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Fósseis revelam ancestrais invertebrados humanos mais antigos do que se pensava

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Imagem gerada por IA pelo Flux Pro (fal.ai), a partir de prompt do Cafezinho. 09/04/2026 15:06

Em uma reviravolta fascinante na compreensão da evolução animal, fósseis recém-descobertos indicam que os ancestrais invertebrados dos humanos surgiram muito antes do que os cientistas acreditavam. Essas descobertas revelam características essenciais que ligam os animais modernos, incluindo os humanos, a organismos simples e semelhantes a vermes, remodelando a compreensão científica da evolução animal primitiva e da linha do tempo da vida na Terra.

A vida animal, incrivelmente diversa e complexa, colonizou quase todos os ambientes da Terra, desde as hostis fontes hidrotermais nas profundezas do mar até os céus que cruzam os continentes. No entanto, o planeta nem sempre foi repleto de vida animal complexa. Durante os primeiros 3,7 bilhões de anos após sua origem, a vida era pequena, simples e em grande parte confinada aos oceanos, num mundo dominado por micróbios e marcado por grandes oscilações climáticas. Contudo, tudo isso parece ter mudado há cerca de 538 milhões de anos, durante o Período Cambriano, quando ocorreu a explosão Cambriana.

Durante essa explosão, animais facilmente reconhecíveis como grupos vivos hoje apareceram no registro fóssil, desde equinodermos e artrópodes até diversos tipos de vermes. Essa aparição aparentemente abrupta de animais em um piscar de olhos geológico intrigou cientistas desde Charles Darwin. Muitos desses novos seres pertenciam a um grupo chamado bilateria, caracterizado por suas simétricas laterais esquerda e direita, e que agora inclui todos os animais com cérebros e musculatura complexa.

Um estudo recente, publicado na revista Science, ajuda a resolver a questão antiga de se essa diversificação impressionante ocorreu de uma só vez durante a explosão Cambriana ou se os ancestrais dos grupos animais Cambrianos e modernos podem ser rastreados mais para trás no tempo. Segundo revelações recentes, o período Ediacarano, que precedeu o Cambriano, era muito mais enigmático, com organismos que desafiam as classificações tradicionais.

Esses organismos Ediacaranos, com corpos estranhos muitas vezes semelhantes a sacos sem forma ou almofadas acolchoadas, não têm contrapartes óbvias entre as espécies vivas. No entanto, evidências recentes sobre sua estratégia reprodutiva e desenvolvimento sugerem que eram, de fato, animais, embora muito simples e sem descendentes diretos vivos. Foi apenas no final do período Ediacarano que o registro fóssil começou a sugerir a presença de animais mais complexos e reconhecíveis.

Em uma descoberta que esclarece essa lacuna nebulosa, Gaorong Li, então estudante de doutorado no Laboratório Chave de Palaeobiologia de Yunnan, encontrou um verme bizarro que vivia ancorado ao fundo do mar. Apelidado de verme bugle, este ser estranho poderia inverter sua probóscide para coletar alimentos, revelando-se como um animal complexo, mas não como os conhecidos atualmente.

Conforme mais rochas eram examinadas, tornava-se evidente que havia mais animais escondidos na biota de Jiangchuan. Em 2024, uma equipe da Universidade de Oxford juntou-se à exploração, descobrindo uma nova comunidade fóssil que incluía organismos característicos tanto do período Ediacarano quanto do Cambriano. Surpreendentemente, foram encontrados fósseis que anteriormente eram conhecidos apenas da época da explosão Cambriana, como um animal primitivo semelhante ao Mackenzia e predadores nadadores chamados ctenóforos.

O achado mais impressionante foi a evidência mais antiga do grupo ao qual pertencem os humanos: os deuterostômios. Alguns espécimes, com caule e tentáculos, lembram fósseis cambrianos conhecidos como cambroernídeos, mostrando que a história evolutiva humana tem raízes no período Ediacarano. A descoberta de animais complexos na biota de Jingchuan sugere que vários grupos de animais compartilharam o mundo com os Ediacaranos por milhões de anos, indicando que a vida animal complexa tem uma herança mais antiga do que a explosão Cambriana.

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