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Pesquisa revela que Rio Colorado formou Grand Canyon ao transbordar de lago ancestral

2 Comentários🗣️🔥 Uma nova pesquisa sugere que o Rio Colorado esculpiu o Grand Canyon após se acumular como um grande lago na região que hoje corresponde ao norte do Arizona, antes de transbordar rio abaixo. Cientistas descobriram que grãos de sedimentos minúsculos na Bacia de Bidahochi, localizada a montante do cânion, foram transportados da bacia […]

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Imagem gerada por IA pelo Flux Pro (fal.ai), a partir de prompt do Cafezinho. 16/04/2026 15:32

Uma nova pesquisa sugere que o Rio Colorado esculpiu o Grand Canyon após se acumular como um grande lago na região que hoje corresponde ao norte do Arizona, antes de transbordar rio abaixo.

Cientistas descobriram que grãos de sedimentos minúsculos na Bacia de Bidahochi, localizada a montante do cânion, foram transportados da bacia hidrográfica superior do Rio Colorado há cerca de 6,6 milhões de anos.

Essa descoberta preenche uma lacuna de 5 milhões de anos sobre o percurso inicial do Rio Colorado, conforme explicou John He, geólogo da UCLA e autor principal do estudo publicado na revista Science.

Segundo He, as novas evidências mostram que o rio se acumulou a leste do Grand Canyon, alimentando um ecossistema vibrante. Isso sugere que um antigo lago gigante na bacia se encheu lentamente e transbordou, fazendo com que o Rio Colorado fluísse e esculpisse o que hoje conhecemos como Grand Canyon, há cerca de 5,6 milhões de anos.

Karl Karlstrom, geólogo da Universidade do Novo México que não participou do estudo, expressou ceticismo quanto à conclusão de que o transbordamento do lago foi responsável pela formação do cânion.

O debate sobre a formação do Grand Canyon se concentra em como as águas do Rio Colorado se reuniram desde suas nascentes nas Montanhas Rochosas até canalizarem pelo que hoje é o norte do Arizona. O rio escavou um cânion de cerca de 1.800 metros de profundidade nesse processo.

O Rio Colorado data de 11 milhões de anos no oeste do Colorado, mas só alcançou o mar entre 4,6 e 4,8 milhões de anos atrás.

Para entender melhor esse percurso, He e seus colegas examinaram grãos de zircão na Bacia de Bidahochi — minerais resistentes às intempéries que contêm informações químicas sobre sua idade e local de formação. As camadas de cinzas vulcânicas ajudaram os pesquisadores a determinar as idades desses depósitos.

Os zircões na bacia corresponderam aos do ancestral Rio Colorado, indicando que um antigo lago na região, conhecido como Lago Hopi, foi alimentado pelo Rio Colorado. Isso torna plausível a hipótese de transbordamento do lago, que não teria sido uma inundação catastrófica, mas sim um fluxo constante alto o suficiente para cruzar o Arco Kaibab.

Outras evidências, como fósseis de grandes espécies de peixes adaptados a viver em correntes rápidas e um aumento no fluxo de sedimentos para o Bidahochi, também apontam para o desenvolvimento de um sistema fluvial de rápido movimento.

Karlstrom e sua colaboradora Laura Crossey, geoquímica da Universidade do Novo México, contestam as interpretações de He e seus colegas. Eles sugerem que a Bacia de Bidahochi não continha um grande lago e destacam dados que indicam a existência de uma abertura no Arco Kaibab esculpida pelo Rio Little Colorado — afluente do moderno Rio Colorado — 10 milhões de anos antes de o rio principal chegar à área.

Apesar das divergências, ambos os lados do debate começam a convergir em pontos fundamentais, como o tempo das viagens do rio, seu caminho pelo Bidahochi e seu desenvolvimento de norte a sul em várias etapas. Karlstrom afirma que a discussão caminha para um consenso na solução dessas questões longamente debatidas.

Com informações de livescience.com.


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Evelyn Olavo

16/04/2026

Fascinante como a ciência nos proporciona novas perspectivas sobre formações geológicas tão icônicas! Essa pesquisa revela mais uma camada da complexidade natural e histórica do nosso planeta, desafiando nossas percepções prévias. É sempre um lembrete de que o conhecimento está em constante evolução, e o Grand Canyon ainda tem muito a nos ensinar.

Beto Engenheiro

16/04/2026

Interessante, mas o que vejo é que precisamos de mais investimentos em infraestrutura para evitar desastres como esses. Se soubermos gerir nossos recursos hídricos e investir em barragens e contenções, evitamos problemas futuros.


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