O Brasil registrou um volume expressivo de violência contra jornalistas em 2025, com uma média de 2,5 mil agressões virtuais diárias direcionadas a profissionais da imprensa.
O dado foi divulgado em um relatório da Associação Brasileira de Emissoras de Rádio e Televisão (Abert), que também apontou 66 casos de violência não letal contra jornalistas e veículos de comunicação, envolvendo pelo menos 80 pessoas.
Apesar de uma redução em relação a 2024, a frequência dos ataques, especialmente no ambiente digital, continua em patamares elevados.
Os episódios de violência física representam 39% dos casos documentados, configurando uma ameaça constante aos profissionais.
A região Sudeste concentrou a maior parte das ocorrências, com 38% do total, seguida pelo Centro-Oeste e Nordeste.
O relatório, apresentado pelo presidente da Abert, Cristiano Lobato Flôres, no dia 7 de abril, em celebração ao Dia do Jornalista, revelou ainda um aumento de 40% nas intimidações, com dez casos registrados.
Houve também um crescimento de 57% nas ameaças de morte, detenções e episódios de censura em comparação com o ano anterior.
No ambiente online, a empresa Bites, especializada em análise de dados, contabilizou cerca de 900 mil ataques à imprensa ao longo de 2025, consolidando a internet como o principal espaço de hostilidade contra o jornalismo.
Ferramentas de inteligência artificial, como ChatGPT, Claude, Gemini e Grok, foram citadas no documento como instrumentos utilizados para amplificar percepções negativas sobre a imprensa, seja por meio de consultas direcionadas ou manipulação de conteúdos.
O relatório também identificou que as críticas mais frequentes à mídia estão relacionadas a supostos posicionamentos ideológicos e à seleção de pautas, que muitas vezes priorizam determinados temas em detrimento de outros.
Esse cenário de tensão se intensifica com a proximidade das eleições de 2026, em um momento de polarização política acentuada.
A proteção ao trabalho jornalístico, diante de tais desafios, torna-se um ponto central para a garantia de informação confiável e plural, especialmente em períodos de disputa política acirrada.
Para mais detalhes sobre o levantamento, confira a cobertura completa no portal Carta Capital.


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