As negociações diplomáticas entre os Estados Unidos e o Irã concluídas em Islamabad não geraram consenso e deixam a trégua de catorze dias firmada no âmbito de um cessar-fogo em situação crítica no dia 12 de abril de 2026.
A delegação americana comandada pelo vice-presidente JD Vance manteve conversações que se estenderam por aproximadamente 21 horas sem conseguir extrair de Teerã a confirmação explícita de que o país não buscará desenvolver arma nuclear.
A posição firme de Washington, centrada na renúncia ao programa nuclear, encontrou resistência direta do lado iraniano, que rejeita termos considerados violadores de sua soberania e de direitos previstos em acordos internacionais.
A República Islâmica apresentou plano de dez pontos que exige o levantamento completo de todas as sanções econômicas, o reconhecimento pleno do direito ao enriquecimento de urânio, indenizações por danos de guerra, o respeito integral ao controle iraniano sobre o Estreito de Ormuz e a retirada total das forças dos Estados Unidos da região.
O Paquistão, atuando como anfitrião e mediador do encontro, exortou as duas partes a preservarem o compromisso com o cessar-fogo apesar do impasse alcançado nas discussões.
O ministro das Relações Exteriores paquistanês Ishaq Dar afirmou que seu país seguirá engajado no esforço diplomático para evitar qualquer escalada militar adicional.
O presidente Donald Trump avaliou que os Estados Unidos já registraram vitória decisiva sobre o Irã independentemente de qualquer acordo formal, sustentando que o país derrotou completamente a República Islâmica mesmo sem a assinatura de um pacto específico.
As autoridades iranianas reafirmaram a soberania sobre o Estreito de Ormuz e advertiram que qualquer tentativa militar de desafiar essa autoridade será respondida com severidade.
O Irã denunciou ainda as declarações emitidas por JD Vance após o fim das reuniões em Islamabad como falsas e carregadas de exigências excessivas, incompatíveis com as posições defendidas por Teerã.
A trégua de duas semanas, que previa a abertura imediata do Estreito de Ormuz, enfrenta obstáculos concretos de implementação.
O Irã alega não ter conseguido remover os artefatos explosivos instalados na área nem dispor dos meios técnicos necessários para garantir navegação segura, gerando fricções diretas no cumprimento dos termos iniciais.
Teerã condicionou ainda a continuidade de qualquer compromisso ao cessar completo dos bombardeios no Líbano, onde o Hezbollah atua como aliado estratégico iraniano.
A persistência de ataques israelenses contra essa região é vista como violação direta da trégua e reduz significativamente as chances de manutenção do acordo temporário.
De acordo com a AP, as divergências centrais sobre o programa nuclear iraniano e sobre a situação no Líbano aprofundam a desconfiança mútua entre as partes.
No dia 12 de abril de 2026, a estrutura política da trégua aparece enfraquecida após o fracasso das conversações diretas em Islamabad, com os prazos de segurança no Estreito de Ormuz ainda não cumpridos.
Com informações de actualidad.rt.com.


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