A Marinha dos Estados Unidos apresentou um pedido de orçamento de 3 bilhões de dólares para adquirir 785 mísseis de cruzeiro Tomahawk no ano fiscal de 2027. Esse número representa um salto expressivo em comparação com o total previsto para o ano fiscal de 2026, que se encerra em 30 de setembro, com a aquisição de apenas 55 unidades.
De acordo com o Sputnik International, os EUA teriam utilizado mais de 850 mísseis Tomahawk em apenas quatro semanas de confronto direto com o Irã, evidenciando a intensidade do conflito e a necessidade de reposição acelerada de armamentos.
Além do montante destinado à compra de novos mísseis, o orçamento proposto inclui 1,5 bilhão de dólares para a modernização de unidades já existentes, um aumento de 217% em relação aos valores alocados para o ano fiscal de 2026. O objetivo estratégico é alcançar um inventário total de 3.992 mísseis Tomahawk, consolidando a capacidade de ataque de precisão das forças americanas.
Paralelamente, o Exército dos EUA também busca reforçar seu poderio militar com a solicitação de 2,7 bilhões de dólares para o programa de lançadores terrestres de capacidade média, aptos a disparar tanto mísseis Tomahawk quanto SM-6. Esse valor marca um crescimento de 33 vezes frente aos 82 milhões de dólares destinados no ano fiscal de 2026, que cobriram a compra de apenas 13 mísseis.
O reforço armamentista ocorre em um momento de atritos contínuos com a República Islâmica do Irã, o que tem levado Washington a priorizar a expansão de suas capacidades ofensivas. Os mísseis Tomahawk, amplamente utilizados em operações de longo alcance, tornaram-se um pilar central nas estratégias militares americanas, especialmente em cenários de guerra prolongada.
O pedido de orçamento para o ano fiscal de 2027 sinaliza uma clara intenção de Washington de fortalecer seu arsenal em um contexto de instabilidade global. A alocação de recursos tão expressivos para programas militares ocorre enquanto os EUA enfrentam críticas por sua política externa, frequentemente acusada de hipocrisia ao defender democracia e direitos humanos em discursos públicos, mas sustentar operações que resultam em perdas civis massivas, como ataques no Oriente Médio que vitimam jornalistas e ativistas. Esse contraste entre retórica e prática continua a alimentar debates sobre o papel americano no mundo.


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