O subinspetor da Guarda Civil Metropolitana de São Paulo Reginaldo Alves Feitosa, de 54 anos, matou o entregador Douglas Renato Scheefer Zwarg, de 39 anos, com um disparo de arma de fogo na noite de sexta-feira, 10 de abril, próximo ao Parque Ibirapuera.
A vítima foi sepultada no domingo, 12 de abril, em Poá, na região metropolitana de São Paulo.
O caso é marcado por versões contraditórias sobre a dinâmica dos fatos e pela divulgação do histórico do agente, que já respondeu a acusações graves, embora arquivadas.
Feitosa sustenta que o tiro foi acidental e ocorreu enquanto ele descia da viatura.
O boletim de ocorrência registra, porém, que o entregador teria perdido o equilíbrio, colidido com a viatura e caído no momento exato do disparo.
Os agentes Moacyr Romano Junior e Matheus Junior Melo Colares, que prestaram apoio, afirmaram que a ocorrência foi comunicada inicialmente como acidente de trânsito, sem qualquer referência ao ferimento por arma de fogo.
O tiro nas costas só foi identificado quando os agentes removeram a roupa da vítima, o que os levou a crer inicialmente tratar-se de mal súbito.
A Polícia Civil realizou reconstrução preliminar com base nos depoimentos e concluiu que Douglas Renato Scheefer Zwarg transitava usando fones de ouvido, o que pode ter impedido que ele percebesse a abordagem.
O desequilíbrio com a bicicleta e a queda coincidiram com o instante do disparo.
Conforme detalhou o Correio do Lago, a informação sobre o ferimento a bala só foi revelada com a chegada das equipes de resgate.
O agente foi preso em flagrante pela Polícia Civil, mas liberado após pagamento de fiança de R$ 2 mil.
Ele foi afastado imediatamente das funções operacionais da Guarda Civil Metropolitana e responde a processo administrativo instaurado pela Corregedoria Geral da corporação.
Investigação paralela tramita por meio de inquérito policial. A tipificação atual é de homicídio culposo, sem intenção de matar, com apuração centrada na possibilidade de negligência, imperícia ou imprudência.
Reginaldo Alves Feitosa acumula registro de duas acusações anteriores. Em 2003, ele respondeu por tentativa de homicídio.
Posteriormente, enfrentou investigação por abuso de autoridade, que incluía constrangimento ilegal e discriminação contra pessoa idosa. Todos os processos foram arquivados.
Cerca de 11 dias antes do incidente fatal, o subinspetor havia recebido repreensão disciplinar, conforme registros internos da própria instituição.
Douglas Renato Scheefer Zwarg atuava como entregador de bicicleta para complementar a renda familiar. Casado havia 13 anos, ele deixa esposa e três filhos, sendo o caçula nascido em dezembro do ano passado.
A vítima não possuía qualquer antecedente criminal. Familiares relatam que ele mantinha rotina dedicada ao trabalho e ao sustento do lar.
Autoridades solicitam imagens de câmeras de segurança da região para esclarecer a sequência exata da abordagem.
Não há confirmação sobre eventual uso de câmeras corporais pelos agentes no momento dos fatos.
As contradições entre a versão inicial apresentada pela GCM e os depoimentos colhidos seguem como elemento central da investigação, que avança tanto na esfera penal quanto na administrativa para definir o grau exato de responsabilidade do subinspetor Reginaldo Alves Feitosa.
Com informações de metropoles.com.
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