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MST chega a Rio Bonito do Iguaçu (PR) para ajudar famílias atingidas por tornado

Cerca de 90% das construções ficaram destruídas no município paranaense após a passagem do tornado O Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) enviou um grupo de militantes para ajudar as famílias atingidas pelo tornado que devastou cidades do centro-sul do Paraná no último fim de semana. Em Rio Bonito do Iguaçu, um dos municípios […]

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Diangela Menegazzi/ Comunicação Jornada de Agroecologia

Cerca de 90% das construções ficaram destruídas no município paranaense após a passagem do tornado

O Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) enviou um grupo de militantes para ajudar as famílias atingidas pelo tornado que devastou cidades do centro-sul do Paraná no último fim de semana. Em Rio Bonito do Iguaçu, um dos municípios mais arrasados pelas tempestades, 90% das construções ficaram destruídas. No local, foram registrados ventos de até 250 quilômetros por hora.

“Estamos nos somando aqui nessa atividade de solidariedade depois do ocorrido aqui em Rio Bonito. Viemos com uma equipe, com a cozinha solidária, que já tem sido uma prática no Rio Grande do Sul e em outros espaços do MST a nível nacional”, disse o representante do movimento no estado gaúcho, Sérgio Reis Marques. “Viemos sem data pra voltar, estamos à disposição e queremos produzir comida de verdade, com saúde e com muito amor.”

A ida da brigada a regiões em situação de vulnerabilidade se tornou uma prática dentro do movimento, que já esteve presente nas cidades gaúchas devastadas pelas enchentes de 2024 até em locais da Faixa de Gaza, que sofre com o genocídio praticado por Israel. “Essa é a essência do MST: solidariedade como um direito, como uma prática, um dever e, mais do que tudo, como uma ação de amor ao próximo”, afirma Marques.

O representante do MST também afirma que condições climáticas como aquelas que foram registradas ao longo do fim de semana no Sul tendem a ser mais frequentes devido às mudanças climáticas, tema sobre o qual o movimento vem se debruçando não só nas práticas agroecológicas como em debates pelo território nacional.

“A crise ambiental tende a ser cada vez mais recorrente. Ela é o reflexo da ação do homem sobre a natureza. É decorrência de um modelo de agricultura que explora, que vaza, que destrói, que termina com as matas. Então, além da solidariedade, faz parte também discutir que modelo de agricultura e que modelo de ação o homem precisa ter em relação à natureza. Porque essa natureza tem nos mostrado que tudo que vai, volta e tem seu retorno. Quando a prática é danosa, ela retorna de forma danosa”, acrescenta.

“Precisamos mudar as nossas práticas, o modelo de agricultura… E, quando eu falo em modelo de agricultura, estou falando da prática nociva do agronegócio em relação à agroecologia, que é uma referência de produção limpa, mas também de respeito com e para a natureza”, conclui Marques.

Em Rio Bonito do Iguaçu, pontos de apoio emergencial foram montados para atender as famílias atingidas. No Ginásio de Esportes Campo do Bugre funciona o centro de acolhimento, triagem e cadastro dos atingidos. Os donativos estão concentrados no Ginásio dos Bancários de Laranjeiras do Sul.

Publicado originalmente pelo Brasil de Fato em 10/11/2025

Edição: Luís Indriunas

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