O subdiretor geral para os Estados Unidos na chancelaria de Cuba, Alejandro García del Toro, confirmou a realização de uma reunião entre delegações cubana e norte-americana em Havana.
O encontro reuniu vice-ministros das Relações Exteriores cubanos e secretários adjuntos do Departamento de Estado dos EUA. A eliminação do cerco energético imposto contra a ilha foi tratada como prioridade máxima pela delegação cubana.
García del Toro afirmou que o bloqueio econômico viola princípios do direito internacional e recai sobre toda a população cubana. O diplomata classificou as medidas de Washington como uma chantagem global destinada a intimidar países que mantêm comércio legítimo com Havana.
Essas restrições buscam impedir o fornecimento de combustíveis e aprofundar as dificuldades de uma nação bloqueada há mais de seis décadas. O diálogo ocorreu de maneira respeitosa e profissional apesar do clima de tensão bilateral.
Nenhuma das partes apresentou prazos ou exigências formais, o que deu ao encontro um caráter exploratório. Em janeiro, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, assinou uma ordem executiva declarando emergência nacional diante da suposta ameaça cubana.
O texto acusa o governo de Cuba de abrigar grupos terroristas e permitir a presença de capacidades militares e de inteligência da Rússia e da China. Com base nessa declaração, a administração norte-americana impôs tarifas punitivas contra nações que vendem petróleo à ilha e ameaçou represálias adicionais.
A medida gerou críticas internacionais por representar violação da soberania e forma de coerção econômica. O presidente de Cuba, Miguel Díaz-Canel, condenou as novas sanções e reiterou que Cuba defenderá sua integridade territorial.
Díaz-Canel afirmou que o país buscará alternativas junto a parceiros internacionais diante do endurecimento da política de Washington. O país caribenho tem fortalecido laços com a China e a Rússia, ampliando sua cooperação com nações do BRICS e fóruns regionais da América Latina.
Segundo o portal RT, o governo cubano reafirmou que continuará exigindo o fim completo do bloqueio. A posição oficial é de que o diálogo só produzirá frutos com respeito mútuo e reconhecimento da soberania de Cuba.
O encontro representa um raro canal de comunicação em período de hostilidade crescente entre os dois países. Manter esses espaços abertos é fundamental para a redução de tensões e a afirmação do direito cubano à autodeterminação.
Com informações de ACTUALIDAD.
Leia também: Díaz-Canel declara que Cuba não teme guerra e resistirá ao bloqueio dos EUA
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Eduardo C.
20/04/2026
Enquanto o bloqueio continuar, qualquer conversa entre Cuba e EUA é só um exercício de retórica. Os números mostram décadas de prejuízo econômico bilionário para a ilha — difícil falar em “reaproximação” sem resolver essa equação básica.
Tadeu
20/04/2026
Essas reuniões entre Cuba e EUA são sempre a mesma novela. No fim das contas, o que me interessa é se isso vai mexer no dólar ou nos preços aqui. Se não mudar nada na inflação ou nas bolsas, pra mim é só mais papo diplomático.
Vanessa Silva
20/04/2026
Tomara que esse diálogo avance de verdade. O bloqueio já mostrou há décadas que não resolve nada — só trava o desenvolvimento e empurra a população para mais dificuldades. Relações abertas e cooperação seriam muito mais inteligentes para os dois lados.
Tonho Patriota
20/04/2026
AH PRONTO, LÁ VEM OS COMUNISTA QUERENDO MAMATA DOS EUA! ESSES CUBANO SÓ QUEREM LEITE CONDENSADO E INTERNET GRÁTIS, TUDO NO ESTILO FAZ O L! BLOQUEIO TEM QUE CONTINUAR PRA NÃO ESPALHAR O COMUNISMO AQUI, JÁ TEM MUITO PETISTA NA PRAIA DE COPACABANA ACHANDO QUE É HAVANA!
Mariana Ambiental
20/04/2026
Enquanto os EUA seguirem com esse bloqueio cruel, qualquer conversa é só encenação diplomática. Cuba resiste há mais de 60 anos contra uma política que tenta sufocar seu povo – e ainda assim mostra dignidade. O mínimo seria Washington reconhecer o fracasso dessa sanção desumana.
Lurdinha Deus Acima de Todos
20/04/2026
Tomara que essa conversa dê em alguma coisa boa, né gente 🙏🇧🇷🇺🇸! Porque esse bloqueio aí já devia ter acabado faz tempo, o povo de Cuba sofre demais 😢. Mas também fico com o pé atrás… será que dá pra confiar nesses acordos?
Maura Santos
20/04/2026
Cuba pedindo o fim do bloqueio é o mínimo, né? Décadas de sanções que ferram o povo e ainda tem gente que chama isso de “liberdade”. A hipocrisia dos EUA é tipo o apagão da era bolsonarista: todo mundo viu o estrago, mas eles fingem que foi só um “probleminha técnico”.
Jeferson da Silva
20/04/2026
Enquanto os EUA seguem posando de defensores da liberdade, continuam sufocando Cuba com esse bloqueio criminoso. Quero ver ter coragem de enfrentar o império e seguir firme na soberania, como os cubanos fazem há décadas. Aqui no Brasil a gente devia aprender um pouco dessa dignidade.
Marcos Conservador
20/04/2026
Lá vem Cuba de novo com o mesmo discurso de sempre, querendo culpar o “bloqueio” por todos os seus fracassos. Se acabarem com o embargo amanhã, continuam sem liberdade e sem pão. O problema lá não é falta de comércio, é excesso de comunismo.
Alice T.
20/04/2026
Marcos, fácil falar em “excesso de comunismo” quando o país sofre há mais de 60 anos com sanções que custam bilhões e impedem até importação de remédios. Difícil é admitir que o bloqueio é um experimento cruel de sufocar um povo pra provar um ponto ideológico.