Pesquisa do Datafolha mostra que 59% dos brasileiros apoiam que Jair Bolsonaro cumpra pena em prisão domiciliar. Outros 37% defendem a volta ao regime fechado.
O levantamento revela uma maioria clara a favor da permanência do ex-presidente em casa, embora uma parcela significativa ainda prefira punição mais dura.
Os números centrais são diretos:
- 59% apoiam prisão domiciliar
- 37% defendem regime fechado
- 5% não souberam opinar
A pesquisa ouviu 2.004 pessoas em 137 cidades, entre os dias 7 e 9 de abril, com margem de erro de 2 pontos percentuais.
O resultado ocorre após a decisão do STF que colocou Bolsonaro em prisão domiciliar por tempo determinado, com restrições como uso de tornozeleira eletrônica, limitação de visitas e proibição de uso de redes sociais.
A divisão da opinião pública aparece com mais clareza nos recortes.
Entre jovens de 16 a 24 anos, 44% defendem prisão em regime fechado, índice acima da média nacional.
Já entre idosos, o apoio à domiciliar sobe para cerca de 61%.
O recorte político é ainda mais polarizado.
- Entre eleitores de Bolsonaro: 94% apoiam a domiciliar
- Entre eleitores do PT: cerca de 66% a 68% defendem prisão em regime fechado
No Nordeste, o cenário é praticamente dividido:
- 48% domiciliar
- 47% regime fechado
Isso indica que a opinião pública não é homogênea e varia conforme perfil político, idade e região.
Outro dado relevante é o contexto da condenação.
Bolsonaro foi condenado a 27 anos e 3 meses de prisão, no âmbito das investigações sobre tentativa de golpe de Estado.
A prisão domiciliar foi autorizada como medida temporária, ligada a questões de saúde e condições específicas do caso.
No plano político, a pesquisa revela um ponto central.
Há maioria favorável à domiciliar, mas com base social dividida.
Os 59% indicam apoio relevante, mas os 37% mostram que a defesa de punição mais rígida permanece forte.
Para o cenário eleitoral, isso mantém a polarização ativa.
A opinião sobre o caso Bolsonaro continua funcionando como marcador político entre campos ideológicos.
Para o sistema institucional, o resultado também tem peso.
Ele sinaliza como a sociedade percebe decisões do Judiciário envolvendo figuras de alto escalão.
O dado principal não é apenas a maioria.
É a divisão.
Mesmo com vantagem de 22 pontos para a domiciliar, o tema segue como um dos mais polarizados do país.


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