidinhas’ contou com apoio majoritário de pré-candidatos governistas

Na noite desta terça-feira, a decisão de revogar o veto do presidente Lula à lei que restringe as “saidinhas” dos presos recebeu respaldo da maioria dos deputados federais que se declaram pré-candidatos nas eleições municipais. Dos 79 parlamentares que buscam disputar prefeituras em outubro deste ano, 62% (49) se opuseram ao veto presidencial. Treze deputados […]

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AGÊNCIA CÂMARA

Na noite desta terça-feira, a decisão de revogar o veto do presidente Lula à lei que restringe as “saidinhas” dos presos recebeu respaldo da maioria dos deputados federais que se declaram pré-candidatos nas eleições municipais.

Dos 79 parlamentares que buscam disputar prefeituras em outubro deste ano, 62% (49) se opuseram ao veto presidencial. Treze deputados se ausentaram da sessão, resultando em apenas 20,2% (16) dos pré-candidatos alinhados aos interesses do governo federal.

Chamou atenção o posicionamento de alguns partidos da base de apoio de Lula, que atualmente possuem ministérios.

Parlamentares do Republicanos, União Brasil, MDB e PSB se posicionaram contra o veto ou não estavam presentes no Congresso Nacional durante as votações.

Destaca-se o PSB, partido do vice-presidente Geraldo Alckmin, com três postulantes que adotaram essa postura. Tabata Amaral e Duarte Júnior, pré-candidatos em São Paulo e São Luís, respectivamente, estão inseridos em contextos distintos em relação ao apoio do governo federal às suas candidaturas.

Enquanto Duarte Júnior, integrante do antigo grupo político do ministro do Supremo Tribunal Federal Flávio Dino, recebeu o endosso de Lula para sua campanha, Tabata Amaral está vinculada à federação PT-PV-PCdoB, que lançou Guilherme Boulos como seu candidato na capital paulistana.

Outro membro do PSB, o ex-prefeito de Curitiba Luciano Ducci, que recebeu apoio formal do PT para retornar ao Executivo municipal, também se absteve da votação, o que gerou descontentamento na militância devido a seus posicionamentos passados, como o voto a favor do impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff.

Dentro do próprio PT, houve divergências em relação ao Palácio do Planalto. Maria do Rosário, que concorre à eleição em Porto Alegre, votou contra o veto, enquanto cinco petistas que também buscam legenda no pleito de outubro não estiveram presentes na sessão.

Nos principais colégios eleitorais do país – Rio de Janeiro, São Paulo e Minas Gerais -, a maioria dos pré-candidatos parlamentares também votou pela derrubada do veto.

As exceções ficam por conta dos representantes do PSOL, Tarcísio Motta e Guilherme Boulos, que se opuseram à medida.

Na capital fluminense, Alexandre Ramagem (PL) e Marcelo Queiroz (PP) também se posicionaram contra os interesses de Lula, enquanto Otoni de Paula (MDB) não votou devido ao falecimento de seu pai, o deputado estadual Otoni de Paula Pai, no dia anterior.

Em Belo Horizonte, os dois parlamentares que disputam os votos da esquerda na capital mineira, Duda Salabert (PDT) e Rogério Correia (PT), manifestaram-se pela manutenção do veto.

Com informações do Globo

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