O Banco de Brasília (BRB) firmou memorando de entendimento com a gestora Quadra Capital para criar fundo de investimento destinado à venda de ativos adquiridos em operações com o Banco Master.
O acordo, aprovado pelo Conselho de Administração do banco, prevê valor de referência de R$ 15 bilhões. O pagamento inicial ocorrerá entre R$ 3 bilhões e R$ 4 bilhões à vista, e o restante de até R$ 12 bilhões será em cotas subordinadas do novo fundo.
A operação faz parte do processo de reestruturação após prejuízos bilionários, conforme reportagem do Metrópoles. A instituição afirmou que a iniciativa busca fortalecer sua estrutura de capital e liquidez.
O BRB também pretende aprimorar a gestão do portfólio e racionalizar o patrimônio com a transação. A efetivação do negócio depende do cumprimento de condições previstas no memorando.
O banco reafirmou em nota o compromisso com a transparência, a governança corporativa e a comunicação tempestiva de evoluções relevantes. O plano de reestruturação inclui ainda a tentativa de obtenção de empréstimo de R$ 6,6 bilhões junto ao Fundo Garantidor de Crédito e a um consórcio de bancos.
A venda dos ativos herdados do Banco Master é considerada essencial para recompor o equilíbrio financeiro da instituição. A parceria com a Quadra Capital, especializada em fundos estruturados, é estratégica para acelerar a monetização desses ativos.
O acordo sinaliza ao mercado que o banco mantém capacidade de reação diante da crise. A criação do fundo combina liquidez imediata com potencial de valorização futura dos ativos.
Leia também: BRB ignora alertas e aprova compra de ativos de R$ 341 milhões do Banco Master
📨 Inscreva-se na Newsletter de O Cafezinho
Receba nossas análises e as principais notícias diárias do Brasil e do Sul Global.


Fernando O.
21/04/2026
Movimento interessante do BRB. Se conseguirem vender esses ativos com bom valuation, o reforço de caixa pode dar fôlego para o banco crescer sem depender tanto do GDF. Só espero que não seja mais um arranjo pra mascarar prejuízo com narrativa de “reestruturação estratégica”.
Jeferson da Silva
21/04/2026
Mais um banco fazendo “acordo bilionário” enquanto o trabalhador segue ralando pra pagar tarifa e juros abusivo. Essa turma do alto escalão vende ativo, reforça caixa e ainda posa de gestor eficiente. Queria ver reforçar o salário de quem carrega o piano todo dia.
Zé Trovãozinho
21/04/2026
Mais um banco estatal vendendo patrimônio pra “reforçar o caixa”. Daqui a pouco sobra o quê? Vão transformar o BRB numa sucursal da Venezuela e depois jogam a culpa no STF. Tudo pra inglês ver.
Beto Engenheiro
21/04/2026
Se o dinheiro dessa venda for realmente usado pra investir em infraestrutura no DF e entorno, ótimo. Agora, se for só pra tapar buraco de caixa e nada de obra sair, é mais um movimento financeiro sem resultado prático. Quero ver concreto e asfalto, não só planilha bonita.
Lurdinha Deus Acima de Todos
21/04/2026
Ih minha gente, mais um banco vendendo coisa pra “reforçar o caixa”? 🇧🇷🙏 Esses acordos bilionários sempre acabam sobrando pra quem? Pro povo, né! E depois dizem que tá tudo bem com a economia… misericórdia! 😱🇺🇸
Zizi
21/04/2026
Ô Lurdinha, minha filha, esses “acordos” são o jeitinho elegante dos meninos do mercado pra fazer caixa com o que é do povo. No fim, o prejuízo é socializado e o lucro privatizado — velha história contada em novas planilhas.
Silvia D.
21/04/2026
Interessante ver o BRB buscando reforçar o caixa, mas espero que essa movimentação traga benefícios concretos para a população do DF, não só para o mercado financeiro. O banco público tem um papel importante na economia local e precisa manter esse compromisso social.
Tadeu
21/04/2026
Se o BRB está vendendo ativos pra reforçar o caixa, é sinal de que precisa fazer dinheiro rápido. Tudo bem, desde que isso não afete a rentabilidade dos fundos e as taxas sigam competitivas. No fim, o que importa é o impacto disso na inflação e nos rendimentos de quem investe.
Evelyn Olavo
21/04/2026
Mais um movimento do BRB para tentar aliviar o caixa depois de tantas operações arriscadas. Vamos ver se dessa vez o dinheiro entra de fato e melhora a transparência. O problema é que esses acordos bilionários costumam beneficiar mais os gestores do que o cidadão comum.
Augusto Silva
21/04/2026
Evelyn, faz sentido a desconfiança — mas nesse caso o BRB está tentando justamente limpar o balanço e gerar liquidez real, não maquiagem contábil. Se o dinheiro entrar como previsto, o contribuinte ganha com um banco público mais sólido e menos dependente de aventuras políticas.