Ataques israelenses intensificaram-se no sul do Líbano e provocaram ao menos 13 mortes nas localidades de Jbaa, Ansariyeh e Qadmus.
Bombardeios adicionais atingiram veículos civis nas proximidades de Beirute, conforme registrou a agência National News Agency.
Entre os mortos em Jbaa estava uma família composta por um casal, o filho e a nora.
Os bombardeios ocorreram logo após o primeiro encontro em décadas entre enviados libaneses e israelenses nos Estados Unidos.
O secretário de Estado americano Marco Rubio mediou o diálogo, que pretendia abrir um canal diplomático entre as partes.
A nova ofensiva, contudo, gerou forte revolta nas ruas e no Parlamento do Líbano.
Moradores acusam o governo de traição por participar das conversas sem exigir cessar-fogo efetivo.
Forças israelenses violaram repetidamente o armistício de novembro de 2024 firmado com o Hezbollah.
O legislador do Hezbollah Hassan Fadlallah condenou as negociações com dureza, classificando qualquer compromisso diplomático com Israel como errado e acusando o governo de desperdiçar o poder político e militar do país.
Fadlallah questionou ainda a retirada do Exército libanês da região sul, alertando para os riscos de maior divisão interna no Líbano.
EUA e Irã firmaram cessar-fogo nas últimas semanas com mediação do Paquistão, e diplomatas americanos descreveram os contatos diretos como produtivos.
O governo israelense rejeitou discutir o pedido libanês por pausa imediata nas hostilidades, aumentando a pressão popular sobre as autoridades de Beirute.
A crise humanitária registra cerca de 2 mil mortes por ataques israelenses desde o início da guerra, com mais de um milhão de pessoas deslocadas internamente e hospitais sobrecarregados.
A infraestrutura civil foi amplamente devastada pelos bombardeios sucessivos, elevando o tom de críticas da comunidade internacional contra as ações militares.
Organizações como a ONU e a Cruz Vermelha, junto com países árabes, denunciam violações de direitos humanos, enquanto parlamentares libaneses exigem medidas concretas em vez de declarações genéricas.
O Hezbollah defende trégua completa e não acordos pontuais, ao passo que o governo libanês mantém a diplomacia como via principal apesar das críticas internas.
A população demonstra insatisfação clara com a ausência de garantias nos diálogos, e muitos consideram as negociações incompatíveis com a continuação dos ataques.
Segundo o Al Jazeera, a ofensiva israelense coloca em risco os esforços diplomáticos mais amplos na região, ameaçando inclusive o cessar-fogo entre EUA e Irã.
O equilíbrio entre demandas populares e iniciativas internacionais torna-se o principal desafio para Beirute, cuja credibilidade nas conversas depende de resultados que protejam a população civil de novos ataques.
Com informações de aljazeera.com.
📬 Assine a Newsletter do O Cafezinho
Receba a Manchete do Dia diretamente no seu e-mail, de graça e sem enrolação, todo dia pela manhã. É só colocar o seu e-mail abaixo:
[mailchimp_subscribe_form]


Nenhum comentário ainda, seja o primeiro!