Esta é a avaliação do senador Alessandro Vieira, relator da CPI
Para o relator da CPI do Crime Organizado, senador Alessandro Vieira (MDB-SE), as prisões do dono do Banco Master, Daniel Vorcaro, e do empresário Fabiano Zettel, cunhado de Vorcaro, fortalecem as investigações do colegiado.
Segundo Alessandro, a possível existência de uma milícia privada do banqueiro, com ameaças a rivais e jornalistas, acesso a dados sigilosos e contato com autoridades dos três Poderes, reforça as conexões do caso com o crime organizado.
Ambos foram presos pela Polícia Federal, em nova fase da Operação Compliance Zero.
A CPI pode quebrar os sigilos fiscal, telefônico e telemático de Zettel, caso os senadores aprovem os REQs 212/2026 – CPICrime e 213/2026 – CPICrime.
Também há pedidos de quebra de sigilo de Luiz Philippi Machado de Moraes Mourão, que tem o apelido de “Sicário” (REQ 244/2026 – CPICrime). Ele foi também foi preso na quarta-feira (4) pela Polícia Federal, suspeito de coordenar um grupo para intimidar adversários de Vorcaro, e tentou se matar na Superintendência da Polícia Federal em Belo Horizonte. No momento, está internado em estado grave no Hospital João XXIII, na capital mineira.
Ainda devem ser convocados:
- Ana Claudia Queiroz de Paiva e Marilson Roseno da Silva, acusados de envolvimento com o grupo (REQ 241/2026 – CPICrime e REQ 242/2026 – CPICrime);
- Paulo Sérgio Neves de Souza e Bellini Santana, servidores do Banco Central investigados por suposto aliciamento a Vorcaro (REQ 231/2026 – CPICrime e REQ 232/2026 – CPICrime);
- O empresário Vladimir Timerman e o ex-senador Pedro Taques (MT), que denunciaram o Banco Master antes das investigações, podem ser convocados para contribuir com a CPI (REQ 210/2026 – CPICrime e REQ 215/2026 – CPICrime).
Com informações da Agência Senado em 06/03/2026


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