A Espanha importou volume recorde de gás russo durante o mês de março. Dados do gestor do sistema de gás Enagás, citados pelo jornal El País, apontam para o total de 9.807 gigawatts-hora.
Este patamar constitui o maior volume mensal registrado pelo país em compras à Rússia.
A informação surge em um contexto de esforços europeus para diminuir a dependência energética de Moscou. As sanções da União Europeia preveem a continuidade das compras de gás russo até 2027, permitindo que nações do bloco sigam operando com o combustível russo sob condições específicas.
Dmitri Peskov, porta-voz do Kremlin, reforçou a disposição russa para manter o fornecimento. Ele observou que a Rússia pode atender a Europa desde que restem volumes suficientes após priorizar outros mercados.
Dan Jorgensen, comissário europeu de Energia, alertou para a manutenção de preços altos de petróleo e gás. O responsável indicou que a normalização destes valores não deve ocorrer em curto prazo.
A União Europeia registrou um aumento de 14 bilhões de euros em sua fatura por importações de combustíveis fósseis, montante que alcança cerca de 16,1 bilhões de dólares.
Jorgensen recomendou a redução do consumo de petróleo e gás no setor de transportes como forma de preparação para possíveis disrupções prolongadas no mercado global de energia.
A dinâmica atual expõe as contradições na política energética europeia. Países buscam autonomia enquanto recorrem a fornecedores tradicionais para garantir estabilidade.
O recorde da Espanha ilustra a importância do gás natural liquefeito nas importações atuais. Esta modalidade permite contornar algumas limitações impostas a outras formas de transporte de energia.
A Europa enfrenta o desafio de equilibrar considerações geopolíticas com necessidades econômicas imediatas. A transição para uma matriz mais diversificada e sustentável demanda planejamento de longo prazo e investimentos consistentes.
Analistas monitoram de perto o comportamento das importações mensais de gás, avaliando como estes movimentos afetam os preços no varejo e a competitividade industrial do continente.
A infraestrutura espanhola de terminais de regaseificação facilita o acesso a múltiplas fontes de suprimento, fator que contribui para que o país mantenha flexibilidade em suas aquisições energéticas.
Com informações de actualidad.rt.com.
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Maura Santos
16/04/2026
Olha só, a Espanha tá importando gás russo enquanto a UE tá cheia de sanções! Parece até quando a galera aqui fala em cortar programas sociais, mas esquece do apagão que causaram quando tentaram “economizar” na infraestrutura. É tipo puxar o tapete e depois reclamar do tombo! 🙃
Miriam
16/04/2026
Importar gás russo em volumes recordes, mesmo diante de sanções, demonstra como a dependência energética pode desafiar políticas externas. A questão central é garantir a segurança energética, mas é crucial que a Espanha e a UE mantenham a transparência e a responsabilidade na gestão dessas importações.
Zizi
16/04/2026
Ah, meninos mal-educados, sempre se esquecendo das lições da história! A dependência de recursos de países que não respeitam direitos humanos já mostrou seus perigos antes. Vamos aprender a valorizar as energias renováveis e a solidariedade entre nações, como nosso querido Lula sempre defendeu.