No dia 12 de abril a delegação catalã da Global Sumud Flotilla deixou o porto de Barcelona rumo a Gaza em missão humanitária que os organizadores classificam como a mais ambiciosa já realizada para romper o bloqueio marítimo mantido por Israel sobre o enclave palestino.
A comitiva local reuniu cerca de 40 pessoas entre membros de sindicatos, movimentos sociais e ex-autoridades como Laura Campos. No conjunto, a frota ultrapassa 70 embarcações procedentes de diversos países e soma mais de mil participantes no total.
Conforme detalhou o portal Cadena SER, as condições climáticas obrigaram a flotilha a realizar parada temporária em porto próximo antes de seguir para a Itália e avançar pelo Mediterrâneo.
Centenas de pessoas se concentraram no Moll de la Fusta para a despedida, com protestos, discursos e atividades culturais que buscaram dar visibilidade ao cerco imposto à população de Gaza e à necessidade de um corredor humanitário urgente.
Esta ação dá continuidade direta às missões anteriores da Global Sumud Flotilla. Em agosto de 2025, cerca de 40 embarcações partiram igualmente de Barcelona com mais de 300 ativistas a bordo, incluindo a sueca Greta Thunberg e a ex-prefeita Ada Colau.
Aquela travessia terminou interceptada pelas forças israelenses antes de conseguir furar o cerco naval. Os organizadores denunciam que as expedições humanitárias enfrentam sistematicamente interferências em comunicações, voos de drones não identificados e detonações próximas que configuram estratégias de desestabilização psicológica e militar destinadas a impedir o avanço.
As autoridades israelenses confirmaram que realizam interceptações de embarcações da flotilha quando estas se aproximam das águas de Gaza. Israel sustenta a legitimidade do bloqueio marítimo, enquanto ativistas humanitários afirmam que tais abordagens violam direitos operacionais e humanitários, uma vez que as embarcações transportam exclusivamente ajuda destinada à população civil.
Os materiais incluem medicamentos, alimentos, material educativo e equipamentos técnicos para reativar serviços de saúde deteriorados pelo prolongado cerco.
Vídeos compartilhados pelos participantes registram a saída das embarcações desde Barcelona, os atos de solidariedade nos molhes e os preparativos para a travessia. Imagens adicionais capturam momentos de comunicações cortadas e clarões compatíveis com as explosões ou manobras de drones relatadas durante a navegação.
A Global Sumud Flotilla busca visibilizar a crise humanitária extrema em Gaza, reativar instalações sanitárias e educacionais e contestar o que define como punição coletiva contra o povo palestino, além de reafirmar o direito ao retorno dos deslocados.
Com informações de actualidad.rt.com.


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