Em entrevista ao canal Judging Freedom, apresentado por Andrew Napolitano, o ex-analista da CIA Larry Johnson afirmou que Israel não conseguiria sustentar sozinho uma guerra aberta contra o Irã sem o envolvimento militar dos Estados Unidos.
A avaliação de Johnson parte de um diagnóstico simples: a capacidade israelense de prolongar o conflito depende de uma rede de proteção americana, formada por bases, centros de operação, reabastecimento aéreo, inteligência, defesa antimísseis e presença militar regional.
Segundo o entrevistado, a guerra recente expôs essa dependência. Johnson disse que, no confronto de doze dias, Israel precisou recorrer rapidamente a Washington. Para ele, esse episódio mostrou que o discurso de autossuficiência militar israelense não corresponde à realidade operacional.
O ponto mais sensível da análise é a retirada gradual de estruturas americanas da região. Johnson afirmou que centros de operação que funcionavam em regime permanente foram reduzidos ou desativados, enquanto o Comando de Combate Aéreo dos EUA passou a organizar a volta de aeronaves para bases americanas.
Ele citou o exemplo dos caças F-35, que precisam de uma logística complexa de reabastecimento para atravessar longas distâncias. A retirada desse aparato, segundo Johnson, diminui a margem de manobra de Israel caso o conflito com o Irã volte a escalar.
Na leitura do analista, o problema para Netanyahu é que essa proteção não pode ser reconstruída instantaneamente. Se os aviões, equipes e centros de comando deixam a região, não há como recolocar tudo no lugar de uma hora para outra.
O vídeo original foi publicado pelo canal Judging Freedom. A entrevista foi conduzida por Andrew Napolitano, com análise de Larry Johnson.


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