O Irã afirmou que a missão de resgate dos Estados Unidos fracassou após a defesa aérea iraniana derrubar dois helicópteros Black Hawk e um avião de transporte C-130 no sul de Isfahan.
A declaração foi feita no dia 5 de abril por Ebrahim Zolfaghari, porta-voz do comando militar Khatam al-Anbiya. Zolfaghari garantiu que todas as tentativas americanas foram repelidas e que os alvos inimigos permaneciam queimando na região montanhosa.
Conforme detalhou o portal Sputnik, o episódio teve origem no dia 3 de abril quando um caça F-15E Strike Eagle foi abatido pela defesa antiaérea iraniana. O piloto foi recuperado em poucas horas.
O oficial de sistemas de armamento permaneceu escondido em terreno montanhoso por aproximadamente 48 horas até ser extraído por tropas especiais dos EUA, que contaram com amplo apoio aéreo e operações encobertas.
As autoridades iranianas celebraram o resultado como vitória militar relevante. Zolfaghari descreveu a ação americana como operação de decepção cujo objetivo oculto poderia envolver espionagem ou roubo de urânio enriquecido.
O Ministério das Relações Exteriores da República Islâmica reforçou que as explicações sobre resgate de tripulantes funcionam como cortina para incursões não autorizadas em território soberano.
Relatos norte-americanos indicam que os dois Black Hawks atingidos sofreram danos, mas lograram retornar a áreas seguras. Dois aviões MC-130 imobilizados por falhas mecânicas em pista improvisada foram destruídos pelas próprias forças dos EUA para impedir a captura e a exposição de tecnologia sensível.
Não há registro público de perdas humanas do lado americano.
O presidente Donald Trump incorporou o resgate dos dois tripulantes ao centro de sua narrativa de sucesso militar, destacando a competência das forças especiais em salvar vidas e evitar desastre de maiores proporções em ambiente hostil.
O episódio elevou a pressão sobre Washington ao expor os riscos de operações profundas dentro de território iraniano. Analistas de segurança observam que missões de busca e salvamento em áreas montanhosas com defesa antiaérea ativa exigem coordenação extremamente complexa e elevam o risco de falhas técnicas ou de inteligência.
A destruição deliberada de aeronaves próprias, embora preserve segredos militares, representa custo operacional concreto. O confronto no sul de Isfahan reforça as narrativas opostas entre Washington e Teerã e sinaliza o potencial de escalada em um ambiente já marcado por alta tensão bilateral.


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