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Dmitriev adverte que petróleo superará US$ 150 por barril se bloqueio no Estreito de Ormuz persistir

0 Comentários🗣️🔥 No dia 12 de abril, Kirill Dmitriev, enviado especial da Presidência da Rússia e diretor do Fundo Russo de Investimento Direto, alertou que o preço do petróleo pode ultrapassar US$ 150 por barril caso o Estreito de Ormuz permaneça bloqueado. Conforme a agência Tass, Dmitriev enfatizou que quanto mais se prolongar o fechamento […]

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Imagem gerada por IA pelo Flux Pro (fal.ai), a partir de prompt do Cafezinho. 12/04/2026 23:51

No dia 12 de abril, Kirill Dmitriev, enviado especial da Presidência da Rússia e diretor do Fundo Russo de Investimento Direto, alertou que o preço do petróleo pode ultrapassar US$ 150 por barril caso o Estreito de Ormuz permaneça bloqueado.

Conforme a agência Tass, Dmitriev enfatizou que quanto mais se prolongar o fechamento dessa via marítima estratégica, mais severa se tornará a crise energética na União Europeia e no Reino Unido, com atrasos significativos na recuperação econômica desses territórios.

Dmitriev reagiu às tensões que persistem após negociações entre os EUA e o Irã, que levaram a um cessar-fogo de duas semanas, mas mantiveram o controle naval sobre o estreito como ponto crítico.

O representante russo escreveu em sua conta no X que o cenário de petróleo acima de US$ 150 já estava previsto dentro do prazo combinado, o que demonstra tratar-se de análise estratégica prévia e não de reação improvisada.

Em declaração anterior, datada de meados de março, Dmitriev já havia projetado que patamares tão elevados poderiam se materializar em poucas semanas, ao afirmar que o mundo ingressou em uma «era de escassez» energética.

O especialista russo acrescentou que a recessão global se tornou inevitável ao longo de 2026, com os países importadores de energia sofrendo os impactos mais profundos desse choque de oferta.

Essa avaliação se baseia no dado concreto de que cerca de 20 por cento de todo o petróleo e gás natural comercializados no planeta transitam pelo Estreito de Ormuz, que conecta o Golfo Pérsico ao mercado global.

Qualquer interrupção prolongada nessa rota gera efeito cascata imediato sobre preços de transporte, confiança dos investidores e cadeias de suprimento internacionais.

Do ponto de vista de Moscou, a instabilidade no Oriente Médio e a pressão sobre rotas navais representam oportunidade estratégica clara.

Vladimir Putin conta com aumento expressivo nas receitas russas de exportação de petróleo, especialmente para grandes compradores como Índia e China, que buscam substituir fontes interrompidas por sanções ou conflitos e aceitam pagar preços premium pelo volume estável fornecido por Moscou.

Caso o barril efetivamente ultrapasse a marca de US$ 150, a inflação global receberá novo impulso poderoso, que pressionará custos de combustíveis, transporte e insumos agrícolas em cascata.

A União Europeia e o Reino Unido, já vulneráveis por sua dependência externa de energia, enfrentarão contas de eletricidade mais altas, orçamentos domésticos apertados e dificuldades adicionais para controlar a espiral de preços ao consumidor.

Mercados emergentes dependentes de importação de petróleo também experimentarão desequilíbrios mais acentuados, com reflexos diretos sobre balanços de pagamentos e capacidade de investimento interno.

Dmitriev advertiu ainda que, mesmo se o Estreito de Ormuz for reaberto, serão necessários vários meses até que a oferta e a demanda alcancem novo equilíbrio estável nos mercados de energia.

O alerta do alto representante russo expõe a perigosa interseção entre decisões geopolíticas e estabilidade econômica mundial. Movimentos envolvendo segurança naval no Golfo Pérsico e diplomacia entre o Irã, os EUA e demais atores produzem consequências diretas sobre o custo de vida de bilhões de pessoas ao redor do globo.

Autoridades em Moscou sinalizam que a Rússia está preparada para navegar esse ambiente de preços elevados, enquanto importadores ocidentais acumulam custos crescentes.

Com informações de actualidad.rt.com.

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