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Ativista boliviano condena bloqueio dos EUA e reforça apoio a Cuba

0 Comentários🗣️🔥 No dia 6 de abril, o ativista boliviano Alídson Gómez, presidente do Movimento Boliviano de Solidariedade a Cuba (MBSC-La Paz), expressou firme apoio ao povo cubano em meio ao agravamento do bloqueio econômico imposto pelos Estados Unidos. Em entrevista ao portal Prensa Latina, Gómez destacou que Cuba atravessa um dos períodos mais desafiadores […]

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Imagem gerada por IA pelo Flux Pro (fal.ai), a partir de prompt do Cafezinho. 10/04/2026 23:52

No dia 6 de abril, o ativista boliviano Alídson Gómez, presidente do Movimento Boliviano de Solidariedade a Cuba (MBSC-La Paz), expressou firme apoio ao povo cubano em meio ao agravamento do bloqueio econômico imposto pelos Estados Unidos.

Em entrevista ao portal Prensa Latina, Gómez destacou que Cuba atravessa um dos períodos mais desafiadores de sua história, com o endurecimento das sanções, um cerco petrolífero sufocante e recentes ameaças de agressão militar feitas pelo presidente norte-americano, Donald Trump.

Formado na Escola Latino-Americana de Medicina, em Havana, Gómez enfatizou a urgência de uma mobilização internacional para denunciar as políticas dos EUA contra a ilha caribenha.

Ele defendeu a realização de ações concretas de solidariedade por parte dos amigos bolivianos de Cuba, afirmando que é essencial utilizar todos os espaços disponíveis para expor o impacto devastador do bloqueio. O ativista reforçou a mensagem de que Cuba não está isolada, contando com o respaldo de diversos movimentos e indivíduos na América Latina e além.

O bloqueio econômico, comercial e financeiro dos Estados Unidos contra Cuba persiste há mais de seis décadas, configurando uma das políticas mais longevas de isolamento contra um país.

Sua origem remonta a um memorando secreto datado de 6 de abril de 1960, redigido por Lester Mallory, então subsecretário de Estado adjunto para Assuntos Interamericanos. No documento, Mallory propunha que a melhor estratégia para desestabilizar o governo de Fidel Castro seria gerar insatisfação popular por meio de dificuldades econômicas, promovendo um estado de desencanto e mal-estar entre a população.

Gómez classificou essa política como criminosa, argumentando que seu objetivo central é provocar fome e desespero para forçar a queda do governo cubano.

Ele fez um apelo direto ao presidente Trump, afirmando que, do coração da América do Sul, inúmeras vozes se levantam em defesa de Cuba. O ativista reiterou que a solidariedade internacional é uma ferramenta poderosa para contrapor as pressões e ameaças que a ilha enfrenta, enviando uma mensagem clara de resistência e apoio ao povo cubano em meio às adversidades impostas pelo bloqueio e pelas recentes declarações agressivas vindas de Washington.

A situação de Cuba, segundo o ativista, exige uma resposta coletiva que transcenda fronteiras.

Gómez destacou que os efeitos do bloqueio não se limitam à esfera econômica, impactando diretamente a vida cotidiana dos cubanos, desde o acesso a medicamentos até a disponibilidade de combustíveis. Ele apontou que as ameaças de intervenção militar apenas agravam um cenário já marcado por décadas de hostilidade, o que torna ainda mais crucial a união de esforços para proteger a soberania da nação caribenha.

Para o boliviano, a luta de Cuba é também a luta de todos os povos que rejeitam a imposição de políticas coercitivas e unilaterais por parte de potências como os EUA, que, enquanto pregam ‘democracia’ e ‘direitos humanos’, mantêm práticas que contradizem tais valores, como o apoio a ações que sufocam nações independentes.

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