O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou que o Brasil é o destino ideal para empresas alemãs que buscam produzir com energia renovável e ampliar parcerias tecnológicas.
Em entrevista ao programa Tagesthemen da televisão alemã, Lula convidou a indústria germânica a explorar setores estratégicos como terras raras e inovação verde. Mais da metade da matriz energética brasileira provém de fontes renováveis, detalhou o presidente.
Lula ressaltou que o país é respeitado internacionalmente no campo das energias limpas. A cooperação com a Alemanha, segundo ele, pode impulsionar a sustentabilidade e a competitividade industrial mútua.
O Brasil foi o país parceiro da Hannover Messe, uma das maiores feiras industriais do mundo. Lula sinalizou que o país recebe de bom grado investimentos estrangeiros desde que construídos sobre reciprocidade e respeito à soberania nacional.
O presidente declarou que o Brasil não adota vetos geopolíticos e mantém diálogo com os Estados Unidos, a China, a Rússia, a Índia e a Alemanha. Ele defendeu uma política externa multilateral que impeça o mundo de depender de uma única potência.
Lula relatou ter construído diálogo respeitoso com o presidente Donald Trump, apesar das diferenças entre ambos. O presidente brasileiro lembrou ao líder norte-americano que os dois possuem cerca de 80 anos e por isso não deveriam fazer política como crianças em um parquinho de areia.
Lula criticou a demora da União Europeia para concluir o acordo comercial entre o Mercosul e o bloco europeu. O tratado foi negociado por anos, mas ainda não entrou em vigor e depende de ratificação plena pelo Parlamento Europeu.
“Às vezes penso que as nações ricas ainda nos veem como se fôssemos colônias eternas”, declarou o presidente. Ele defendeu que o Brasil deve ser tratado como parceiro em igualdade de condições e rejeita qualquer posição subalterna nas relações internacionais.
Segundo o portal tagesschau.de, a presença brasileira na Hannover Messe serviu para apresentar projetos de alto valor tecnológico. Lula reforçou a disposição do país em atrair capital externo que contribua para o desenvolvimento industrial sem comprometer a autonomia nacional.
O chefe de Estado enfatizou a importância de relações internacionais baseadas em benefício mútuo e equilíbrio estratégico. Essa postura permite ao Brasil atuar como ator relevante em discussões globais sobre energia, indústria e comércio.
Leia também: Lula se reúne com chanceler Friedrich Merz e inicia agenda oficial na Alemanha
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Tadeu
20/04/2026
Se vier investimento de verdade, ótimo. Mas quero ver é se isso vai aparecer nas bolsas e segurar a inflação, não só discurso. No fim das contas, o que importa é o dinheiro girar aqui dentro.
Clarice Historiadora
20/04/2026
Finalmente um presidente que fala de igual pra igual com a Europa e não de chapéu na mão. A crítica ao colonialismo é necessária — chega de aceitarmos o papel de exportadores de matéria-prima enquanto eles lucram com tecnologia. O Brasil tem potencial pra liderar a transição energética, e Lula sabe disso.
Karina Libertária
20/04/2026
Ah pronto, agora o Lula virou coach de investimento internacional? Quer atrair alemão pra investir no Brasil enquanto o povo aqui depende de bolsa pra sobreviver. Se todo mundo aprendesse a pensar global e botar o money pra trabalhar lá fora, não precisava dessa choradeira toda.
Zizi
20/04/2026
Karina, minha filha, esse papinho de “botar o money pra trabalhar lá fora” é coisa de quem acha que país se governa com planilha de coach. Lula tá falando de soberania e parceria, não de fuga de capital — aprende a diferença, menina.
Silvia D.
20/04/2026
Faz todo sentido o Brasil se apresentar como parceiro estratégico, ainda mais com nossa matriz energética mais limpa. Se a Alemanha quiser investir aqui respeitando o meio ambiente e os trabalhadores, todos ganham. O que não dá é repetir o velho modelo de exploração, isso sim é o verdadeiro atraso.
Marcos Conservador
20/04/2026
Lá vem o Lula com esse papo de “visão colonialista” pra posar de revolucionário. Quer atrair investimento, mas vive atacando quem tem capital. O Brasil precisa é de trabalho sério, não de discurso ideológico travestido de diplomacia.
Renato Professor
20/04/2026
Marcos, o problema é que quem tem capital costuma confundir parceria com subordinação. Lula não está atacando o investimento, está lembrando que o Brasil não é colônia — e que investir aqui exige respeito mútuo, não tutela.
Augusto Silva
20/04/2026
Finalmente um presidente que fala de igual pra igual com a Europa, sem aquele complexo de vira-lata que entregava tudo por migalhas. O Brasil tem matriz limpa, mercado interno robusto e potencial tecnológico gigante — se a Alemanha quiser parceria, ótimo. Mas que venha com respeito e investimento de verdade, não com discurso colonial travestido de cooperação.
Fernando O.
20/04/2026
Finalmente um discurso que fala de investimento real e não de bravata. Se a Alemanha topar colocar dinheiro em energia limpa e tecnologia aqui, ótimo para todos. O problema é fazer isso sem cair na velha armadilha de vender matéria-prima barata e importar produto caro — aí sim seria repetir o colonialismo que o Lula criticou.
Maura Santos
20/04/2026
É isso aí, Lula! O Brasil tem que se colocar de igual pra igual, não como quintal de ninguém. A Europa adora dar lição de moral, mas viveu séculos sugando nossas riquezas. Agora que o jogo virou, que venham investir limpo e com respeito — sem papo colonial travestido de parceria.
Vanessa Silva
20/04/2026
Faz todo sentido o convite. A Alemanha tem tecnologia e o Brasil tem potencial energético e mercado interno — essa combinação pode gerar desenvolvimento real se houver planejamento urbano e industrial inteligente. Só espero que a parceria não fique no discurso e venha acompanhada de metas claras de sustentabilidade e inovação.
Rubens O Pescador
20/04/2026
É isso aí, Lula tá certo em chamar os alemães pra investir aqui, mas com respeito e parceria de verdade, não com aquele papo de colônia. Lembro bem quando o povo tinha emprego, churrasco no fim de semana e o Brasil era respeitado lá fora. Agora é hora de retomar isso com soberania e dignidade.
Evelyn Olavo
20/04/2026
Finalmente um presidente que fala de igual pra igual com a Europa. O Brasil tem tudo pra ser protagonista em energia limpa e tecnologia, não quintal de ninguém. Que venham os investimentos, mas com respeito e parceria real.
Mariana Ambiental
20/04/2026
Perfeito, Evelyn! Só falta a Europa entender que parceria real não combina com empurrar agrotóxico e sucata industrial pra cá. Que esses investimentos venham pra fortalecer nossa agroecologia, não pra repetir o velho colonialismo disfarçado de “transição verde”.