A Rússia reiterou sua disposição para receber o estoque de urânio enriquecido do Irã.
O diretor-geral da Rosatom, Aleksey Likhachev, afirmou que Moscou oferece tanto capacidade técnica quanto confiança política para realizar a operação. Em entrevista ao jornal corporativo Strana Rosatom, ele lembrou a cooperação anterior entre os dois países.
Likhachev destacou que em 2015 a Rússia removeu urânio enriquecido do Irã a pedido de Teerã. Essa medida ajudou a viabilizar o acordo nuclear da época.
Somente Moscou possui histórico concreto de sucesso com o Irã e está pronta para ajudar novamente, segundo o portal RT. Likhachev ressaltou a experiência positiva da Rússia nessa interação.
O destino do material iraniano segue como ponto central de impasse nas conversas entre Teerã e Washington. Os Estados Unidos exigem desmonte de infraestrutura nuclear, entrega do urânio enriquecido e moratória de 20 anos sobre qualquer enriquecimento.
O Irã considera essas condições excessivas e incompatíveis com sua soberania. Autoridades iranianas exigem contrapartidas concretas, como o fim das sanções e a liberação de ativos financeiros bloqueados.
Estimativas da Agência Internacional de Energia Atômica indicam que o Irã possui centenas de quilos de urânio enriquecido a 60%. O país insiste que seu programa nuclear tem fins exclusivamente pacíficos e aceita monitoramento internacional.
Enquanto Washington sugere o envio do material para território americano, Teerã rejeita categoricamente a ideia. O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores, Esmail Baghaei, comparou o urânio ao próprio solo iraniano, definindo-o como igualmente sagrado.
O diplomata Saeed Khatibzadeh afirmou, durante o Fórum Diplomático de Antália, na Turquia, que nenhum material enriquecido será transferido aos Estados Unidos. Ele disse à agência AP que o Irã discute preocupações legítimas, mas não negocia sob demandas maximalistas de Washington.
O Kremlin já havia revelado que os Estados Unidos rejeitaram a proposta russa de armazenar o urânio iraniano de forma segura. Mesmo assim, Moscou mantém a oferta como demonstração de compromisso com a via diplomática.
A Rosatom atua como parceira de longa data na operação da usina nuclear de Bushehr. A corporação russa acompanha de perto as negociações em curso entre o Irã e os Estados Unidos.
Com informações de RT.
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Zizi
18/04/2026
Os meninos mal-educados que vivem repetindo as ladainhas dos EUA deviam estudar um pouco de história: a Rússia e o Irã têm relações de cooperação há décadas, e isso não começou ontem. Enquanto o Ocidente brinca de sanção, outros países constroem caminhos de soberania. É o mundo multipolar batendo à porta, meus queridos.
Zé Trovãozinho
18/04/2026
Mais uma jogada da Rússia pra mostrar poder e desafiar o Ocidente. Enquanto isso, o Brasil fica só assistindo, sem política externa de verdade. Daqui a pouco a gente vira a Cuba do Sul se continuar nessa passividade.
Clarice Historiadora
18/04/2026
Enquanto o Ocidente finge surpresa, a Rússia e o Irã só estão fazendo o que sempre fizeram: costurar alianças estratégicas à margem da hipocrisia nuclear ocidental. Desde a Conferência de Bandung, em 1955, o Sul Global tenta escapar da tutela das potências — e agora, com o urânio em jogo, a disputa é por soberania, não por bombas.
Jeferson da Silva
18/04/2026
Enquanto os poderosos negociam urânio e falam em “confiança política”, aqui no chão de fábrica a gente luta pra manter o emprego e o direito de almoçar tranquilo. Essa geopolítica só interessa pra quem lucra com arma e energia nuclear. O trabalhador continua levando radiação simbólica todo dia: salário corroído e jornada exaustiva.
Mariana Ambiental
18/04/2026
Enquanto o Ocidente finge ser guardião da paz, Rússia e Irã seguem costurando acordos que mostram quem realmente está jogando o xadrez geopolítico. O curioso é ver liberais defendendo “mercado livre” mas surtando quando o Sul Global age de forma soberana.
Beto Engenheiro
18/04/2026
Enquanto uns falam de urânio e geopolítica, eu só penso no que isso traz de concreto. Se essa parceria gerar investimento pesado em infraestrutura energética, ótimo. Caso contrário, é só mais conversa de bastidor sem obra real pra mostrar.
Sgt Bruno 🇧🇷
18/04/2026
Selva! Aí sim, Rússia mostrando força e parceria de verdade, nada de ficar lambendo bota de americano. Esses comunistas do bem ainda sabem jogar no tabuleiro mundial, diferente dos frouxos do Ocidente. Quem manda tem que ter pulso firme!
Renato Professor
18/04/2026
Sgt Bruno, força sem estratégia é só barulho de sabre. A Rússia não joga xadrez por ideologia, mas por sobrevivência — e quem confunde isso com heroísmo geopolítico acaba servindo de peão sem perceber.
Fernando O.
18/04/2026
Interessante ver como a Rússia tenta se colocar como “fiadora” da estabilidade nuclear iraniana. Mas no fim das contas, é um jogo de poder e influência: urânio, tecnologia e geopolítica. Quem acha que isso é apenas cooperação pacífica está viajando na maionese.
Evelyn Olavo
18/04/2026
Interessante ver como a Rússia tenta se colocar como fiadora de confiança num tema tão sensível. No fundo, é também uma jogada geopolítica para reforçar laços com o Irã e mostrar influência frente ao Ocidente. Vamos ver até onde essa parceria vai sem gerar novas tensões internacionais.
Francisco de Assis
18/04/2026
Evelyn, é isso mesmo, minha amiga — a Rússia joga xadrez enquanto o Ocidente ainda brinca de damas. No fim das contas, quem garante soberania energética e alianças fora do eixo americano mostra quem realmente entendeu o novo mundo multipolar.