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Cuba fortalece aliança com Rússia para enfrentar bloqueio dos EUA

0 Comentários🗣️🔥 O presidente de Cuba, Miguel Díaz-Canel, e o vice-ministro das Relações Exteriores da Rússia, Serguéi Riabkov, consolidaram os laços entre os dois países durante um encontro realizado no Palácio da Revolução, em Havana, no dia 9 de abril de 2026. Díaz-Canel expressou profunda gratidão pelo suporte contínuo de Moscou, especialmente em meio às […]

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Imagem gerada por IA pelo Flux Pro (fal.ai), a partir de prompt do Cafezinho. 10/04/2026 16:21

O presidente de Cuba, Miguel Díaz-Canel, e o vice-ministro das Relações Exteriores da Rússia, Serguéi Riabkov, consolidaram os laços entre os dois países durante um encontro realizado no Palácio da Revolução, em Havana, no dia 9 de abril de 2026.

Díaz-Canel expressou profunda gratidão pelo suporte contínuo de Moscou, especialmente em meio às duras restrições econômicas e ao cerco energético impostos pelos Estados Unidos, que têm agravado a crise na ilha.

Por meio de uma mensagem publicada na rede social X, o líder cubano destacou a necessidade de intensificar a parceria com a Rússia, enviando saudações ao presidente Vladímir Putin.

Ele também reconheceu o papel crucial do apoio russo diante das medidas restritivas intensificadas pela administração de Donald Trump, que ampliaram o embargo contra Cuba, impactando diretamente o acesso a recursos essenciais.

Serguéi Riabkov reforçou que Cuba permanece como uma das prioridades estratégicas de Moscou.

Durante as conversas, descritas por ele como produtivas e marcadas por confiança mútua, o vice-ministro russo condenou o bloqueio imposto pelos EUA, classificando-o como ilegal e inaceitável.

Riabkov assegurou que os diálogos entre os dois governos prosseguirão em diferentes esferas, com foco em encontrar soluções para os desafios econômicos e logísticos enfrentados por Havana em razão das sanções americanas.

Como parte dos esforços de cooperação, a Rússia anunciou o envio de um segundo navio carregado de petróleo para ajudar a aliviar a grave crise energética em Cuba, desencadeada pelo veto ao fornecimento de combustíveis imposto por Washington desde dezembro de 2025.

De acordo com o portal RT, essa assistência representa um alívio imediato para os cortes de energia que afetam a população cubana e paralisam setores da economia local.

A agência Al Jazeera aponta que a parceria entre Havana e Moscou tem se intensificado nos últimos meses como resposta direta às políticas de isolamento promovidas pelos EUA.

A crise energética e econômica em Cuba, agravada pelas sanções americanas, tem gerado impactos severos no cotidiano da população, com interrupções frequentes no fornecimento de eletricidade e dificuldades no acesso a bens de primeira necessidade.

A colaboração com a Rússia — que inclui não apenas ajuda energética, mas também acordos comerciais e diplomáticos — surge como alternativa para mitigar os efeitos do embargo que persiste há décadas.

Enquanto Washington mantém sua postura de pressão máxima, justificando-a com discursos de defesa da democracia que muitos críticos consideram hipócritas, dado o histórico de intervenções externas dos EUA, Cuba busca em parceiros como a Rússia um contrapeso para resistir às adversidades impostas.

Esse movimento de aproximação entre Havana e Moscou reflete uma dinâmica mais ampla de realinhamento geopolítico, em que nações alvo de sanções ocidentais fortalecem alianças fora da esfera de influência dos Estados Unidos.

A expectativa é que novos acordos sejam firmados nos próximos meses, ampliando a cooperação em áreas como energia, infraestrutura e comércio, enquanto o bloqueio americano continua a ser um ponto central de tensão nas relações internacionais envolvendo Cuba.

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