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Irã adverte que bloqueio naval dos EUA no Estreito de Ormuz gerará preços de combustível jamais vistos

0 Comentários🗣️🔥 No dia 12 de abril, o presidente do Parlamento do Irã, Mohammad Bagher Qalibaf, lançou advertência direta por meio de publicação na rede social X. Ele afirmou que os preços atuais nos postos de combustível logo serão lembrados com nostalgia caso se concretize o bloqueio naval anunciado pelos EUA no Estreito de Ormuz. […]

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Imagem gerada por IA pelo Flux Pro (fal.ai), a partir de prompt do Cafezinho. 12/04/2026 21:23

No dia 12 de abril, o presidente do Parlamento do Irã, Mohammad Bagher Qalibaf, lançou advertência direta por meio de publicação na rede social X.

Ele afirmou que os preços atuais nos postos de combustível logo serão lembrados com nostalgia caso se concretize o bloqueio naval anunciado pelos EUA no Estreito de Ormuz. Qalibaf declarou: «Aproveitem os preços atuais nas bombas. Com o suposto bloqueio, em breve sentirão saudade da gasolina a 4 ou 5 dólares».

Conforme detalhou o portal RT, a mensagem reflete as crescentes tensões após o colapso das negociações em Islamabad nos dias 11 e 12 de abril entre Teerã e Washington, que não resultaram em acordo devido a divergências sobre condições de cumprimento e exigências adicionais impostas pela administração norte-americana.

O Comando Central dos EUA, CENTCOM, comunicou o início da execução de bloqueio naval que interromperia o tráfego marítimo de entrada e saída dos portos iranianos.

A medida seria aplicada a qualquer embarcação, inclusive de nações aliadas, que tentasse transitar para ou desde o Irã. O presidente Donald Trump manifestou que outros países da região adeririam à operação.

Washington exige a abertura total do Estreito de Ormuz sem qualquer tipo de taxa, o encerramento do enriquecimento de urânio pela República Islâmica e o corte de apoio a grupos regionais como o Hezbollah.

O ministro das Relações Exteriores iraniano, Abbas Araghchi, assegurou que as conversas foram conduzidas de boa fé pela parte iraniana, porém as condições máximas e mudanças de abordagem introduzidas pelos EUA na etapa final minaram qualquer possibilidade de confiança mútua. Ele advertiu que esse tipo de diplomacia apenas gera mais hostilidade.

Qalibaf complementou que a aproximação de navios de guerra ao Estreito de Ormuz, sob qualquer justificativa, representará violação do cessar-fogo, diante da qual o Irã responderá com determinação.

Araghchi refutou relatos sobre suposta presença de navios de guerra dos EUA em águas internacionais do estreito e reafirmou a autoridade iraniana sobre o trânsito na área.

O Estreito de Ormuz responde por aproximadamente 20 por cento de todo o petróleo transportado por via marítima no planeta. Uma interrupção prolongada no local pode deflagrar crise energética de proporções globais, com elevação abrupta dos custos de combustível, encarecimento da logística e repasse de preços para praticamente todos os bens de consumo.

Economias altamente dependentes de petróleo importado seriam as mais afetadas, com efeitos em cadeia que poderiam persistir por meses.

A referência feita por Qalibaf a preços de 4 ou 5 dólares por unidade de gasolina funciona como alerta para o risco de valores muito superiores caso o bloqueio se consolide. Analistas indicam que o impacto não se limitaria ao setor energético, mas se estenderia à inflação geral e à estabilidade econômica de múltiplas nações.

A capacidade de resposta dos países consumidores por meio da diversificação de fornecedores e ativação de reservas estratégicas será decisiva para mitigar os danos.

As tratativas em Islamabad se estenderam por mais de 21 horas e terminaram com o afastamento da delegação norte-americana após a apresentação de proposta considerada desequilibrada pelo lado iraniano.

O fracasso das discussões coloca sob pressão o frágil equilíbrio alcançado anteriormente e aumenta o risco de escalada militar no Golfo Pérsico, expondo os perigos associados à militarização de rotas marítimas essenciais e seus potenciais reflexos na economia planetária.

Com informações de actualidad.rt.com.

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