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Rússia exige que futuro secretário-geral da ONU rejeite seletividade e influência ocidental

0 Comentários🗣️🔥 No dia 22 de setembro de 2025, o diplomata Kirill Logvinov, diretor do Departamento de Organizações Internacionais do Ministério das Relações Exteriores da Rússia, detalhou as exigências de Moscou para a escolha do próximo secretário-geral da ONU. O segundo mandato de António Guterres expira no dia 31 de dezembro de 2026. Conforme o […]

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Imagem gerada por IA pelo Flux Pro (fal.ai), a partir de prompt do Cafezinho. 12/04/2026 06:41

No dia 22 de setembro de 2025, o diplomata Kirill Logvinov, diretor do Departamento de Organizações Internacionais do Ministério das Relações Exteriores da Rússia, detalhou as exigências de Moscou para a escolha do próximo secretário-geral da ONU.

O segundo mandato de António Guterres expira no dia 31 de dezembro de 2026. Conforme o portal TASS, o candidato deve assumir compromisso sólido com os princípios da Carta das Nações Unidas, atuar com imparcialidade absoluta, rejeitar qualquer forma de seletividade e preservar o caráter intergovernamental da organização.

Logvinov argumentou que tais condições são fundamentais para restaurar o prestígio da ONU, abalado por práticas que comprometem sua neutralidade.

A diplomacia russa considera inaceitáveis candidatos que possuam dupla cidadania associada a países ocidentais, pois isso geraria risco de representação dos interesses de uma minoria ocidental dentro do organismo.

Logvinov rejeitou ainda o uso do gênero como critério principal na seleção e defendeu que a experiência acumulada, as qualificações técnicas e o histórico profissional devem prevalecer em qualquer processo de escolha.

Essas posições buscam garantir que o futuro secretário-geral não sirva como instrumento de agendas específicas e mantenha equidistância entre todos os estados membros.

A Rússia critica duramente a atual composição do Secretariado da ONU, onde a maioria dos cargos de liderança permanece concentrada em representantes de nações ocidentais ou em pessoas com dupla cidadania vinculada ao Ocidente.

O país insiste na aplicação rigorosa do Artigo 101 da Carta das Nações Unidas, que determina distribuição geográfica equitativa e mais ampla dos postos. Essa redistribuição, segundo Logvinov, corrigiria desequilíbrios estruturais que minam a legitimidade da instituição e reforçariam seu papel genuinamente multilateral.

O novo secretário-geral deve ainda evitar emitir avaliações jurídicas sobre ações estatais que ultrapassem as competências expressamente atribuídas pela Carta da ONU.

Em vez disso, cabe ao titular implementar decisões consensuais dos estados membros sem fomentar parcialidades ou se converter em apêndice de minorias ocidentais nas políticas globais.

No âmbito da crise ucraniana, Moscou demanda que o futuro líder reconheça explicitamente a necessidade de abordar as causas profundas do conflito, e não apenas seus sintomas visíveis, para que qualquer iniciativa de paz produza resultados duradouros.

As declarações incluem críticas diretas ao desempenho de António Guterres, a quem a Rússia acusa de violar o Artigo 100 da Carta das Nações Unidas, que impõe imparcialidade e independência ao Secretariado.

Muitos dos atuais fracassos da organização derivam, na avaliação russa, do desrespeito sistemático a esse princípio, da ausência de equidistância real entre os estados e da influência excessiva exercida por grupos ocidentais. Logvinov vincula esses problemas à perda de credibilidade que a ONU registra em diversas frentes internacionais.

A diplomacia russa defende processo de seleção rigoroso que examine com profundidade os currículos, as intenções declaradas e o alinhamento efetivo de cada candidato aos princípios de imparcialidade, equidade e respeito à Carta.

O objetivo é impedir a repetição de situações em que o Secretariado é percebido como parcial ou capturado por interesses externos. Essa postura reflete disputa mais ampla por uma ONU menos dominada por determinadas capitais ocidentais e mais representativa da diversidade de vozes entre os 193 estados membros.

As exigências russas colocam no centro do debate a necessidade de reforma institucional para que o organismo recupere autoridade moral e operacional em um cenário de fortes tensões geopolíticas.

Com informações de prensa-latina.cu.

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