A Anvisa suspendeu, no dia 10 de abril, a comercialização, a distribuição e a importação das fitas-teste para monitor de glicose da marca Bioland, assim como do próprio medidor, produzidos pela Controller Comércio e Serviços Ltda.
A medida cautelar abrange todos os lotes fabricados a partir de 16 de março e resulta de inspeção realizada em fevereiro que detectou descumprimento das normas de boas práticas de fabricação de dispositivos médicos.
Essas normas regulam de forma obrigatória o controle de qualidade e a segurança ao longo de todo o ciclo produtivo, desde a seleção de materiais até os testes finais dos equipamentos.
Para pacientes que dependem do monitoramento constante da glicemia, o impacto da decisão é direto, uma vez que falhas no processo produtivo podem gerar erros de calibração, rotulagem ou durabilidade, comprometendo a precisão das leituras.
Resultados inexatos representam risco elevado de hipoglicemia ou hiperglicemia ao induzir ajustes equivocados em medicamentos e tratamentos.
Os usuários que possuem os dispositivos devem examinar com atenção a data de fabricação ou o número do lote na embalagem e interromper o uso imediato caso o produto seja posterior a 16 de março, buscando junto ao fabricante ou ao estabelecimento de venda orientações sobre devolução, substituição ou reembolso, conforme detalhado no portal da Anvisa em seu comunicado oficial.
A agência também proibiu a fabricação, a importação, a propaganda, o uso, a venda e a distribuição de cinco produtos da empresa Ben-Hur Comércio de Importação e Exportação Ltda.
Os itens afetados são o Sculptlift Pro, o Rejuvelift Pro, o Lift Contour, o Diamond Pro e a Máscara Lumimask, que não contam com registro junto ao órgão regulador, enquanto o estabelecimento que os anuncia opera sem autorização de funcionamento.
A dupla ação reforça a fiscalização sobre dispositivos de uso domiciliar e estético, garantindo que apenas produtos regulares cheguem aos consumidores.
A precisão dos medidores de glicose constitui elemento central no manejo do diabetes, condição que afeta grande parcela da população e exige monitoramento diário confiável para manutenção do equilíbrio metabólico.
Dispositivos que não atendem aos padrões sanitários podem agravar quadros clínicos e gerar custos adicionais ao sistema de saúde.
No caso dos equipamentos estéticos, a ausência de registro sinaliza risco de ineficácia ou efeitos adversos à pele e aos tecidos expostos durante os procedimentos prometidos pelos aparelhos.
Empresas como a Controller Comércio e Serviços Ltda e a Ben-Hur Comércio de Importação e Exportação Ltda deverão promover correções imediatas em processos produtivos e documentação antes de qualquer retomada comercial.
A Anvisa mantém vigilância contínua sobre o setor de dispositivos médicos e cosméticos com o objetivo de elevar os critérios de registro, produção e pós-mercado.
Consumidores são orientados a conferir sempre a regularidade dos produtos junto aos canais oficiais do órgão antes de adquirir ou utilizar novos itens destinados ao controle de condições crônicas ou a tratamentos de estética.
Essa determinação integra o conjunto de medidas adotadas pela agência para fortalecer a proteção à saúde pública, especialmente em segmentos sensíveis como o monitoramento glicêmico e os procedimentos não invasivos.
A regularização plena dos processos fabris constitui exigência inegociável para que os produtos voltem ao mercado com plenas garantias de qualidade e segurança para todos os usuários.
Com informações de metropoles.com.


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