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Pequenos reatores nucleares podem resolver a crise energética da UE?

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Imagem gerada por IA pelo Flux Pro (fal.ai), a partir de prompt do Cafezinho. 08/04/2026 03:46

A segurança energética voltou a ser uma prioridade urgente na União Europeia, à medida que a guerra na Ucrânia expôs a vulnerabilidade dos Estados-membros a choques abruptos no fornecimento de gás e petróleo. Renováveis já fornecem quase metade da eletricidade da UE — mas não resolvem sozinhas o problema da energia de base. É nessa lacuna que os Reatores Modulares Pequenos (SMRs), com capacidade de até 300 MW cada, podem se tornar uma solução viável.

A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, declarou recentemente que o afastamento da Europa da energia nuclear foi um “erro estratégico”. Bruxelas agora considera financiamento adicional para o setor nuclear, priorizando a implantação dos SMRs até o início da década de 2030. Mesmo na Alemanha, que desligou completamente seus reatores, o debate sobre o retorno à energia nuclear está em alta. O chanceler Friedrich Merz afirmou que a eliminação do nuclear foi um “erro estratégico sério”, mas “irreversível”. Contudo, Markus Söder, premiê da Baviera, defende uma “nova era da energia nuclear” e planeja construir SMRs em seu estado.

Os SMRs são plantas nucleares de próxima geração, projetadas para produzir menos de 300 MW de eletricidade. Defensores afirmam que eles serão mais baratos, rápidos e seguros de implantar do que os reatores tradicionais. No entanto, críticos apontam que essa renovada atenção ao nuclear na UE é uma “estratégia equivocada”. Segundo M. V. Ramana, professor da Universidade da Colúmbia Britânica, os SMRs acabam custando mais por unidade de energia do que os grandes reatores tradicionais. Luke Haywood, do Escritório Europeu de Meio Ambiente, critica o investimento em novos nucleares como uma “distração custosa”, argumentando que são lentos, caros e arriscados.

Apesar do crescimento das fontes renováveis, que agora fornecem quase metade da eletricidade do bloco, a energia nuclear é vista por alguns como essencial para fornecer energia de base consistente. Malwina Qvist, diretora do Programa de Energia Nuclear da ONG Clean Air Task Force, destaca que, sem uma fonte firme e limpa de energia, os países inevitavelmente recorrem aos combustíveis fósseis. Ela aponta que os SMRs, com seu design modular e menores custos iniciais, são especialmente adequados para setores industriais que precisam de calor confiável, como o de produtos químicos e cimento.

Por outro lado, críticos como Haywood argumentam que a energia nuclear não é compatível com um sistema energético dominado por eólica e solar, que exigem flexibilidade e plantas que possam aumentar e diminuir a produção rapidamente. Ramana também enfatiza a gestão da demanda, o armazenamento expandido de baterias e a geração flexível como caminhos mais promissores.

Em termos de segurança, os SMRs são considerados por alguns como mais seguros devido à sua menor capacidade e sistemas de segurança passiva. No entanto, Sara Beck, da Sociedade para a Segurança de Instalações e Reatores da Alemanha, alerta que ainda há desafios substanciais a serem superados. A falta de um design padrão e o uso de novos materiais introduzem desafios específicos de segurança.

Conforme a Europa enfrenta tensões de segurança energética em um cenário geopolítico e econômico em rápida mudança, o debate sobre o papel da energia nuclear continua intenso. A criação de um programa bem executado de SMRs na UE poderia transformar a indústria nuclear europeia, assim como a Airbus fez pela aviação, mas a falta de uma oferta competitiva pode deixar o campo livre para rivais geopolíticos.

Para mais detalhes sobre o debate em torno dos SMRs, consulte o artigo completo da DW.

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