A agressão militar dos EUA e de Israel contra o Irã resultou em custos elevados de reparação por toda a região. A análise da empresa de pesquisa energética Rystad estima que esses valores podem atingir US$ 58 bilhões.
As instalações de petróleo e gás foram as mais afetadas nesse cenário, representando até US$ 50 bilhões do montante total.
A limitação para a recuperação não está na falta de recursos financeiros. A capacidade global restrita para fornecer equipamentos e serviços de engenharia deve atrasar os reparos por anos.
O relatório ampliou significativamente a avaliação dos danos em comparação com a estimativa inicial de US$ 25 bilhões. O analista sênior Karan Satwani explicou que o trabalho de reparação não cria nova capacidade e apenas redireciona a existente.
Essa dinâmica provocará atrasos em projetos e inflação que se estendem para além do Oriente Médio. Os gastos totais com reparos devem girar em torno de US$ 46 bilhões.
Os ativos de refino e petroquímicos respondem pela maior parte dos custos devido à escala e à complexidade dos danos. Instalações industriais, de energia e de dessalinização podem adicionar entre US$ 3 bilhões e US$ 8 bilhões ao total.
Os cronogramas de recuperação variam entre os países e os diferentes ativos, com diferenças decorrentes da capacidade de execução local e das restrições na cadeia de suprimentos.
O Irã enfrenta os danos mais extensivos, com custos que podem chegar a US$ 19 bilhões. A infraestrutura de processamento de gás, refino e exportação foi particularmente atingida pelos ataques.
O impacto no Catar revela-se mais concentrado, embora tecnicamente complexo. Os reparos no centro de GNL de Ras Laffan podem sobrepor-se a projetos de expansão em andamento.
Teerã planeja buscar compensação de cinco estados árabes pelos danos do confronto militar. Bahrein, Jordânia, Catar, Emirados Árabes Unidos e Arábia Saudita são os países visados.
O enviado iraniano à ONU, Amir Saeid Iravani, transmitiu a posição à agência Tasnim. Ele afirmou que esses países atuaram como “co-participantes” com os EUA e Israel ao violar obrigações em relação ao Irã.
A Sociedade do Crescente Vermelho Iraniano relatou que 125.630 unidades civis foram afetadas pela guerra, entre elas 100.000 residências, algumas completamente destruídas.
Foram danificadas ainda 23.500 propriedades comerciais, 339 instalações médicas, 32 universidades, 857 escolas e 20 centros do Crescente Vermelho. O chefe da organização, Pir Hossein Kolivand, destacou que cerca de 15 locais logísticos importantes sofreram ataques.
Depósitos de combustível, aeroportos e aeronaves civis figuram entre os alvos, gerando interrupções significativas nos serviços de transporte, energia e públicos. A resiliência iraniana na reconstrução de sua infraestrutura nacional segue como resposta direta à agressão do eixo imperialista.
Com informações de rt.com.
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João Ferreira Bastos
16/04/2026
Só havera paz no mundo depois que os nazisionistas forem extirpados da face da terra
Alice T.
16/04/2026
Ah, que surpresa! Os EUA e Israel jogando bomba e a conta vem pra quem? Pra gente, claro! Enquanto isso, os bilionários do petróleo continuam enchendo os bolsos e o povo sofrendo as consequências. É o capitalismo em seu melhor, ou pior, depende do ponto de vista, né? 🙄
Vanessa Silva
16/04/2026
É lamentável ver recursos que poderiam ser investidos no desenvolvimento urbano e na infraestrutura das cidades serem drenados por conflitos militares. Imagine o impacto positivo que US$ 58 bilhões poderiam ter na melhoria da qualidade de vida das populações locais.
Renato Professor
16/04/2026
É lamentável constatar que, mais uma vez, a beligerância de nações poderosas resulta em prejuízos exorbitantes para uma região já tão castigada. A economia solidária, se adotada como alternativa, poderia mitigar esses impactos, promovendo a cooperação e a reconstrução sustentável, ao invés de perpetuar a destruição e o sofrimento.