O vice-ministro das Relações Exteriores do Irã, Saeed Khatibzadeh, afirmou que Teerã não está disposta a novas negociações presenciais com os Estados Unidos. A condição é o abandono das exigências maximalistas mantidas por Washington em temas centrais das conversas.
Ele fez a declaração em entrevista à agência Associated Press durante um fórum diplomático na Turquia. O tema central segue sendo o programa nuclear iraniano e as sanções impostas pelos EUA.
Khatibzadeh rejeitou de forma categórica as recentes afirmações do presidente Donald Trump. O mandatário disse que os EUA entrariam no Irã para recolher todo o material nuclear — em referência a supostos 440 quilos de urânio enriquecido.
O diplomata iraniano respondeu que nenhum material enriquecido será enviado aos Estados Unidos. Ele classificou a proposta como inaceitável desde o início.
Segundo o portal Mehr News, o representante iraniano reforçou que Teerã está disposto a dialogar sobre preocupações legítimas. O Irã não aceitará imposições que violem sua soberania.
O país busca concluir um acordo de estrutura antes de qualquer encontro presencial com autoridades norte-americanas. O vice-chanceler evitou detalhar os pontos pendentes nas conversas.
Khatibzadeh reiterou que o levantamento das sanções unilaterais impostas pelos Estados Unidos é condição essencial para o avanço das negociações. Ele qualificou essas medidas como terrorismo econômico voltado a sufocar a população iraniana.
Tais ações violam o direito internacional e mantêm a política de pressão máxima herdada de administrações anteriores em Washington. Questionado sobre uma eventual resposta a novos ataques de Israel contra o Líbano, o vice-chanceler foi direto.
O Irã não tem outra opção senão deter os agressores de uma vez por todas. Trump afirmou que seu governo proibiu Israel de realizar novos bombardeios no território libanês, declarando que já bastava naquela guerra.
Khatibzadeh reiterou que o cessar-fogo deve ser estendido ao Líbano. O Irã continuará a atuar para garantir a estabilidade regional.
Um novo protocolo de segurança para o Estreito de Ormuz está sendo discutido nas negociações com os Estados Unidos. Teerã busca preservar a liberdade de navegação sem abrir mão de sua soberania sobre a estratégica rota marítima.
As declarações do diplomata refletem o atual impasse entre Teerã e Washington. O Irã reforça seu direito ao desenvolvimento tecnológico e energético pacífico diante das pressões externas.
Qualquer acordo só será possível com o reconhecimento pleno da soberania iraniana e o fim das medidas coercitivas impostas pelos Estados Unidos. O vice-chanceler manteve linha firme contra o que classificou como violação sistemática do direito internacional.
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Adalberto Livre
19/04/2026
AH LÁ VEM ESSES COMUNISTAS DO ORIENTE QUERENDO DITAR AS REGRAS!!! SE O TRUMP FALOU É PQ TEM COISA ERRADA SIM!!! ESSA GENTE NÃO SABE O QUE É LIBERDADE, SÓ SABE FAZER AMEAÇA E RECLAMAR DE SANÇÃO!!!
Rick Ancap
19/04/2026
Mais um capítulo da novela geopolítica onde todo mundo quer mandar no quintal alheio. O Irã só tá fazendo o que qualquer Estado faz quando é pressionado: reagir. Mas claro, pros “defensores da liberdade”, só vale liberdade quando é pra eles.
Mariana Ambiental
19/04/2026
Pois é, Rick, mas tem uma diferença entre reagir e usar o discurso da soberania pra justificar autoritarismo interno. O problema é que o jogo geopolítico vira desculpa pra tudo — inclusive pra pisar no próprio povo.
Karina Libertária
19/04/2026
Ai, lá vem mais drama do Oriente Médio… Trump só tá tentando proteger os interesses dos EUA, e tá certo! O Irã vive chorando por sanções, mas não larga a mania de brincar com urânio. Gente, se quer respeito global, tem que jogar by the rules, né?
Francisco de Assis
19/04/2026
Karina, minha filha, “by the rules” de quem? Dos Estados Unidos, que se acham donos do mundo? O Irã só quer soberania — e o Brasil, graças a Lula, também aprendeu que dignidade não se pede, se impõe.
Pedro
19/04/2026
Enquanto os caras lá brigam por urânio e sanção, aqui a gente briga pra encher o tanque e pagar o IPVA. No fim das contas, é tudo pressão de um lado e aperto do outro. Quem roda nas ruas sente na pele quando o mundo esquenta.
Maura Santos
19/04/2026
Trump falando de urânio é tipo o apagão da coerência mundial: o cara saiu do acordo que podia fiscalizar tudo e agora finge surpresa. Enquanto isso, quem mais sofre com as sanções é o povo comum, não os engravatados que brincam de geopolítica.
Rubens O Pescador
19/04/2026
Trump fala grosso de longe, mas quem paga o preço é sempre o povo, né. Quando o mundo tá em paz e o comércio flui, o arroz e o feijão aqui no Brasil ficam mais baratos. Lembro bem que nos tempos do Lula o diesel não subia com qualquer faísca lá no Oriente. Hoje é só um chilique desses e o caminhoneiro já sofre na bomba.
Alice T.
19/04/2026
Engraçado como os EUA se acham no direito de ditar quem pode ou não enriquecer urânio, enquanto eles mesmos têm ogivas nucleares até sobrando. Trump fala em “segurança mundial”, mas o que ele quer mesmo é manter o monopólio da força. Se fosse outro país ocidental fazendo o mesmo, já estariam chamando de “avanço tecnológico” e aplaudindo.
Lurdinha Deus Acima de Todos
19/04/2026
Ai meu Deus do céu, isso aí tá cheirando a confusão grande, viu! 🇧🇷🙏 Esses homens ficam brigando por urânio e quem sofre é o povo, coitados. E depois dizem que não vai ter guerra… mas eu sinto que o fim tá perto, misericórdia! 🇺🇸🔥
Jeferson da Silva
19/04/2026
Calma, Lurdinha, o fim do mundo não vem de urânio, vem da ganância dos poderosos que brincam de guerra enquanto o povo trabalha e passa aperto. Quem sofre mesmo é quem tá no chão de fábrica, não quem aperta botão de míssil.