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Maioria dos americanos rejeita uso da força para tomar a Groenlândia, aponta pesquisa

A maioria dos americanos se opõe de forma ampla à possibilidade de uso da força militar pelos Estados Unidos para assumir o controle da Groenlândia, segundo a mesma pesquisa CBS News/YouGov divulgada neste sábado (18). A rejeição atravessa linhas partidárias e inclui a maior parte dos eleitores alinhados ao movimento MAGA, grupo que historicamente apoiou […]

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Imagem: Reprodução/Casa Branca

A maioria dos americanos se opõe de forma ampla à possibilidade de uso da força militar pelos Estados Unidos para assumir o controle da Groenlândia, segundo a mesma pesquisa CBS News/YouGov divulgada neste sábado (18). A rejeição atravessa linhas partidárias e inclui a maior parte dos eleitores alinhados ao movimento MAGA, grupo que historicamente apoiou ações militares do presidente Donald Trump em outros contextos internacionais.

O levantamento revela que, embora muitos americanos acreditem que os Estados Unidos tenham interesses estratégicos na Groenlândia, a ideia de recorrer à força é vista como inaceitável. A maior parte dos entrevistados avalia que uma ação desse tipo provocaria instabilidade global e poderia levar os Estados Unidos a se afastarem da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan), fatores diretamente associados à oposição à proposta.

Há também uma divisão nas percepções sobre os possíveis ganhos de uma tomada da ilha. Parte dos entrevistados acredita que o controle da Groenlândia serviria como demonstração de poder diante da Rússia e da China e garantiria acesso a recursos naturais estratégicos. Ainda assim, essas avaliações positivas não superam o receio majoritário de consequências geopolíticas negativas.

Mesmo entre aqueles que rejeitam uma ação militar, a maioria dos republicanos afirma que Trump fortaleceu a posição internacional dos Estados Unidos. Ainda assim, o pessimismo predomina quando o tema é a perspectiva de paz e estabilidade global em 2026 sob as atuais diretrizes da política externa americana.

A pesquisa também avaliou opiniões sobre a possibilidade de ações militares em outros cenários, como o Irã, onde a oposição ao uso da força é igualmente elevada. Esse contexto internacional contribui para uma visão cautelosa do eleitorado em relação a novas intervenções, especialmente em regiões estratégicas e sensíveis do ponto de vista diplomático.

O levantamento ouviu 2.523 adultos em todo o país entre 14 e 16 de janeiro de 2026 e tem margem de erro de 2,3 pontos percentuais.

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Lucas Allabi

Jornalista em formação pela PUC-SP e apaixonado pelo Sul Global. Escreve principalmente sobre política e economia. Instagram: @lu.allab

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