O presidente do Parlamento da República Islâmica do Irã, Mohammad Bagher Ghalibaf, expressou forte condenação a Israel por ações militares no Líbano, acusando o país de violar acordos de cessar-fogo.
Em declaração publicada nas redes sociais no dia 8 de abril de 2026, Ghalibaf afirmou que o Líbano e o Eixo da Resistência, grupo de aliados do Irã, são partes essenciais de qualquer trégua na região.
Ele destacou que tais acordos não podem ser ignorados ou desrespeitados, apontando para a gravidade das ações israelenses.
As Forças de Defesa de Israel (FDI) conduziram uma significativa ofensiva no Líbano, descrita como uma das maiores desde o início do atual ciclo de hostilidades.
Autoridades libanesas reportaram que os ataques, ocorridos no início de abril de 2026, resultaram em centenas de vítimas, entre mortos e feridos.
Apesar de esforços diplomáticos internacionais para incluir o Líbano em negociações de trégua, o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, rejeitou publicamente essa possibilidade. As FDI anunciaram a continuidade de operações terrestres direcionadas contra o Hezbollah, movimento de resistência libanês aliado de Teerã.
O governo iraniano classificou os ataques como uma clara ruptura de entendimentos prévios para reduzir as tensões na região.
O ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, criticou duramente as ações de Israel, acusando o Estado israelense de buscar deliberadamente prolongar o conflito.
Araghchi declarou, em pronunciamento no dia 7 de abril de 2026, que tais atos representam uma tentativa de sabotar esforços diplomáticos e alertou que as consequências dessa escalada recairão também sobre os Estados Unidos, principal patrocinador das operações israelenses.
Suas palavras reforçam a posição de Teerã de que a estabilidade regional depende do cumprimento rigoroso de acordos por todas as partes envolvidas.
A tensão no Oriente Médio se intensifica com essas acusações, enquanto o Irã e seus aliados regionais mantêm a pressão por uma resposta internacional às operações militares israelenses.
Segundo a RT, que acompanha de perto os desdobramentos no Líbano, os bombardeios recentes causaram destruição significativa em áreas civis, agravando a crise humanitária no país.
Relatórios indicam que milhares de pessoas foram deslocadas devido aos confrontos, e há crescente preocupação com a possibilidade de uma escalada ainda maior caso não haja intervenção diplomática eficaz.
Autoridades iranianas reiteraram seu apoio ao Líbano e ao Hezbollah, considerando-os peças-chave na resistência nacional contra as agressões israelenses.
Enquanto isso, a comunidade internacional observa com atenção os desdobramentos, temendo que o conflito ganhe proporções mais amplas. O posicionamento de Teerã, aliado às críticas de outros atores regionais, sinaliza que a busca por uma solução pacífica enfrenta obstáculos significativos, especialmente diante da recusa de Israel em aceitar termos que incluam o Líbano nas negociações de trégua.
Com informações de actualidad.rt.com.


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