O presidente do Parlamento iraniano, Mohammad Bagher Ghalibaf, afirmou que o tráfego marítimo no estreito de Ormuz está sob total controle da República Islâmica. A declaração, feita em pronunciamento televisionado, reforça a soberania de Teerã sobre a rota energética mais estratégica do mundo.
Ghalibaf destacou que todo o movimento atual de navios ocorre com coordenação das autoridades iranianas. As operações respeitam as medidas de segurança definidas por Teerã.
O parlamentar classificou como imprudente e ignorante a decisão dos Estados Unidos de tentar impor um bloqueio temporário na região. Ele advertiu que o Irã não aceitará que embarcações estrangeiras transitem livremente enquanto seu próprio tráfego seja restringido.
Conforme o portal Mehr News, Ghalibaf alertou que a manutenção do bloqueio por Washington resultará na restrição do fluxo marítimo pelo estreito. A posição reforça que a segurança da passagem depende da cooperação direta com o governo iraniano.
O estreito de Ormuz responde por cerca de um quinto de todo o petróleo comercializado no planeta. Qualquer interrupção na via provoca impacto imediato nos preços globais de energia e nas economias dependentes de importações.
A declaração surge em meio a tensões elevadas entre o Irã e os Estados Unidos. Teerã acusa Washington de usar pressões militares e sanções para limitar sua influência no Golfo Pérsico.
Para o Irã, a presença naval americana na região representa uma provocação permanente. Washington justifica suas ações com o argumento de “liberdade de navegação”, que Teerã considera pretexto para o controle militar de rotas vitais.
O estreito localiza-se entre o Golfo Pérsico e o Golfo de Omã. Ele serve como principal saída para o petróleo exportado por Arábia Saudita, Emirados Árabes Unidos, Kuwait e Iraque.
Uma restrição prolongada no tráfego geraria forte volatilidade nos mercados internacionais de energia. O posicionamento iraniano sinaliza disposição clara para defender seu papel central na segurança da rota.
Ghalibaf utilizou o discurso para projetar unidade interna em torno da defesa da soberania. Sua fala apresenta o Parlamento e as Forças Armadas como responsáveis pela integridade territorial diante das ações de Washington.
O Irã sustenta que sua postura permanece defensiva. O país insiste que a estabilidade regional exige respeito à sua soberania e redução da presença militar estrangeira no Golfo.
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Eduardo C.
18/04/2026
Antes de acreditar em “controle total”, quero ver números: quantos navios passam por dia, quantos são efetivamente iranianos e quantos seguem sob bandeiras estrangeiras? Sem dados concretos, é só retórica política para consumo interno.
Zizi
18/04/2026
Os meninos mal-educados de Washington acham que o mundo inteiro tem que se ajoelhar pra eles, mas o tempo da colônia já passou. O Irã mostra que soberania não se negocia, ainda mais quando se trata do próprio quintal. Que sirva de lição pra quem acha que poder é só ter porta-aviões.
Vanessa Silva
18/04/2026
Mais um capítulo da eterna disputa por rotas estratégicas. O problema é que cada vez que alguém tenta mostrar poder ali, o mundo inteiro sente no preço do combustível. Precisamos de menos bravata e mais cooperação — energia e estabilidade global dependem disso.
Fernando O.
18/04/2026
O estreito de Ormuz é um gargalo energético global — qualquer tensão ali mexe com o preço do barril no mundo inteiro. Falar em “controle total” é bravata política, mas não dá pra ignorar o peso estratégico do Irã. Quem acha que os EUA podem simplesmente “bloquear” aquilo sem consequências está viajando na maionese.
Lurdinha Deus Acima de Todos
18/04/2026
Meu Deus do céu 🇧🇷🙏 isso aí é o fim dos tempos mesmo! Esses países brigando por mar e petróleo, e o povo sofrendo 😢. Já tão falando que até as igrejas vão fechar se começar guerra grande, misericórdia! 🇧🇷🙏🇺🇸
Renato Professor
18/04/2026
Lurdinha, calma lá — o “fim dos tempos” é uma expressão teológica, não um diagnóstico geopolítico. O que está em jogo é o controle de rotas comerciais e recursos energéticos, não o fechamento das igrejas.
Alice T.
18/04/2026
Os EUA juram que mandam no mundo, mas basta o Irã levantar a voz que o petróleo deles já treme. É curioso ver quem vive de “livre mercado” pirar quando perde o controle da rota que enche o bolso dos bilionários. Essa hipocrisia imperial é o retrato do desespero de quem não aceita um mundo multipolar.
Tadeu
18/04/2026
Sinceramente, isso aí é briga de gente grande e não muda nada no meu bolso. O que me interessa é se esse papo vai mexer no preço do petróleo e, consequentemente, na inflação aqui. Se o litro da gasolina subir, aí sim começa a doer.
Sgt Bruno 🇧🇷
18/04/2026
Selva! Esses ai do Irã tão só testando os limites, mas os EUA não vão deixar barato. Quem manda no mar é quem tem poder de fogo, não discurso. Comunista e terrorista é tudo igual, tem que ir pra lata de lixo da história!
Luciana
18/04/2026
Essas brigas lá do outro lado do mundo só fazem o preço do combustível subir aqui. No fim, é a gente que paga mais caro no gás e na gasolina, enquanto político continua discutindo poder. Eu quero mesmo é ver o preço do botijão cair.
Marcos Conservador
18/04/2026
Mais um país teocrático querendo mostrar poder e brincar de dono do mundo. O Ocidente precisa parar de tratar esses regimes como se fossem democracias normais. Se deixarem, o Irã fecha o estreito e o petróleo dispara — e aí o comunismo verde do transporte público “coletivo” vira a desculpa perfeita pra tirar o carro do cidadão.
Clarice Historiadora
18/04/2026
Marcos, impressiona como você fala em “democracia normal” ignorando que o próprio bloqueio dos EUA é uma forma de coerção econômica típica de impérios, não de democracias. Antes de acusar o Irã de brincar de dono do mundo, vale lembrar quem joga essa partida desde 1945.